sábado, 31 de janeiro de 2009

Sonhos

Por Amor...

...a S. sempre sonhou ter uma carreira profissional evolutiva, com viagens, possibilidade de evolução e que a satisfizesse, enquanto pessoa e profissional. Sonhava também dançar, danças latinas. Nunca o fez, foi adiando, abdicou...afinal dançar não era impriscindivel e até tinha um trabalho que lhe pagava, estava na área e tinha o melhor: chegar a casa e ter um colo que a fazia não lamentar os sonhos postos na prateleira. Inúmeros foram os dias que assistiu a jogos da divisão de honra e se divertiu, noites no Bairro Alto, onde até conseguia divertir-se. Afinal eram momentos de cumplicidade desejados e divididos. Um dia, sem aviso, a sua cara metade comunicou-lhe que tinha outra cara metade e ia realizar os seus sonhos de ser feliz. O mundo de S. desabou, caiu fundo e relembrou tudo o que tinha sonhado, investiu...hoje tem o emprego que sempre sonhou, Portugal de norte a sul, ilhas e Angola, todos os dias confirmam que está no seu elemento e começou a dançar, descobriu que era mais que um sonho, era uma paixão e até se ajeita....Hoje com dias melhores e outros piores, segue o seu caminho. Realizou parte dos seus sonhos, está feliz.

...O C. sempre quis ter uma vida preenchida, arriscar novo trabalho, sair daqui...ter alma de viajante e evoluir...abdicou tem uma família e está compensado, tem momentos de saudade mas refere que não podia ter melhor. Está feliz.

...A M. queria viajar, trabalhar num sitio/país que a desenvolve-se como pessoa. Queria uma família e estabilidade. Trabalha num sitio que odeia, sente-se presa e desiludida, mas tem um colo que compensa e um filho que a ama. Está feliz.

...O E. sempre sonhou viver e trabalhar em Angola. A mulher nunca o desejou e tornou claro que nunca alinharia nisso. Ele foi, acreditando que se estabiliza-se lá as coisas e cria-se condições ela iria, afinal também fazia parte do sonho ter a mulher e o filho consigo, senão de nada valeria a realização do sonho. Criou as condições, arranjou estabilidade para criar a família...ela não foi, colocou a hipótese, ele voltou. Trabalha num sitio que detesta e onde não existe possibilidade de evolução. Paga-lhe as contas e tem o melhor: a mulher e o filho...está feliz.

...A S. sempre quis ir para a faculdade. Mas o marido não compreendia o capricho, afinal a empresa era da família e dava-lhes uma vida confortável e desafogada, tinham casa com piscina e viajavam...ela também queria um filho e afinal ter um curso era apenas um sonho pessoal. Teve a filha, manteve a casa, a piscina, as viagens e o marido...até ao dia que ele saiu, tinha outra pessoa e ia construir nova família. O mundo desabou, perdeu o marido, o trabalho e a tal estabilidade "que chegava". Foi para a faculdade, tirou o curso, enquanto trabalhava em 2 turnos num hipermercado, a filha ficou consigo pois o marido abdicou dela em tribunal...não há espaço na sua nova vida para o passado (?!)...criou o seu trabalho e exerce...realizou o sonho e acabou tal como tinha idealizado...está feliz.

...O J. sempre sonhou tirar um mestrado em Londres, evoluir na sua área. O seu colo, não achava justo, não estava a pensar nela e nas suas necessidades, disse-lhe que não tolerava uma relação à distância, que se ele fosse estava tudo acabado. Ele não foi, afinal também há bons mestrados em Portugal e o colo estava lá para o receber e acarinhar. Um ano depois, o colo concretizou o seu sonho, trabalhar em televisão e descobriu que não havia espaço para o J. no seu sonho. Durante um ano, ele tentou encontrar-se, um dia recordou o seu sonho e partiu...Está na universidade que sempre quis, num numero limitado de vagas, ele entrou onde queria...Está feliz.

Quando estamos apaixonados, quando amamos não questionamos se vale ou não a pena, quase que é natural adiarmos ou abdicarmos do que sonhámos. Mas será justo um de nós ter de abdicar, será justo pedir ao outro que abdique??
Nunca consegui perspectivar as coisas deste modo, talvez tenha sido sempre o meu maior defeito e continue a ser...mas sempre acreditei que ninguém devia abdicar, apenas alargar o sonho e arranjar espaço para o outro, inclui-lo ou incluir-me a mim no que o outro sonha, mais que não seja estar nos bastidores e dividir a caminhada.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

História da Sexualidade I

As cuspidelas do Assurancetourix e da Me, deixaram-me a pensar. As ideias surgiam e a associação livre deu origem ao devaneio que se segue.
A expressão de sensualidade, a energia que é transmitida e recebida, pode levar até à expressão de sexualidade e de contacto físico. No entanto, apesar de em ambas haver intercâmbio de energia, sensualidade não é sinónimo de sexualidade. Tal como sexualidade não tem de ser relações sexuais. Pode existir a expressão de sexualidade sem estar assente na genitália. A sexualidade descobre-se e constrói-se ao longo de toda a vida, tendo, no entanto, períodos chamados críticos na infância e na adolescência (mais precoce ou mais tardiamente).

Deste modo, posso dizer que de acordo com a O.M.S., a definição de sexualidade é:

"É uma energia que motiva para encontrar amor, contacto, ternura e intimidade; integra-se no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados; é ser-se sensual e ser-se sexual. A sexualidade influencia pensamentos e, por isso, influencia também a saúde física e mental."

A forma mais comum de se pensar em sexualidade é a que se relaciona directamente com o contacto físico, as ditas relações sexuais. No entanto, mesmo a sexualidade expressa em relações sexuais tem três vertentes: a reprodutiva, a de luxuria e a de amor.
Durante vários séculos a moral instituía que a única finalidade do contacto sexual era a reprodução da espécie, o assegurar a continuidade, tudo o que extrapola-se a reprodução inseria-se no campo da luxuria, do pecado e era condenado. O prazer pelo prazer de ter e proporcionar prazer não podia existir sem a culpabilização...por fim existe a sexualidade com amor, ou seja, se por sexualidade se entende tudo o que se insere no âmbito do físico e instintivo, por amor entende-se as relações pessoais, a preocupação, no fundo expressão de emoções, troca de sentimentos que expressa a sua sexualidade num simples beijo.

A igreja católica é a responsável pela criminalização e culpabilização dos indivíduos face ao prazer sexual e à busca do mesmo. Se durante anos a busca de satisfação sexual foi tolerada e aceite nos homens, nas mulheres ainda existem resquícios de culpabilização e sentido pecaminoso relativamente à satisfação sexual e busca de prazer sexual. No entanto e numa época pré- catolicismo, a sexualidade era vivida por orientais, gregos e romanos, como uma celebração e exaltação às divindades e partilhada por homens e mulheres. O Yin e Yang, a comunhão dos contrários, a junção de energias opostas como meio de atingir o Nirvana.

