sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

Querido Pai Natal...


...antes de começar já a pedinchar, quero agradecer-te todos os presentes do corrente ano. Os bons e os menos bons. Agradeço igualmente as doses de paciência e tolerância, com as quais me dotas-te este ano, porque sinceramente, pareceu-me que em vez dos usuais 12 meses optas-te pelo mesmo modelo mas de conteúdo alargado (leia-se semanas, dias e horas), agradeço também a desorientação, falta de escrúpulos e egoísmo com que presente-as-te alguns seres (leia-se bestas), claro que a crise financeira mundial também ajudou servindo como a justificação ideal para tudo: está frio. É a crise! O srº está a ser incorrecto. Olhe o que é que quer, anda tudo louco - é a crise!
O que me remete para o próximo ponto: este natal se mais algum estúpido te pedir um saco azul, enfia-lho na cabeça e nas pontas faz um nó cego e nas próximas eleições peçam-te o que pedirem diz que está esgotado, por favor! Às crianças em vez das Winx e Gormitis peço-te que lhes dês pais mas assim daqueles modelos que falam e ouvem e dão para levar para todo o lado, tipo caixa de primeiros socorros. Aos pais, acho que seria boa ideia dar-lhes uns pares de óculos, gotas para os ouvidos e um pacemaker, para que possam olhar os filhos e realmente vê-los, para que não os ouçam mas sim que os escutem, com a máxima atenção e para que comecem a amá-los com um coração e não com o cartão de crédito. Para todos os que estão a viver em solidão concede-lhes o divórcio, para que reconstruam as suas vidas e aqueles que vivem sozinhos oferece-lhes a pessoa certa e o espaço certo, para se encontrarem e se partilharem. Aos enamorados e apaixonados dá-lhes o dom da tolerância, do compromisso e da amizade e lembra-lhes que os bens materiais são um complemento e não a pedra basilar da sua união. Aos que andam perdidos dá-lhes um cruzamento para que escolham um caminho e os que se dizem encontrados, mostra-lhes que o mundo está em constante transformação e eles precisam de olhar para o lado e avançar nas suas vidas.
Querido Pai Natal, talvez esteja a pedir muito mas isto é o que desejo para este Natal e a mim...a mim dá-me Saúde, Amor, Paz e Tranquilidade. Sei que parece que estou num concurso de misses mas...Não quero o perfeito, quero apenas o belo, e o resto virá por acréscimo.

domingo, 6 de Dezembro de 2009

Um Ano de Vida: Feliz Aniversário à minha "Rocha"!

Nascestes da minha vontade, igualmente da minha necessidade. Nasceste de um acto de egoísmo. O meu egoísmo. Dediquei-te inúmeras horas quando eras recém- nascido, precisei de ti e invoquei-te de todas as vezes que não via o caminho, que não o percebia ou me recusava a compreender. Ouviste-me sempre, recebeste-me imperturbável em todas as ocasiões, estives-te sempre atento, quer o assunto fosse negro, rosa choque ou neutro, como ultimamente. Como todos os grandes amigos, parece que só te recorro quando as coisas estão menos bem em mim. Por favor, compreende, não sou de falar do meu interior, não sou expansiva nas dores ou nos sentimentos e tu, serves-me nessa lacuna pessoal. A vida é feita de escolhas, e a determinada altura, tive de te escolher a ti. Foste, és e serás o meu melhor ouvinte. Não por seres livre de críticas mas sim porque não fazes juízos de valor e qualquer disparate é bem-vindo. Estás a fazer um ano de vida, um ano em que aguentas-te muito disparate, muita falta de assunto, muita confusão e desanimo mas também muitas alturas em que nada havia a apontar: feridas anímicas saradas e feridas físicas cicatrizadas.
Este teu ano de vida foi marcado por um período deveras doloroso, confrontei-me com inúmeras situações que até aí me eram desconhecidas, passei por tudo aquilo a que tinha direito: abandonos, traições, cinismos, falsidade e mentiras, mas também surgiram do nada, coisas e pessoas, (principalmente pessoas) que apesar de nada saberem do que se passava na minha vida e comigo, desempenharam um papel muito grande, foram forcados de ajuda sem nunca o saberem e eu talvez ainda não seja cabo mas transformei-me num excelente forcado da cara, daí que afinal o meu ano menos bom, tenha sido apenas um ano de profunda aprendizagem, dolorosa, mas necessária a um crescimento interno. Fez de mim uma melhor pessoa, sem dúvida. Nesta viagem conjunta, recebemos algumas visitas que entraram nesta rocha e a elas um grande bem-haja, porque existem passatempos, que mesmo refugiados num nick nos deixam a pensar, nos fazem olhar para as coisas por outro prisma. Às vezes fazem até sentir, são opiniões desformatadas de um conhecimento pessoal, são opiniões ditas na ausência de estereótipos e preconceitos. São valiosas. Obrigado a todos e a ti, minha rocha, por todos os segundos dedicados.


