terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Despir ... 2013 ... Vestir ... 2014

 

Tento tirar qualquer resquício de  2013, no entanto, este é giesta e rasga-me a pele. As cicatrizes são profundas, dolorosas e algumas estão infectadas. Vai levar tempo a sarar. 
Em 2008, senti a devassidão emocional, perdi tudo, até a noção de quem era. Levei meses, anos para me encontrar e reconstruir, apesar das mazelas, das cicatrizes na alma, segui em frente, e sinto que agora estou cicatrizada em pleno. 
No presente ano, nem tempo tive para me lamentar e ter pena de mim própria, atingi o limiar, senti-me impotente, e desesperada mas com tanta coisa a acontecer em catadupa, algumas feridas ficaram por lamber. Este foi o ano em que me anulei completamente, em que nada tenho de comemorativo a titulo pessoal, para além do meu trabalho, pelo qual sou Abençoada, tudo o resto foi uma espiral descendente, com a saúde dos que amo a estar constantemente no limbo, comigo a ser governanta, enfermeira, fisioterapeuta, enfermeira e motorista - a trave mestra - disseram-me e não gostei. Existiram coisas positivas que devem ser assinaladas, as minhas tias vieram em meu socorro e só tenho a Agradecer-lhes, senão não teria conseguido "não me afogar", senti a desesperança mas não atingi o desespero.Agradeço-lhes terem-me agarrado na borda do precipício, e terem caminhado a meu lado.
2013 foi, para mim, um ano em que apenas a Fé e o meu grande Acreditar, me mantiveram erguida ou de joelhos mas a caminhar.
Ainda não terminou, e depois das últimas duas semanas em que pensei ter um período de tranquilidade, eis que sou eu a atingida - pernas físicas e simbólicas - quando não páras a vida pára-te. Já devia de o saber. Pelos vistos ainda não aprendi.
Todos aqueles com quem me cruzei e não vi, lamento mas não o conseguia, e os outros, aqueles que mesmo distantes estiveram presentes, obrigada, pois toda a ajuda é preciosa. (minha querida C. um grande Bem Haja, pelo vinho que me viste beber, as lágrimas que fingi não derramar, e os sorrisos que me fizeste partilhar; compadres que belos jantares de domingo em que posso esquecer quem sou e apenas "estar", H. e F., a vossa paciência tem sido generosa, e as As, que uma perto e a outra longe tem sido incansáveis, ninguém ficou esquecido e sei que "estão" - Desejo-vos o Melhor entre o Melhor).
Devia esperar alguma coisa de 2014, pelo menos que o Universo se alinhasse de uma forma que me fosse um pouco mais suave ou menos doloroso mas não o vou fazer. Talvez seja verdade e não devemos fazer planos para a vida para que estes não colidam com os que a vida tem para nós.


A todos um grande Bem Haja, que 2014 vos seja generoso, trazendo-vos a Paz, Saúde, Amor, Dinheiro e Tranquilidade, em doses suficientes para que a vida não seja apenas sobreviver mas também viver.
Preciso de respirar.

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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Reflexão # 3

Não me apetece escrever ou falar. Ponho em questão se continuo a saber ler. O raciocínio limita-se ao rotineiro e essencial.
Quantas vezes penso em vir aqui, em não deixar morrer esta pequeníssima parte de mim, forçar-me a manter determinados hábitos, por mais ridículos ou vazios que sejam. Não me apetece. Na verdade não me apetece nada. Houvera alguém com poderes para me conceder três desejos e não saberia o que pedir.
Já não me controlo, não domino este estado permanente de ansiedade, a sensação de não ter mais forças, de estar no limite e não saber recuar. Sei que tenho de recuar. Sei que, tal como em outras fases, se não me cuidar ninguém o fará.  
O Natal, supostamente, dá-me algum tempo para respirar e recuperar algumas das forças que esgotei mas como não podia deixar de ser: "porque é que sempre que paro adoeço?" - vá lá saber-se porquê, quem sabe é apenas a velha máxima "quando não páras a  vida pára-te" - talvez seja isso.
Por ora estou semi imobilizada pois a teimosia ganha à necessidade de repouso, e o que há para fazer não me permite exercer este direito tão banal, que é o da inércia satisfatória e necessária.

Verdade seja dita que este ano deixou cicatrizes por todo o lado - profundas e feias mas também tem sido um ano de aprendizagem extrema, de todos os dias batalhar e batalhar-me para seguir em frente. Terei conseguido?
Não sei. Sinceramente, já nem sei se me interessa saber para que lado rodo, nem quais os planos metas e objectivos que supostamente deveria traçar: Não faças planos para a vida pois não sabes quais os planos que a vida tem para ti - e na maioria das vezes são incompatíveis.