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Sensualidade

Sensualidade vem do latim "sensus"...sentidos.
Representa a capacidade de comunicar com os sentidos. Não implica ser bonito, feio ou assim-assim, não é influênciado por peso, altura ou estrato social. Pode ser treinado mas percebe-se que não é natural. Uma pessoa sensual, algo sensual, comunica directamente aos sentidos mais íntimos do observador mais atento...ou mais sensível.
As mulheres latinas exalam sensualidade, calor e paixão...as mulheres latinas deixam um rasto de sentimentos. Não é comum a todas (os)...mas felizmente ainda existem seres capazes de inconscientemente transmitir uma energia para o exterior e provocar reacções de bem estar no outro...penso que essas pessoas fazem um excelente trabalho humanitário, porque mesmo sem falarem, sem saberem ou sem quererem coloriram o dia de quem com elas se cruzou...espero que haja alguém que faça o mesmo por elas.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Sexta - feira 13 numa terça 27

Há dias que parecem tirados da galeria dos horrores. Hoje foi um desses dias.
Não dormi por causa das insónias, às 6h30 estava levantada e de tal modo cansada que achei que tinha sido atropelada e não tinha dado conta. Sai eram 7h40...azar o meu os cafés todos fechados. MERDA!!! Estava a necessitar de cafeína mais que o próprio café...a determinada altura achei que já nem sabia conduzir tal era a dormência. Mas cheguei e com tempo para a tão ansiada, desejada e desesperadamente necessitada cafezada....BOLAS...um frio terrível e a chover, explanar era um teste de resistência e não sair de lá em bloco de gelo e com os cabelos todos um acto Hercúleo...mas como boa teimosa, fiquei e fumei todo o meu cigarro estoicamente...ou eu fumei metade e o vento a outra, porque sinceramente não sei se tinha resistido...estava a sentir que levava uma eternidade...De cabeça bem erguida e corpinho regelado segui caminho até ao local de trabalho....onde recebo uma mensagem da minha colega a dizer-me que estava atrasada, não ia conseguir chegar a horas se eu dava o programa sozinha....fantastico...melhor seria impossível...para além de serem 8h30 da manhã e ter de começar...não tinha manuais, guiões ou material...improviso, claro está...o que é de uma violência brutal de manhã - alias a estas horas devia ser proibido...quem dá está paralisado e quem recebe paralisado está :/
Após 4horas seguidas de uma acção de sensibilização/informação...tive 5 minutos para arrumar material...fumar (engolir) um cigarro e sentar-me atrás de uma secretária (almoço adiado para a hora de jantar:/ ) ...onde permaneci estática a ouvir delírios do inferno até que...uma dita senhora, de outra secção e área me entra pela porta dentro., exactamente às 16 horas e começa a desbobinar a plenos pulmões um discurso incoerente e ofensivo, para mim, para o meu serviço, para os seus colegas e para os meus utentes...C******* Ma F****...que não sei onde fui buscar tamanha paciência e assertividade para ouvir tudo e mais alguma coisa...só faltou dizer directamente que o meu trabalho era uma merda....mas disse directamente que não acreditava nele e por ela acabava...fixe...eu e a minha cara inexpressiva a olhar para quem não existe...lá funcionou, baixou o tom de voz e saiu...e consegui uma solução de compromisso (não sei como, mas a cena de aumentar a calma, paciência e reduzir a impulsividade deve estar a funcionar...não explodi...iupiupi a mim!!!). Claro está que deixou a sua piadinha e despediu-se com um "adeus menina" que me fez vacilar e quase quase explodir....tive de sair e ir fumar um cigarro longe dali...
Tudo isto seria menos intenso para mim se me desse tempo de elaborar a situação como pessoa crescida...pois não aconteceu, a mulher saiu às 17horas...hora exacta que tinha de entrar numa reunião...e onde cheguei a deitar fumo (mas não negro)....3 horas de uma reunião, hipermegacansativa, em que as 10 pessoas presentes pareciam a praça da ribeira ao sábado de manhã...azar o meu, fui eu que a convoquei...era eu que liderava, e já nem o meu nome sabia...bem, pelo feedback surtiu efeito e cheguei onde queria...menos mau....claro que vim para casa, ao fim de 12 horas continuas a babar-me e continuo sem saber como me chamo...mas para 6ª feira treze bastou...o que não seria mau se hoje não fosse terça-feira dia 27...

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Caminhante

Caminha em direcção ao horizonte, num caminhar vago e melancólico. Os passos são seguros, a cabeça erguida e o olhar posto na linha que marca a passagem para tudo o que é novo e desconhecido. Estas fundações estão em ruínas, passa-as e admira-as. Talvez precisem de ser reconstruídas, talvez necessitem de ser esquecidas e iniciar-se um novo projecto. As cores primarias são bonitas, reflectem a vida e harmonia que um dia ali existiu, transparece no arco íris o carácter determinado do seu mentor. Sei a historia dos seus habitantes, sei que partiram para alentar quem deles precisava e sei que a sua porta está aberta para receber os caminhantes. O sol reflecte-se nas lágrimas de quem por ali passa, abraça-os e acompanha-os. Quando secam as lágrimas, e os pés já não ressentem o cascalho, chega a lua, grande, brilhante e de uma doçura enorme. No seu regaço o sono será tranquilo, protegido. Todos os dias o viajante encurta a distância que falta percorrer e todos os dias volta a encontrar as ruínas. Estranhamente vão perdendo o ar lúgubre e abandonado e começa-se a visualizar algo...curioso... parece que os seus passos erguem uma nova história. Pela primeira vez, o caminhante pára e olha à sua volta, ainda não tinha percebido a imensidão do deserto, não tinha visto os perigos ou reparado que caminhava só. Apurou o olhar e pareceu-lhe distinguir a linha que procurava, nesse momento pensou se valeria a pena passá-la...já não existiam ruínas.

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Aprendizagem

"Elevamo-nos quando nos ajoelhamos, conquistamos quando nos entregamos e ganhamos ao renunciarmos."

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domingo, 25 de janeiro de 2009

Metereologia

Adoro dias de chuva. A lareira acesa e o ambiente acolhedor, convidando à preguiça e à languidez. Adoro ficar deitada, tapada até ao pescoço e sentir-me quentinha. Adoro ver os raios sobre a lezíria, ouvir os trovões e aninhar-me mais um pouco. Adoro viajar de carro, como pendura e ver chover. Adoro estar na quietude e contemplar a "dança" de celebração dos poldros que correm celebrando a sua liberdade.

O tempo é magico, se o sol brilha em mim, desejo partir, sentir e espalhar sorrisos por onde passo. Se há temporal, fico fascinada com a zanga do mesmo e penso que sei o que é estar assim...e sorriu, dando-lhe a liberdade de expôr as suas razões como bem lhe aprouver. Lembro-o que o sol está a chegar, ninguém fica zangado para sempre...e que tem de o deixar entrar.
Gosto destes dias sinto-me misteriosa, com vontade de partilhar segredos e sorrisos.

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Noites...

O respeito que existe entre as pessoas é gerador de compreensão, tolerância e amizade. Respeitar os estados de humor dos mesmos e ter a capacidade de se transformar isso num momento lúdico e descontraído, só é possível quando se empatizava com o seu intimo, quando o que está em causa não é o porquê de estar menos bem, mas o que podemos fazer para ajudar a ultrapassar.

A equipa do costume aderiu aos fins de semana "low cost" e é impressionante o que se pode fazer com uns meros 5 euros (pessoa) e boa vontade. Jantar, com Home cinema e muita animação. Gostei.
A SF, está uma profissional do shot, a E.M. é a barista de serviço e sempre atenta ao meio-cheio ou será meio vazio. Realmente, pode-se fazer muito com pouco.
Neste momento apenas me preocupa (muito mesmo) é a causa-efeito: 2 segundos na boca o resto da vida nas ancas :(
E parece-me que estamos todos a ser picados pelas abelhas :(
Cartucheiras à parte, cada vez mais os programas caseiros me seduzem. Já não tenho muita paciência para bares e discotecas, provavelmente porque na maioria das vezes não me identifico com os ambientes, não gosto da musica "catxapum", não gosto de ter de andar à procura onde se fuma e onde deixa de se fumar...realmente as sociedades estão a mudar. O lúdico é quase todo ele, circunscrito ou ilegal. Em mim sinto que a adolescência foi há muito pouco tempo, ainda lhe guardo o cheiro e o prazer...mas quando olho à volta, entristece-me perceber que as coisas mudaram imenso nos últimos 15 anos e não o sinto como tendo sido para melhor.
Sou saudosista das coisas que socialmente mudaram, considerava-as qualidade de vida. Lamento que as novas gerações não tenham acesso ás mesmas. Mas se antes éramos inconscientes e fazíamos viagens com álcool e sono após grandes noitadas, será mais saudável deixarem-se morrer frente a um computador a jogar on-line???????
Não julgo, são opções, como tudo na vida...apenas me questiono.