“Um segundo vale ouro mas todo o ouro do mundo não compra um segundo.” (Proverbio Chinês)

quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

Coisas que não percebo II

Ainda há um sem número de coisas que não percebo. O que obviamente me deixa contente, pois é sinal que ainda me falta conhecer e aprender muito e que talvez essas aprendizagens sejam a chave para a compreensão das mesmas. No entanto, também há coisas que acho que nunca vou perceber ou me recuso até a querer percebe-las, sinto-as muito à frente para mim e uma dessas coisas são as coisas "fast" e "self", como em: fastfood, fastdrink, fastservice, selfservice e o raio que os parta a todos! Todas essas coisas do "faça você mesmo" cada vez me parecem menos rápidas e consequentemente, menos vantajosas, porque nunca são mais baratas, apenas me dão mais trabalho a mim e desemprego aos outros. Criam-se modas estúpidas que o Português adere no imediato, como sinal de modernidade e nem sequer perde um segundo a considerar todas as consequências das mesmas, nomeadamente as justificações para despedimentos por "extinção de postos de trabalho".
Ora, afinal, de que me queixo eu?
Coisa absurda e básica, como ter de levantar a minha própria mesa , onde o inicio da coisa se deu comigo a ir ao balcão buscar o almoço e lá ficaram 6€50, não...não foi mais barato ou mais rápido, porque no restaurantezinho onde almoço, o almoço com café incluído e alguém a por e a levantar mesas são 5h50 e uma hora chega-me perfeitamente para almoçar e ainda vejo montras...o que não me acontece quando vou à fastfood.
Outra coisa parva que me aborrece logo de manhã é querer beber um café e ainda ter de estar diariamente a explicar que a água dos jarros self-service está parada, logo acumula todo o pó e bactérias que andam no ar e os 0,65 são sempre os mesmos quer me sirva ou me sirvam da porra do copo de água.
Todas estas coisinhas que danam mas o meu cúmulo são mesmo as bombas de gasolina selfservice, moderníssimas e onde todos vão mostrar os seus dotes de gasolineiros, gajos e gajas, fazendo daquele acto de encher o depósito uma demonstração de conhecimento e da mais pura destreza e no final ainda se dirigem ao caixa para pagar o gasóleo e o serviço prestado aos mesmos e se pensarem beber café lá voltam à bomba usada, tiram o carrito, arrumam-no mais adiante e lá voltam repimpados para beber o cafezito de inicio de dia. Porra, só de pensar nisto até fico irritada, porque se há sítios que valem o trabalho apenas pelos cêntimos que se poupam nos combustíveis, outros há que o preço é o mesmo ou mais ainda, como as estações de serviço e o cliente tem todo o trabalho e ainda exibe o orgulho de um acto que era o emprego de outrem que foi dispensado para poupar um ordenado, mas os preços não foram ajustados à realização do mesmo pelo cliente e muito sinceramente, eu, que tou a borrifar-me para se me chamam comodista ou não, discordo em absoluto com isso, e não tenho qualquer interesse em ir para as bombas mostrar que sei encher um depósito, ver o ar dos pneus e pagar na portinhola, porque não gosto de ficar a cheirar a gasóleo e não gosto do trabalho que seria muito mais bem executado por quem de direito, a modos que evito até ao limite o conceito de selfservice, se o preço é o mesmo poupa-me tempo deixar o depósito a encher e ir tranquilamente beber o café da manhã e pagar e voltar e seguir o meu caminho com o mesmo cheiro com que saí de casa.
Bolas, qualquer dia inventam um franchising, em que o cliente vai ao frigorífico escolhe o que quer, cozinha mediante receita exposta no ecrã, chamam-lhe cozinha do autor, (que neste caso é o próprio) e paga um balúrdio na máquina tipo parquímetro à saída e fica tudo muito contente porque pagou para fazer o que não faz em casa!!!!
São coisas que não percebo, por agora, não quero perceber e que por hoje me chatearam!

segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

A banda sonora de Novembro de 2009

(...)
I wish I was a sailor with someone who waited for me.
I wish I was as fortunate, as fortunate as me.
I wish I was a messenger, and all the news was good.
I wish I was the full moon shining off a camaro's hood.