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sábado, 24 de janeiro de 2009

Aborrecida

Hoje estou aborrecida...seriamente aborrecida.
Há mais de uma semana que ando em sono de vigília, com o onírico a exceder-se a si próprio e com cenas incoerentes. Algo não está bem, algo me perturba ou preocupa. Já tinha percebido isso...mas como persistente, que sou confirmei com o "psicólogo". Não estou a chegar lá e esta-me a chatear solenemente.

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Coisas que não percebo

Há coisas que por mais que os tempos evoluam e venha a simetria de papéis de género, não mudam mesmo.

Sendo o meu irmão um homem muito inteligente e que coloca a fasquia muito alta em tudo, não podia ser perfeito e tinha de ter as suas coisas típicas "à gajo". Há uns tempos, dizia ele, muito eloquentemente:
- não espero por ninguém, em lado nenhum. Quando me dizem que é só fumar um cigarro e no fim do mesmo continuam...fui, nem digo mais nada.

Sabendo eu que é verdade que ele o faz, argumentei:
- não acho justo, porque se quando tu te apetece ficar, bem que se pode dizer milhares de vezes vamos embora...que ignoras, quando estás cheio, mas bem disposto, vais por a casa ou então mandas ir de autocarro e continuas onde estás.

Ele- Então quando estou farto vou-me embora, os outros deviam fazer o mesmo. Ninguém é obrigado a ficar.
Eu - Mas se a tua namorada ou até eu, te fizer isso tu ficas todo agoniado e temos de ficar a gramar-te até de manhã sem apetecer. Se ela está a gostar ou eu, tu avisas e foste. Egoísta.

Como estávamos a entrar numa de chover no molhado a conversa ficou-se. Nem ele vai alterar isso nem eu alguma vez vou perceber ou concordar.

Curiosamente, este comportamento masculino é assim para o generalista, começando eu a achar que é inato no género (?!?) ou pelo menos mais vulgar do que seria de esperar. Também já o fiz, esperei e fiquei sem me apetecer, mas também já "fui" porque estava sem paciência, já fiquei quando bazaram e todas as atitudes tiveram o mesmo resultado: alguém amuou. Começo a ter duvidas sobre a atitude correcta que as meninas devem adoptar perante tal comportamento de capricho de macho.
Hoje falo disto porque ontem tive um "dejá vu" da situação e vieram-me outros à mente.

Jantar de Natal (2) - Um dos casais às 23h (de repente) levantou-se e saiu. Ninguém percebeu ou ligou à situação, ninguém é obrigado a ficar até ao fechar da noite.
Dia a seguir, ela apareceu sozinha.
Resposta: Estamos zangados, ontem tive que me ir embora porque ele estava cansado e apetecia-lhe dormir, para evitar escândalos, fomos. Não volta a acontecer. E não voltou....

Jantar...bar 1...bar 2: Um dos rapazinhos não lhe apetecia beber, começou a ficar aborrecido de estar no bar 2...amuou e começou a melgar a cabeça da esposa. Sendo ela mulher que não se fica (grande mulher), foi lá fora expôs as suas razões e deu-lhe o à vontade para ir dormir...estava na terra e boleia não faltava.
Resultado: Ele ficou mas amuado e a fazer questão que todos percebêssemos...mas o anos já são tantos que ninguém ligou.

Estas situações magoam, deixam mossa e são egoístas. Se as mulheres tentam agradar pelo prazer de os estar a ver bem, será assim tão difícil proporcionarem a mesma coisa, mesmo aborrecidos, ficarem pelo prazer que se retira do bem estar do outro????

Novamente, resume-se tudo a atenção, aos pormenores. A capacidade de dar, de receber, de partilhar, de respeitar....caminhar lado a lado.



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Sexta - feira (2)

O mar está flat...Duas maneiras de uma mesma coisa...
Tudo tranquilo...eu (aparentemente) tranquila. Hoje disseram-me que ando te tal forma impaciente que salta à vista...sente-se. E que tem vindo a aumentar.
Sei que ando assim...é inerente à minha pessoa...porquê??? Ainda ando em auto-analise.

No trabalho, calmissima. Andam todos surpreendidos com tamanha serenidade...está contagiante. Sinto-me assim, tranquila...transmito-o.

Somos actores sociais e de acordo com os contextos encarna-mos determinados papeis de modo a adequarmo-nos e a rentabilizar os mesmos. Chego à conclusão que sou uma "montanha russa" e sem dia de folga para descanso do pessoal. Um dia disseram-me que era muito "intensa", não percebi (?!?)...lembrei-me hoje porque fiquei a pensar que nunca me interroguei como é que os outros se sentem ao lidar com este "carrossel".

Hoje também me disseram que devia prestar mais atenção aos outros, não a ouvi-los acerca de si próprios...mas tomar em conta e contabilizar as suas opiniões acerca de mim (?!?)...Vou ter de pensar muito bem acerca disto.

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Autor desconhecido

"Pessoa aborrecida, é aquela que nos priva da solidão sem nos fazer companhia."

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Ideias

Por vezes sinto que as exigências da sociedade ocidental moderna despersonaliza as pessoas. Lembro-me de andar no secundário e os adolescentes distinguirem-se por grupos, ideologias, filosofias de vida...as chamadas tribos urbanas. Visitava outros locais e fascinava-me a diversidade. Nasci no pós 25 de Abril, todos se queriam destacar, igualar à Europa e USA. Tínhamos objectivos, sabíamos o que queríamos ser quando "crescêssemos". Uns atingiram, outros mudaram os objectivos e outros ainda estagnaram.
Hoje não o vejo, pior, não o sinto. Os valores estão fora de moda, o respeito por si e pelo outro é miragem. Nunca me passou pela cabeça tratar alguém mais velho por "tu", muito menos ser mal educada ou desadequada. Preocupava-me ser alguém, ser reconhecida como ser individual, valorizante e valorizador. Não éramos santos, bebíamos copos e fazíamos todos os disparates que podíamos mas os pais não consentiam, e isso dava gozo...era a conquista de um espaço próprio na família nuclear. Deixávamos de ser crianças, éramos adolescentes em descoberta e éramos forçados a responsabilizarmo-nos pelos nossos actos. A primeira relação sexual era idealizada, sonhada, mágica e...clandestina.
O mundo evoluiu, bem sei, mas há coisas que por mais evoluídas que sejam não satisfazem as pessoas, antes pelo contrario. Os adolescentes, sofrem a pressão de pares e a melhor maneira de a superar é despersonalizarem-se. A primeira bebedeira ocorre aos 12 anos e a bebida preferida são shots, a primeira relação sexual surge na vergonha de ser o único que ainda não vivenciou e ocorre na casa dos pais, muitas vezes, com o seu consentimento. Não há regras, não se transmitem valores e os adultos são uma espécie que existe para lhes satisfazer as necessidades. A maioria aos 18 anos não tem um projecto de vida e as amizades não perduram no tempo, variam de acordo com o momento e a necessidade. Não tem atenção, logo não a sabem dar.
Não vou generalizar esta minha visão, porque como em qualquer outra coisa, alguns são resilientes ou tem famílias contentoras. Seria muito fácil para mim compreender e aceitar esta forma de estar na vida se os visse, senti-se ou se os próprios me dissessem que estavam, que são felizes. O facilitismo cria insatisfação, nunca se tem verdadeira consciência das capacidades. Para levantar voo é preciso aprender a voar, para tal ser possível alguém tem de nos ensinar. O que é dado não é valorizado e deixa de ser um prazer para passar a ser uma obrigação.

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Por de trás do espelho

Existem pessoas que tem a capacidade de ver por de trás do espelho, mais que um dom, considero-o capacidade de atenção aos mais ínfimos pormenores. Quando nos olham vêem para além da matéria, despem-nos e falam directamente com a alma. São pessoas que olham para nós e vêem sempre mais nas entrelinhas, que nas próprias linhas. São poucas mas tenho o prazer, de conhecer algumas.

Recordo um professor na faculdade que me irritava, na mesma proporção que me fascinava. Era uma pessoa com essa capacidade de atenção. Entrar naquela aula e ter de responder a um mero "Bom Dia", era um desafio...lia cada virgula do meu discurso, cada ponto final do meu olhar e cada interrogação do meu sorriso. Admirava-o e admiro-o, nunca me expôs, nunca invadiu o meu mundo...apenas me alertou para o facto de ele ter conhecimento que existia em mim um mundo paralelo ao real. Admirava-me e disse-mo inúmeras vezes. Enchia-me o ego e enche de cada vez que o lembro...admirava o espelho mas também a face oculta do mesmo.

A minha "Wingman", comigo tem essa capacidade, não sei se pelos anos de amizade, se pela atenção aos pormenores ou simplesmente porque é assim a nossa relação e sempre foi. Ontem em três palavras conseguiu por-me a pensar num serie de coisas. Não as tinha sentido ainda, ou considerado possível que assim fosse, hoje começo a entender o seu ponto de vista e percebo que ainda há caminho a percorrer. Resolver e arrumar a origem de tamanha ausência de sentimentos para poder apreciar a beleza da paisagem que ladeia o meu caminho. O começo é apreciar cada raio de sol que surge num tempo que não é o seu, apreciar cada flor que se espreguiça timidamente ao sentir o aconchego desse sol. Quando essa flor perder a timidez, as que rodeiam virão juntar-se-lhe e formar um tapete colorido de cor e sentimentos. Há que apreciar o belo com o respeito e a deferência que merece: dispensando-lhe todo o tempo do mundo, fazê-lo sentir-se como nosso, caminhar devagar, sem pressas ao seu encontro e sentir cada passo como a caminhada mais longa , mais bela e mais prazeirosa.
O caminho foi iniciado, já vi o sol...agora estou atenta com toda a desatenção que conseguir.

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Incumprimento

Lista memorando: difícil de cumprir...(MUITO) fácil de rebentar :(
Sai de casa 15 minutos e consegui mandar já a lista para o caraças...mas em grande estilo...acabei de f*** uma vergonha de disparate de euros num bem de necessidade extrema e inadiável :/
Comprei umas botas que são a puta da loucuraaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!


Adiadas as férias da Páscoa...
sem duvida que este foi o mês de experiência piloto, ver quais as arestas a limar...estão vistas ;)

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Gabriel Garcia Marquez

"Não chores porque acabou...sorri porque aconteceu"

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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Ribatejo

Ribatejo da minha alma, palco de cultura e gentes com a terra e o pagão enraizado. A riba do Tejo situam-se as lezírias, onde o sol dança e a lua entoa cantos mágicos. Na primavera é possível apreciar os flamingos, os gaviões, alacraus, as novas manadas de gado bravo e de cavalos selvagens. No Ribatejo, encontram-se as mais belas charnecas que abrigam em si, segredos e mistérios deixados por El Rei Dom Miguel...a Quinta da Maroteira...o celeiro de Portugal.

O celeiro de Portugal, contando já com longos 166 anos de História, a Companhia das Lezírias nunca deixou de ter um papel de relevo, contribuindo para o desenvolvimento da agricultura portuguesa, acompanhando e resistindo aos diferentes regimes políticos que fomos tendo, desde a Monarquia Constitucional ao Portugal Democrático, passando pela 1ª República e pelo Estado Novo, de Salazar e Caetano.

A cultura Ribatejana, é a que mais se aproxima da cultura espanhola, tendo as suas gentes a cultura campera e tauromáquica a "correr nas veias". Típicos os campinos, com suas ceifeiras, brasão máximo do Ribatejo. Imperam as ganadarias e criadores de gado de lide, grupos de forcados amadores e berço de grandes figuras do toureio nacional.

Com toda a paixão que os ribatejanos nutrem pelas suas origens, é característico o seu linguajar e analogias que em qualquer outro ponto do pais, são desprovidas de sentido. Hoje reporto uma das minhas analogias preferidas.

Forcados:
Em 1836, no reinado de D. Maria II, foi decretado a proibição da morte dos toiros na arena, para remate da lide dos cavaleiros, passou-se a pegar o toiro.
Foi assim que no séc. XIX teve formalmente origem a existência dos forcados como conhecemos nos dias de hoje. Com este decreto passaram a ser eles a pegar o toiro, evoluindo o nome de Monteiros da Choca, para Moços de Forcado ou simplesmente Forcados.
O objectivo do Forcado é a concretização da pega: depois da reunião do primeiro elemento com o touro, cabe aos ajudas a tarefa de imobilizar o touro para que a pega se considere realizada.
O rabejador é o responsável por rematar a pega.

Existem vários tipos de pegas, as mais conhecidas e utilizadas nos nossos dias são a pega de caras e a pega de cernelha.
Na pega de caras, o primeiro elemento, o forcado da cara, tem como objectivo fechar-se na cara do toiro, após se ter agarrado aos cornos ou ao pescoço do touro e amortecido o choque da investida. Não se espera que esse forcado segure o toiro sozinho, apenas se lhe exige que aguente os derrotes com que o touro o tenta lançar fora, até que os restantes sete forcados o ajudem, também sob uma determinada técnica, secundem o seu esforço e imobilizem o touro. Nessa altura a pega é consumada e o touro é libertado.


A estética está sempre presente. O forcado vale pela sua serenidade e sangue frio, mas também pela sua qualidade artística. Não necessita de invulgar força ou robustez, antes terá de desenvolver qualidades psicológicas, pelo que se diz que a pega é uma escola de virtudes.
Quando um forcado caminha na arena em direcção ao toiro, sem outra protecção que a confiança na sua destreza, terá de vencer a luta consigo próprio. O medo está sempre presente.

As gentes do Ribatejo usam estes termos no seu dia a dia, um fulano que aguarda que o perigo passe é comparado ao rabejador, quem dá a cara aos problemas (touro), assumindo as suas fragilidades é forcado da cara e por vezes temos a sorte de ter alguém a dar segundas ajudas. O objectivo é chegar a cabo, o expoente máximo, aquele que foi vezes sem conta a cara do toiro, mostrou o seu valor, desafiando-se a si próprio, evoluindo, mas nunca recuando ou desistindo. O posto de cabo é o "descanso do Guerreiro", é passar o exemplo para o novo forcado da cara, transmitir-lhe a sua força e a sua crença, é mostrar-lhe o seu valor, é dizer-lhe que não chega um toiro de 500kg para o vergar. O cabo acredita em si e acredita que se pode tudo desde que se supere o medo do medo.
Por tão grande paixão, partilho o meu amor ao Ribatejo.

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Dia de Folga

Realmente tenho mesmo dificuldades de adaptação.

Em conversa com uma amiga fiquei a saber (no directo), que há anos que sabe que o marido tem outra pessoa (blhaccc). Perguntei como aguentava, porque eu não percebia, apesar de compreender. Quando se tem dois filhos pequenos e contas para pagar aguenta-se tudo.
Não quero isto, não o aguentava porque também não o fazia e sejamos realistas: não é justo para ninguém.