I wish I was AN ALIEN, at home behind the sun,

I wish I was the souvenir you kept your house key on.

I wish I was the pedal break that you depended on.

I wish I was the verb "to trust", and never let you down.

(...)

Mudança???

Ainda há dias pensava que ia ser assim para sempre. Hoje sei e sinto que as mudanças, as verdadeiras transformações são internas e lentas. Possuem ritmo próprio e quando nos apercebemos, verificamos que o processo, apesar de nosso, foi tão gradual que é intrínseco. Longe vão os tempos em que os dias eram de 24h, por vezes 48h ou 72h...a energia era inesgotável. A vontade e o viver eram impulsionadores de uma adrenalina que não lembrava a que dia pertencia aquele orvalho, ou que noite era iluminada por tão fantástica lua. Em 11 meses estou tão diferente e no entanto tão igual. Acredito que após tamanhas mudanças internas, tudo o resto se transforme. Este tem sido um ano estranho, um ano catártico, de descobertas e resoluções que sinto estáticas. Contraditório? Provavelmente. No entanto é o que sinto: um Eu numa transformação de 180º, mais tranquila, mais paciente, no entanto, menos social, menos extrovertida. Apesar de ter consciência de toda a mudança que se operacionalizou em mim, há algo que ainda não compreendo, ou seja, este tem sido um ano em que me sinto parada, absolutamente estática e no entanto tão cansada de lutar. Inúmeras vezes penso que talvez seja esta a resposta: larga tudo, abranda o ritmo. Talvez os meus esforços sejam um remar contra a maré e talvez esteja na altura de aprender a viver somente das e com as emoções. Talvez esteja na altura de me deixar à deriva para que as marés e os ventos me encaminhem para um porto seguro. Nada aconteceu nestes 11 meses, nem de bom, nem de mau, nem de mais ou menos, nada, simplesmente nada. O que não é mau, porque se não há nada de bom para acontecer, é preferível que não aconteça nada mesmo, o que me faz agradecer-Lhe por este período de ganhar energias, porque Acredito que verei a resposta em breve, sinto-o.

Coisas Parvas...

Por mais anos que passem, continuo a achar que "pés partidos" só ficam bem, apenas e exclusivamente, ao Michael Jackson.
Meias de vidro nas senhoras, só com roupa formal ou chique, com roupa casual...torna-se demasiado casual (?!?).

segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Que todos os males sejam estes...II

- Bom dia, Srº Drº.
- Bom dia, então o que a traz por cá?
- Está marcada para hoje a intervenção.
- Ahhh...pois, tem razão. Trouxe consigo os exames?
- Estão aqui.
- Humm...sim...pois...já tem 3 meses.
- Sim, não consegui marcação de cirurgia para mais cedo.
- Pois...compreendo. Então fazemos assim: como estamos perto de Dezembro e é complicado para os serviços acompanharem o pós cirúrgico, vou passar-lhe novos exames e no dia 04 de Janeiro, vimos os resultados e marcamos a intervenção. Parece-lhe bem?
- Bem, bem não parece, uma vez que desmarquei a semana e adiei tudo o que tinha programado.
- Então reprograma tudo e em Janeiro iniciamos o ano em força. Prazer em vê-la e até Janeiro.
- (...) até Janeiro (...)

domingo, 22 de Novembro de 2009

Que todos os males sejam estes...

...um cliché actualizado e que me serve na perfeição para a conjuntura actual. Não sou medrosa mas sim, descuidada com a minha saúde. Sou apologista que as coisas têm exactamente a importância que lhe damos, logo não dou. Não tenho feitio para hipocondríaca, dava demasiado trabalho e ocupava-me um tempo que não tenho, ou melhor, que me recuso disponibilizar. Tal como também não dava para anoréctica ou bulimica, exige uma estrutura mental obsessiva / compulsiva e nesse aspecto, também não tenho. Pensei que este ano tinha terminado a minha dose de maleitas, mas afinal parece que ainda não, consequentemente, amanhã vou cortar "uma posta" infelizmente não é nenhuma daquelas que considero supérfluas, mas será o que tem de ser. No fim de contas, nem posso reclamar pois fui eu que "deixei andar", não dei atenção suficiente, no entanto tenho a certeza, que amanhã encerro o ciclo saúde da melhor forma possível e porque ACREDITO que todos os males sejam estes.