De seguida, tomei café com outra amiga (dia dos cafés), que está numa relação que a mim me parece adequada e a existir bastante cumplicidade (mas só quem vive no convento sabe o que lá vai dentro), que me pôs ao corrente dos seus planos mirabolantes para lhe prender a atenção e para ele não a ter como garantida e etc etc etc...Pensei: Bolas não tenho capacidade para isto :/
Para ter alguém ao lado é preciso elaborar estratégias de mercado? Lamento mas não sou consultora. Não tenho, não consigo e não quero ter essa capacidade ou preocupação. As coisas podem surgir espontaneamente, surpreender quem se ama porque apetece, porque se investe num tempo comum. Não nos tomar por garantidos??? Pelo Amor da Santa, estamos no Séc. XXI - NADA é garantido. Sou uma inadaptada, MERDA!!

A terceira conversa da tarde foi a que mais valeu. Alguém que amo muito, iniciou um novo projecto de vida com alguém de quem gosto muito. Ambas as fasquias são altas, parece-me bem - o equilíbrio. Estão ambos rosa choque...Também estou :)

No fim disto tudo, cá continuo a
pairar sobre as nuvens, uma boa disposição que nem eu consigo explicar, mas sabe
tão bem. Quarta-feira vou iniciar numa nova faceta do meu trabalho, estou
ansiosa, receosa mas é prova de fogo. Irei ficar a saber se realmente sou a
profissional de excelência que acredito que sou...depois disso já posso voar
ainda mais longe. O meu sorriso neste momento é da cor do meu olhar. Quero
ficar assim para sempre.

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Música do dia

UNDER MY THUMB (M. Jagger/K. Richards)


"Under my thumb
The girl who once had me down
Under my thumb
The girl who once pushed me around
It's down to me
The difference in the clothes she wears
Down to me, the change has come,
She's under my thumb
Ain't it the truth babe?

Under my thumb
The squirmin' dog who's just had her day
Under my thumb
A girl who has just changed her ways
It's down to me, yes it is
The way she does just what she's told
Down to me, the change has come S
he's under my thumb
Ah, ah, say it's alright
Under my thumb

A siamese cat of a girl
Under my thumb
She's the sweetest, hmmm, pet in the world
It's down to me
The way she talks when she's spoken to
Down to me, the change has come,
She's under my thumb
Ah, take it easy babe Yeah
It's down to me, oh yeah
The way she talks when she's spoken to
Down to me, the change has come,
She's under my thumb
Yeah, it feels alright

Under my thumb
Her eyes are just kept to herself
Under my thumb, well I
I can still look at someone else
It's down to me, oh that's what I said
The way she talks when she's spoken to
Down to me, the change has come,
She's under my thumb S
ay, it's alright.
Say it's all... Say it's all...
Take it easy babe Take it easy babe
Feels alright
Take it, take it easy babe."

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domingo, 18 de janeiro de 2009

Saudades

Saudades, tipicamente português.
Palavra sentida, sofrida ou fingida.
Posso ter saudades em presença, posso sentir-me acompanhada na ausência.
Sentir saudades de um tempo que não volta é relembrar tudo o que de positivo houve. Sentir saudades do passado e desejá-lo é a incapacidade de avançar num tempo que se move e não espera. Saudades de quem fui, saudades de quem sou ou saudades de quem serei. Um tempo saudoso será um tempo saudavel?
Não me lembro de ter saudades de nada, que me me fizesse sentir querer voltar a esse tempo e a esse lugar. Talvez porque sinto que mesmo voltando os acontecimentos não seriam saudosos à posteriori...Nunca voltes a um lugar onde já foste feliz...nunca percebi muito bem esta frase e já o fiz. Foi nostálgico, ajudou-me a arrumar as coisas em mim, a dar-lhes um lugar definitivo mas não a desejar recuperar esses momentos. Seria impossível, as realidades são diferentes. Um dia experimento voltar a esses lugares acompanhada.

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Domingo

Prometido e cumprido.
O dia de patinagem com a minha sobrinha M. foi um doce. Reunimos um grupo de miúdos e curiosamente uma da criancinhas teve um comentário que me surpreendeu tanto como me enfureceu: "Nunca tinha visto uma pessoa de idade a andar de patins tão bem, a minha mãe nunca fez isto"...grrrrrrrrrr /eheheheheheh.
Pessoa de idade??? Grande lata ainda agora entrei nos "intas" já sou conotada com a avózinha?? Bolas, bolas....mas no fundo vem de encontro ao que dizia num post anterior: os pais não perdem tempo a fazerem coisas simples e Low cost com os filhos...os meus perdiam, logo vou ser uma grande mãe. Um excelente domingo, estou sinceramente feliz e esta tarde fui genuinamente feliz. E não caí :D

A lista memorando foi cumprida ao pormenor este fim de semana. Resisti a tudo o que havia para resistir. No entanto, vou ter de ponderar novas actividades low cost para as noites de fim de semana, senão quando atingir o nível económico que preciso tenho de o investir na Corporacion Dermoestetica...ou isso ou cozer a boca :(

Próximo passo rever a lista de forma a arranjar alternativas que me exercitem mais do que me fazem acumular. Como qualquer gaja, o meu psicológico lida bem com tudo, menos com os quilos a mais :(

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sábado, 17 de janeiro de 2009

Stone immaculate

"I'll tell you this...No eternal reward will forgive us now
For wasting the dawn."

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Divagando (2)

Tirei o dia para explanar...e observar. Odeio fatos de treino e similares e não consigo perceber porque é que as pessoas insistem vestir-se assim ao fim de semana e quando é o casal então...valha-me a Santa...nada tenho a ver com isso é verdade mas quando olho a primeira coisa que me surge é: nada mais a conquistar, a provar...abandono ou conforto? Realmente perco tempo com coisas pequeninas, enfim.

Explanei com a minha "Wingman", para variar renovou-me a moral, sempre as palavras certas no sitio certo e sem rodeios. Está muito feliz neste momento e eu torço para que os seus momentos idílicos sejam infinitos, no que depender de mim, agora é de vez. Os sinais que tem recebido são explícitos e positivos. Minha querida, arrisca tudo, que vale a pena, mais que não seja para manteres e exacerbares esse estado de espírito contagiante.
À minha volta as pessoas que me são próximas estão em rampa de lançamento de bons momentos de vida, o que me deixa orgulhosa de poder partilhar os seus sucessos...também é verdade que olho para eles e fico com aquele sorriso e olhar de "quando é que me conseguirei sentir assim também". Poderia ser inveja da boa, mas não é, porque o meu Eu mais profundo ainda não se esqueceu da queda e tudo o que poderia levar a esse estado está morto. Por agora, contento-me em ser o observador activo, talvez um dia consiga ser a parte activa...mas mediante os meus termos, a fasquia é alta...mas não impossível.

Estou a ensinar-me a aproveitar e desfrutar do conceito de "normal": nesta fase não há nada a assinalar, nem de positivo, nem de negativo...as coisas fluem e parecem-me estagnadas, afinal descobri que é isto o equilibrio, o retemperar de forças. Parece que não tenho de viver sempre entre emoções extremas: ou muito bem ou muito mal...apenas equilibrada. Sou uma sortuda. Quero muita coisa, mas é tudo tão básico que me assusto a mim própria. Não preciso de muita coisa para estar bem, apenas deixarem-me ser eu: Quero ter à vontade para expôr todas as ideias loucas que me atravessam o espirito, quero rir à gargalhada apenas porque me apetece, quero ir ver o pôr do sol a 200km de distância apenas porque sim, quero banhar-me na lua e receber as suas energias, apenas porque é a lua, quero sair sem destino e encontra-lo numa qualquer falésia, num qualquer lugar apenas porque me sinto bem...não me parece complicado.
Não tenho tudo o que quero, mas com paciência chego lá.

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Obrigado

Há 10 anos atrás tomei uma decisão, na altura custou e não foi fácil, sozinha lambi as minhas feridas, cicatrizei-as e ficaram apenas bonitas cicatrizes. A única coisa em que me baseie para tão insane decisão foi diferenças nos projectos de vida: eu tinha de abdicar do meu.
Hoje reencontrei esse passado, confrontei-me com a sua realidade e tive a certeza que nunca me enquadraria nela. Vida apelativa, confortável e estável mas nunca seria feliz a ser sombra, a viver nos bastidores e qualquer vinda a palco seria sempre como figurante. Hoje tive a certeza que tomei a decisão correcta. Hoje confirmei o poder do Universo, de que o que é para nós a nossa mão vem ter. Hoje tive a certeza que mais cedo ou mais tarde percebemos o porquê de determinadas coisas nos acontecerem. Agradeci-lhe e segui esboçando um sorriso de arco íris e a confiança de que também vou perceber tudo o que aconteceu na etapa que passou.

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Sexta - feira

SEXTA-FEIRA chegou...ufffff

Esta semana foi estranha, variou entre picos de "normalidade" e insatisfação.
Tive uma proposta de trabalho, que apenas me ia dar isso mesmo: trabalho. Talvez tenha perdido uma grande oportunidade de me estabilizar, mas não tive nenhum feeling...nada..niente...o estômago não deu sinal. Bem, se calhar devia ter ponderado...mas bolas não me senti minimamente entusiasmada, ansiosa, receosa e tudo o que me ocorreu não abonava em prol da mudança...Vamos ver...é a segunda vez que me acontece, num curto espaço de tempo: o mesmo trabalho em sítios diferentes...MERDA!...será que este é o segundo barco? será que são os sinais pedidos? MERDA!...mas não me vi em nenhum dos sítios, não os senti.

Andei toda a semana em astral zen, traduzido deu que parece que navegava acima das coisas: não stressei, não me aborreci...apenas passei lá. Correu bem, nalguns casos nadei no seco (o que já é hábito), noutros houve evolução com beneficio prático para os interessados, feita a contabilidade parece-me positivo.
Acrescentei trabalho: uma colega no hospital com um vírus (que é o nome que se dá ao que não se sabe o que é, nem se procura saber); uma colega depressiva afogada em stresses familiares; uma colega nova à procura do seu lugar e a tentar entrar no ritmo do inferno, uma outra nova colega sem ser da área e não habituada à loucura e desorganização e a minha colega light que resolveu construir prateleiras para descomprimir...ah...resta ainda a minha chefe que vive entre reuniões e o telefone e isto e aquilo e o outro e que diz sim a tudo o que aparece confiada que tem uma equipa de super-heróis e eu...eu? Que posso dizer, humm, sou a louca da equipa, a descompensada como dizem, aquela que tem dias Led Zeppelin e dias Ill Divo e dias Carlos Paredes e dias Xutos e dias Bebo e Cigala e dias...enfim dias que ouço toda a gente e resmungo mas não abandono...tenho sempre um sorriso até quando me apetece enfiar a cabeça na areia. Bem, dentro de toda esta loucura, a semana decorreu pacificamente e consegui (até hoje na jaula dos leões) manter a serenidade. Estou tranquila.

De tão tranquila que estou, após uma saída gangster com os meus irmãos, regressei ao lar para gozar da minha companhia e não é que gostei. Talvez a lista memorando seja mais fácil de cumprir do que pensava, talvez os meus interesses estejam mesmo a mudar...talvez eu esteja mesmo mudada ou a mudar...Vamos ver.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Noite

A noite está fria. Cai uma cacimba miudinha, que molha tudo à sua volta e que gela as almas. Sente-se o cheiro da terra molhada, debaixo dos pés, a terra cede, ficando um rasto por entre as folhas caídas. As árvores despidas parecem muito maiores, aterradoras…soltam-se da densa neblina para intimidar os que deambulam na noite. Aterradoras mas a sua companhia. A lua brilha magistralmente, no alto de seu trono. Imponentemente observa quem deambula, dando alento e companhia até ao chegar da madrugada. Cada ser reinventa-se, redescobre-se, em cada minuto...relembra e pergunta-se se é lembrado. A solidão pede a mistura dos corpos, num falso suor de prazer frustrado. Acende-se um cigarro e nesse borrão sonha-se um lugar...está frio e sente-se uma aragem que ao misturar-se com as lágrimas faz desejar voltar a um lugar conhecido. O medo aprisiona... condensa os passos, em gritos que ferem a alma, de estridentes. Não ouvem? O eco transforma-se num lamento ensurdecedor, queres correr mas não consegues, respira o irrespiravél, aprisiona o sentimento...quando o sol nascer tudo passou...tudo passou.
Neste tempo e neste lugar, o sol teima em não chegar, o tempo é um tempo intemporal e o vento ri-se por entre os ramos, a noite adensa-se, condensa-se num murmúrio, num lamento, numa gargalhada…os corpos movem-se nas sombras, deslizam, arrastam-se…Passam os anos, as décadas, os séculos. Noite, após noite, a miséria humana permanece escondida, ignorada, desprezada. Mundos paralelos que se cruzam, tocam numa mesma dimensão, separada apenas pelo inicio da madrugada…O mesmo ser...Dois mundos, duas realidades a co-existirem na solidão.

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Divagando

O mundo em fogo...será que Nostradamus tinha razão?

O mundo está em crise...crise de valores, de moral e de direcção. Sinto que entrámos numa espiral descendente e Portugal exacerba o mau (ou vivo cá e sou mais atingida). As noticias são constantes e bombardeiam o publico com tudo o que de mau acontece ou está para acontecer.

Pergunto-me: Não há nada de bom que mereça ser dito, noticiado?
Claro que há, o país está em comemoração eufórica pela bota de ouro, a bola de ouro e "melhor jogador do mundo"...quando há uma semana carpia pelo "fenómeno" ter estoirado o Ferrari (?!?)...Andaremos todos loucos? Só importa alegrar o país com resultados futebolísticos e prémios associados aos mesmos.

Digo: A miséria gosta de companhia.
Quanto maior é a crise económica/financeira de um pais, maior é o aumento da criminalidade, comportamentos desviantes e aumento de vícios. Esta relação deixa-me pensativa, se não há dinheiro porque não se poupa nos excedentes? Porque a vida não é só trabalho. Certo, os "prazeres da vida" são essenciais para a saúde mental...mas entre ir ao centro comercial ao fim de semana e fazer uma tarde de brincadeira com os filhos, a segunda sairá mais barato de certeza. Sinto que se perdeu o prazer destas pequenas coisas, buscando-se no material uma qualquer satisfação que não chega nunca.
Hoje quando cheguei apetecia-me um abraço, daqueles sinceros, bem apertadinhos e desinteressados mas adoçados...Sorte a minha...recebi-o :)
Como soube bem, ver a alegria do meu sobrinho F. quando cheguei, o seu sorriso puro e doce de verdadeiro contentamento e quando o peguei ao colo, lá veio o tal abraço, quentinho e apertadinho e só para mim.
Está decidido, inserido nas actividades low-cost, domingo vou andar de patins com a minha sobrinha M.

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(Des)conversa 3

Ela- Que horas são?
Eu- 14h30.
Ela- Merda...esqueci-me de ir buscar a minha filha à escola para almoçar...
Eu- E agora? A miúda deve estar desesperada. Ligue para a escola.
Ela- Não tenho o número e a esta hora já alguma auxiliar reparou e lhe deu almoço...Quando a for buscar explico-lhe que me esqueci.

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(Des)conversa 2

Ela - Então tudo bem?
Eu - Tudo e tu?
Ela - Fantástico...tenho um namorado novo.
Eu - Realmente é fantástico, o ano a começar em grande...Conheço?
Ela - Não, conheci no trabalho, não é de cá.
Eu - Parece-me bem, se estás feliz.
Ela - Estou, ele é muito simpático.
Eu- Simpático? Mas gostas dele, certo?
Ela - Épa, não o amo, mas até gosto dele.
Eu- Que raio de resposta é essa: até gosto dele?!?
Eu- Não comeces, já sabes que não gosto de estar sozinha.