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Tic Tac

Pausa..tic tac..inspira..expira...tic tac...o tempo marcado a compasso...tic tac..respira...sente...tic tac..sentes-me. Sentes.te...o ponteiro, autónomo, exige vida própria...tic tac...as ondas cadenciadas enrolam-se suavemente nos meus pés...tic tac...não me apercebo, caminho, não sinto...caminho. Molho os lábios. Salgado o gesto e no entanto tão doce. Sensação de voar...ausência de peso...Paz e... o som, aquele som...tic tac...desfasamento. Alheamento do real, uma espécie de atordoamento impulsionador do ser...tic tac...na areia um rasto, pegadas desencontradas. Uma outra pessoa, um outro tempo, uma outra vida...tic tac...sensação de poros abertos. Receptivos. Ávidos. O sangue corre nas veias, numa viagem similar a um formigueiro agridoce...tic tac...dói...tic tac...não dói...o deserto amado, a terra...o cheiro a molhado cola-se na pele, sobressaindo os instintos...tica tac...palco de vida...tic tac...palco de morte. Um querer mais de apenas querer. Sangue, ar, desejo e pele, confundem-se misturando-se numa vontade que se ergue dos recônditos da alma...tic tac...quente este dia. Lento. Acelerado o consciente. O inconsciente. Lentificado o relógio...tic tac...uma ansiedade de quem se sabe pronto. Receber. tic tac...Dar...tic tac...acelero o passo...tic tac...ouço o meu coração...tic tac... próxima...tic tac...

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Still Alive

(...)
"Is something wrong, she said
Well of course there is
You're still alive, she said"
(...)

Espelho. Vermo-nos em espelho. Lembrar que todos temos coisas em nós que gostamos menos. Telhados de vidro. As pessoas perdem demasiado tempo a dissertar sobre a vida dos outros, fazem conjecturas, aliando ao que sabem o que pensam que sabem. Falam de mais, falam sobre os outros e fazem-no em cadeia. São pessoas desinteressantes, pequenas e mesquinhas. Este é o continuar das revelações, algo que iniciei o ano transacto. Começo a achar que o mito de Freud é mais vulgar do que aparenta, e também começo a mudar a minha opinião acerca do "ser intrinsecamente mau", ser má pessoa, o ter má índole em algumas pessoas é aprendido, noutras é um ensinamento decorrente das adversidades e em outras ainda é algo inato. É mesquinho, poucochinho e baixo, limitam-se aos seus umbigos, roubam porque nas suas opiniões, quem tem mais merece-o, mentem porque já não sabem falar verdade e deste modo, vão fazendo mal aos outros de forma voluntária, castigam-nos e adoptam a postura do ofendido: se não era para te roubar não tivesses deixado a mala junto a mim. São pessoas manipuladoras e intriguistas, cada sorriso é um golpe e cada palavra uma jogada para adquirir a confiança do outro, não tem e não conseguem ter uma gota de empatia em si. Quando confrontados usam o nome de Deus em vão e juram sobre o que lhes é "querido", e que se Ele não fosse justo, as suas famílias não sobreviviam.

Já não me surpreendo, mas continuo a não me dignar sequer a confrontar esses seres patéticos, prefiro dar-lhes o que de melhor sei dar: o meu desprezo, não existem...pura e simplesmente Não Existem.

Falem, enredem-se em encruzilhadas sem dignidade...lembrem-se que tudo na vida tem o seu retorno e por maior que sejam as mentiras, a verdade é reposta, leve o tempo que levar...eu tenho tempo e porque no fim ...

"I, oh, I'm still alive

Hey I, oh, I'm still alive

Hey I, but, I'm still alive

Yeah I, ooh, I'm still alive

Yeah yeah yeah yeah yeah yeah"

domingo, 15 de Novembro de 2009

Feliz Aniversário!!!




Hoje não lembrei. Não recordei. Mentira, apenas quis esquecer. Fingir que já não me habitas. Tentei encontrar inúmeras palavras para te dizer, algumas de saudade, outras de dor, algumas de culpa e outras tantas apenas de amor. Percebi. As palavras estão gastas, estão ditas e sei que foram ouvidas. Nem sempre são precisas palavras, já não preciso de palavras. Foi lento e suave o movimento de paz que me invadiu, transbordou-me e fez-me sorrir: não existem palavras, não precisamos delas. Não precisas delas ou melhor, eu já não preciso delas. Senti. Sinto, apenas de maneira diferente. Outro espaço, outro lugar, outro significado. À direita D' Ele, sorris-me. Retribuo. Hoje lembro. Hoje recordo. É verdade, não consigo esquecer. Amadureci, é-me suave e doce o dia. Larguei. Libertei-me. Libertei-te.

domingo, 8 de Novembro de 2009

Meditação...

... e introspecção deviam ter livro de instruções. É isto que é suposto sentir?