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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Horóscopo 2009 - Janeiro

Horóscopo 2009 Tauro

ENERO

AMOR: Las tentativas de restablecer el equilibrio perdido con vuestra pareja fracasarán, no por vuestra causa que ahora estais buscando la armonía ante todo, pero será por sus problemas personales.
TRABAJO: Estaréis muy cansados y buscaréis estímulos externos de evasión. Tenderéis a eludir a los empeños pero un superior vuestro os demostrará su contrariedad.
SALUD: Las estrella os aconsejan de dedicar más tiempo para vosotros. Elijan un buen libro de lectura o ir al cine.
Bolas, não me parece que os astros andem a facilitar a "desbaralhação"...vamos ver :)

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Manhãs

"Deitar cedo e cedo erguer, dá saude e faz crescer"...proverbio antigo e que tem o seu fundo de verdade...felizmente tenho saude mas sou baixinha...eheheheh
Há coisas que por mais que tente não mudam. Continuo a detestar ter de acordar de manhã, aliás tenho dois grandes problemas com as manhãs: o primeiro é conseguir ouvir o despertador e acordar; e o segundo é levantar-me e não é que melhore muito com a primavera ou verão, mas no inverno..uiui. Claro que à noite nunca tenho sono e apetece-me fazer tudo e mais alguma coisa, o que resultou em ter de impôr a mim mesma uma hora de deitar, o que cumpro há anos, com excepção de fins de semana e uma ou outra noitita que estou para extravasar.
A sensação de banhoca tomada e lençóis lavadinhos na pele é indescritivél...tão indescritivél que descamba nas crises matinais de levantar tardio. Invejo aquelas pessoas que em período de ferias ou lazer tem os seus relógios biológicos com pontualidade britânica...com muita pena minha não me acontece e nunca aconteceu, mas dizem que melhora com a idade, dorme-se menos...vou ficar à espera. Chego à conclusão que nem para ir a um sitio que goste ou fazer algo que quero muito consigo superar os problemas das manhãs. Isto é tão grave que a única vez na minha vida que alguém teve a coragem de me convidar para madrinha de casamento...deixei-me dormir e a noiva esteve à porta da igreja à minha espera ...e queria mesmo ter chegado a horas...ela merecia :(
Já que o assunto é dormir, há algo que também nunca percebi em mim: sair, dizer que vou chegar cedo (porque tenho de me levantar ridiculamente cedo) e chegar a tempo da banhoca para sair a correr...ou dormir e sair com olhos de peixe frito...dizem que isto com a idade melhora...continuo à espera...
Gosto de dormir, bolas, pena que seja só de manhã.

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Mudar

"As pessoas mudam quando se magoam o suficiente que precisam de mudar, ou quando elas aprendem o suficiente para quererem mudar, e receberam o suficiente para serem capazes de mudar."
(John Maxwell)

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Aos Fins...

"Aos fins. Que sejam apenas os inícios de outros começos." (Me)

Os fins são sempre uma transição para um novo ciclo. Com os fins que tive, este será o meu novo começo, está a começar de forma lenta, ou serão os tais pormenores da mudança que ainda não constituíram um todo e ainda não me apercebo do caminho percorrido. Seja o que for estou exausta, quero sossego, tranquilidade...quero sorrisos verdadeiros, quero silêncios que digam tudo, quero olhares que são conversas intermináveis, quero aquela paz que vem de dentro. No fundo quero recuperar o que de melhor sempre tive, a capacidade de ver o sol na tempestade, o sorriso fácil e o desprendimento, se calhar é pedir muito, se calhar é utópico ou se calhar a minha mãe tem razão quando me diz que sou demasiado exigente :/
Mas também começo a achar que sou exigente em tudo, se calhar sou autista e recuso olhar à volta, não sei. O que sei é que este espaço está a tornar-se pequeno para mim. Hoje agarrei nas minhas respostas a diferentes post e resolvi analisar-me - auto-brainstormming - não gostei do que percebi mas compreendo-o e aceito-o...está na altura de mudar, não o espaço interno mas sim o físico, aqui estou sufocada com mais do mesmo. Nunca imaginei, mas com esta idade vou ter de me tornar um ser social se quero sair disto (o meu trabalho, a minha casa, eu), vou ter de começar por uma ponta e que azar sou Touro: signo de terra pouco dado a transformações e mudanças radicais, nada dado a saltos no desconhecido...mas desta vez vai ter de ser, não posso continuar em círculos, não posso (não aguento) continuar estagnada. Há poucos dias o S.G. disse-me algo que ficou a morder: "exige ao mundo o que te deve, sê egoísta"...e ele tem razão. Já não há espaço aqui para mim.

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domingo, 11 de janeiro de 2009

Satisfação ???

Hoje sinto-me estranha, baralhada é o termo correcto. Falta-me qualquer coisa que ainda não consegui identificar. Estou novamente a ser invadida por aquela sensação de insatisfação que me é tão característica. Sinto-me novamente num apeadeiro e a ver o inter-cidades passar na estação principal...não estou a perceber qual o comboio que não apanhei, mais grave não estou a perceber qual o comboio que quero apanhar...estou parada há demasiado tempo. Não sei se me apetece voltar à faculdade, tirar uma pós-graduação, uma formação, qualquer coisa que me faça sentir viva novamente. Merda!! Nem sei se me apetece continuar na mesma área ou tirar outra licenciatura (mestrado integrado), noutra merda qualquer diferente da minha. Mais grave, neste momento nem me apetece estar comigo. Apetecia-me sair de quem sou e ver-me de fora, perceber o que preciso de fazer para me sentir menos baralhada. O que mais me chateia é que este ano esta insatisfação está-me a atacar já em Janeiro (costuma ser mais para Março). Bem retiro-me para mais uns momentos comigo mesma. Como queria ter uma resposta, breve e concisa sobre mim.

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Luto

Vazia…sufocada, cheia de um tudo que é nada, mas um nada insuportável de doloroso.
O luto acarreta sempre uma perda, seja ela física, emocional, social ou profissional, é um processo moroso de reparação do Eu. Invariavelmente, quem perdeu, não percebe porque perdeu, martiriza-se pelo que podia ter feito mais, lamenta as ultimas palavras proferidas (ou não) e na maioria das vezes culpabiliza-se, desejando trocar de lugar com o objecto de amor perdido. Não existe um tempo exacto para a elaboração do luto, os entendidos dizem que o “normal” é de seis meses a um ano (o que para quem sofre parece uma vida inteira e muito mais). Hoje choro a minha perda que me deixa a alma a sangrar e com o “síndrome da avestruz”…não me apetece ver, ouvir ou falar, o mundo que antes conhecia desmoronou e da forma mais ingrata que existe: quebra de confiança. Apesar de todos os processos de luto afectivo serem miseravelmente dolorosos (e já tendo passado pelos dois), neste momento avalio a situação como “mortos não falam”. Nesse período post mortem, andar em frente foi uma batalha diária... perdi a alma e a “vida” naquele dia.
Nesse momento senti-me perdida, vazia e só…terrivelmente só. Para diminuir a dor convencia-me: Amanhã estarei aliviada, daqui a um mês, sarada e daqui a um ano (bolas, espero que não tanto: a rir-me de tudo isto) …no entanto agora choro, por mim e pela credulidade. Lentamente t subi as laterais do poço, ainda não cheguei lá a acima, mas vou chegar e será em grande, ninguém está sempre a descer - “não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe”. Foste um bem precioso, ensinaste-me a partilhar-me, ensinaste-me a gostar...a amar.
O luto pela morte do objecto de amor é mais fácil (se é que fácil é o termo para aplicar, menos doloroso, talvez) apesar de maior cicatriz que o luto pela perda do objecto de amor: ver, falar, ouvir sobre e desejar voltar a ter, aniquila a alma e rasga-a, demora muito ate haver cicatriz, o que fica é uma ferida infectada, continuamente a deitar pus, que exige esforço, coragem para drenar e não podemos permitir que chegue á septicemia…afinal sou Guerreiro…travo as minhas batalhas e venço as minhas guerras. Hei-de ter o meu “NÓS”.
Já me despedi do meu luto. Já não doí, as recordações ficaram como algo doce e memoravél. Se a um a vida mo levou sem avisar, o outro foi porque quis...e eu sarei, tenho uma linda cicatriz, bem desenhada, bem tratada e sem dor. Cheguei ao fim.

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memorando

Andei a adiar, (não sei bem porquê), mas chegou a altura de fazer algumas mudanças auto-impostas neste ano. Para que os objectivos possam ser alcançados tenho de fazer por isso, então acabou a folia e uma serie de outras coisas que passo a citar:
1) Acabam-se os almoços de trabalho e no trabalho;
2) Não gasto gasóleo;
3) Acabam-se os cafés (máximo 2/ dia);
4) Reduzir o consumo de tabaco e extinguir o de álcool;
5) Acabam-se as saídas nocturnas de semana;
6) Acabam-se as saídas nocturnas e diurnas de fim de semana;
7) Acabam-se os aditivos, tapas, lanches e afins;
8) Não compro nem mais um par de sapatos, ténis, botas e afins
9) Não compro roupa;
10) Não gastar dinheiro em supérfluos;
Este será o ano da crise, não me incomoda porque há 10 anos que ando em crise. Quero mudar algumas coisas na minha vida, mas para isso preciso de saber que consigo fazer uma vida economicamente regrada. Para que tal seja possível é necessário arranjar regras e cumpri-las...vamos ver.

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:(

Não devia ter saído :(
:(:(:(:(:(:(:(:(:(
Fodi 100 euros e sinto-me na merda, pelos 100 euros e por mim...já nem a branca de neve é branca de neve...apenas gata borralheira...
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sábado, 10 de janeiro de 2009

O passado....

Existem coisa do c*****. Encontrei vizinhos de há imenso anos, nunca trocamos mais que: "Bom dia...Olá..."
Hoje, surpreendentemente, descubro que existe um passado em comum....conhecemos as mesmas pessoas, passamos pelos mesmos stresses e há histórias para contar....não as recordo porque não quero...hoje é um novo ano e o passado foi lá atrás...afinal não sou tão estranha quanto pareço...afinal há mais gente no mesmo planeta....estou feliz.

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Acção-reacção

"Tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas"
(Antoine de Saint-Exupéry)


Hoje li uma daquelas revistas de signos com as previsões todas (?!?) para 2009 e referente ao meu signo e decanato, esta a minha frase para o corrente ano.
Para aqueles que não me conhecem nada diz e para os que me conhecem provavelmente também não. No entanto e parecendo estranho (é da fase Zen de certeza), ocorreram-me uma serie de situações e de pessoas, (amigas e não amigas) que enquadro nesta frase, não num sentido tão linear (Chapa 5 :/), mas sim no sentido que relato inúmeras vezes: nós somos os verdadeiros agentes de mudança, que deve ter o seu inicio no próprio, na sua consciência. Deve ser feito um trabalho exaustivo de auto-conhecimento e quando estamos conscientes do que não gostamos em nós ou deva ser alterado, dar inicio a esse processo de mudança pessoal e no fim concluímos que sem dar por isso, devido a simultaneidade, os contextos e os outros também se alteraram. Acção-reacção.

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Mulheres...

As mulheres precisam ser amadas, não compreendidas.
(Oscar Wilde)

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Felicidade

"Não procures a verdade fora de ti, ela está em ti, no teu ser. Não procures o conhecimento fora de ti, ele aguarda-te na tua fé interior. Não procures a paz fora de ti, ela está instalada no teu coração. Não procures a felicidade fora de ti, ela habita em ti desde a eternidade."


(Mestre Khane - ensinamento Budista)

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Sobrevivência

Sobrevivo,
a uma madrugada que é inicio de um fim.
Sobrevivo,
á loucura da minha sanidade
à dor de um tempo que não chega
Sobrevivo,
a um sorriso marcado pelas lágrimas
a um desejo de desejar
Sobrevivo,
a um mal querer de querer bem
a uma insatisfação satisfeita
Sobrevivo,
à noite, ao dia e a um tempo sem fim
Sobrevivo,
a um cansaço que me descansa
a uma guerra que me traz paz
Sobrevivo,
afogo-me na mudança
adapto-me à perda
Sobrevivo,
numa tempestade
de chuva que não me molha
de sol que não me aquece
Sobrevivo,
qual guerreiro desamparado
toldado por um medo de ter medo
Sobrevivo...

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Recuerda...

No sigas a un amor que te hizo sufrir, un amor que un día se olvidó de ti y lo peor, un amor que un día se fue de ti!!! No confíes en alguien que te dijo: 'te lo juro', 'que lloró', y luego, te reemplazó sin ningún dolor.
Recuerda: 'Quien se va sin ser echado, vuelve sin ser llamado'.

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O ser Humano

"Pedras no caminho? Guardo-as todas. Um dia construo um castelo" (Fernando Pessoa)
Frases intemporais, que traduzem sentimentos que ecoam em todos nós.
No filme América Proibida, o Derek (Eduard Norton), apesar de todo um percurso de vida desviante, diz: "...nada melhor que uma citação de outrem, para exprimir o que pensamos, sentimos...pois há sempre alguém que o disse melhor que nós...".
Concordo, mas discordo pelo facilitismo que acarreta - Porquê pensar, se houve alguém que já o fez e diz exactamente o que sinto. É meia verdade, porque a percepção varia de pessoa para pessoa e o que a mim me parece uma delicada jovem, para o outro é apenas uma jarra (Teoria Gestalt - figura/fundo).
A vida como ela é, encerra inúmeras duvidas e um sem fim de medos: o que a uns faz paralisar ou entrar em fuga para a frente (ou para trás), a outros leva a viverem num permanente hedonismo. No entanto, a verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima. Mais tarde ou mais cedo, o caos provocado pela mentira faz com que a verdade surja e nos apanhe, prevenidos ou desprevenidos, é quando confrontamos ou somos confrontados com "todas as pedras atiradas".
Deambulo no meu discurso tentando justificar a maldade alheia, a pequenez ou pretensa sobrevalorização, pela destruição do outro. Não me espanto ou surpreendo, tudo tem o seu retorno, mas não sei qual será o fim e tenho pena, muita pena. Ainda não vi, a longo prazo, benefícios de prejudicar terceiros, gosto de dormir bem e andar de cabeça erguida. Decisões erradas todos tomamos mas tal como o Derek, é preciso ter a humildade de assumir que se errou e aceitar as consequências dos nossos actos, sem imputar culpas a outros. Hoje falo disto, porque é altura de ser falado, porque assusta-me se a pessoa terá resistência ou coragem para se responsabilizar, hoje falo disto porque não percebo a escolha, o prejudicar uns em detrimento de outros, que até hoje só humilharam e denegriram. A minha experiência diz-me que é a busca da aceitação de pares, de se integrar como igual, ser ouvida e considerada...infelizmente a minha experiência também me diz que quando acaba a funcionalidade a exclusão é inevitável, não serve mais, é considerado o "Judas": Se traiu quem a mão sempre lhe deu, a nós fará igual. A partir dessa altura, a raiva, frustração e desespero consome até a alma.
Infelizmente ainda não vi nenhum fim digno de recordação...sinceramente espero que esta seja a excepção.

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