Não posso queixar-me da sorte, da Fé ou do quão Abençoada sou, pois caso contrário não teria aguentado ser a "trave mestra" que tenho sido e mantenho. Não me nego: preciso de ser "alimentada", preciso de “viver” e não apenas de “sobreviver”. Talvez o seja e talvez não.  
Vamos ver.

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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Reflexão # 2

Quanto menos dinheiro tens mais contas te aparecem para pagar.
Os eletrodomésticos suicidam-se aos pares.

Lei de Murphy: tudo o que pode correr mal, corre, e na maior intensidade possível.

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Reflexão # 1

O pior da amnésia alcoólica ... é a própria amnésia.

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(Des)conversa 76

O meu afilhado com 5 anos.
 
ele - Tia, estamos à espera que mude a estação ou do Pai Natal?
Tia - (?!?) porque é que perguntas isso?
ele - Para saber quando acendemos lume.
 
 
dois dias depois vindo da escola e após mudança de horário:
 
 
ele - Tia! Já é muito de noite, acho que já mudámos a estação...
Tia - Não, ainda estamos no Outono, o que mudou foi a hora e é noite mais cedo
ele - hum ... então não podemos trazer o Pai Natal mais cedo e acender o lume?

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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Divagando ... 19

Há meses que apregoo a forte necessidade de um processo intenso de alteração de consciência. Finalmente obtive, e fiquei afónica. Exagerei em tudo o que havia para exagerar, consegui ficar amnésica, o que é novidade mas soube terrivelmente bem aniquilar o cabrão do superego.

Tortuosa é esta estadia, tortuosos são os caminhos, que apesar de abençoados me fazem sentir insuficiente e impotente, tivesse eu o "poder" e daria tudo para ver sorrisos e sentir felicidade.

Arrisco dizer que cada vez tenho mais entranhada a "doença" da moda, este sentir-me sozinha no meio da multidão, desfasada, e desligada de quem me rodeia, com quem me cruzo. Lembro-me sempre da frase "uma não pessoa num não lugar", e não sei resolver, não encontro a saída ou a entrada. Não gosto do estado social que me rodeia e a forma como me afecta a mim e aqueles de quem gosto. Esta impotência aniquila-me e o pior é que não sei como posso aliviar. E pagam-me para isso. Irónico.

Que baralhada para aqui vai - o meu estado anímico. Talvez seja desta que vá para a psicoterapia quiçá psiquiatria.

Dizem por ai que o consumo das "drogas do desespero" aumentou em relação ao consumo das drogas recreativas ... porque será?? (Alcool e droga: 4700 temem recair e http://cmtv.sapo.pt/detalhe.aspx?channelID=34F5E1B7-BABF-4C08-83FC-20AF9E097CDA&contentID=34C0FBEC-52C1-4C7C-9DBB-8FE2A77B9B1E)

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Continuo a gostar ...



Sinto que envelhecemos com estilo ... uns mais que outros ... enfim ...

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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Casa dos Segredos 1,2,3,4 ....

Finalmente percebi para que serve este tipo de entretenimento :
São estudos longitudinais que visam a Prevenção dos Comportamentos de Risco (?!?)
Não??

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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Perguntas sem respostas

De quando em vez é necessário repensar-nos, (tentar) perceber se o que estabelecemos como objectivos  se mantém, e se não, o que fazer? Como fazer?

Cada vez mais perdida neste labirinto interminável, a que teimam chamar vida, cada vez mais longe do fio de ariana, e cada vez com maiores sentimentos de impotência. Não será esta uma grande aprendizagem. Com certeza que sim. Quando pensamos em causa-efeito ou causa- consequências, a percepção dita os princípios ou os fins, a capacidade de sentir a destruição ou a construção. As emoções predominantes, por ora, discordantes de objectivos estabelecidos. É uma fase, duradoura e dolorosa, que se assemelha a uma permanência, involuntária, sem portas ou janelas. Um sentimento de escolhas erradas feitas na inocência de certezas absolutas, à luz do momento. O momento agora é outro, a pessoa é outra e as circunstâncias são outras. Mais conhecimento nem sempre é benéfico, aumenta a racionalização, diminuindo o pragmatismo, pelo medo gerado ... se ...e se ... pensamento contra-factual: complicar o "descomplicado".

Errar é humano, leva à procura, à necessidade de acertar, gera aprendizagem e (supostamente) raciocínio critico. Então e quando se erra uma vida inteira? Quando se olha para trás e se percebe que não houve um passo acertado? As escolhas realizadas, os caminhos escolhidos, não nos levaram onde pretendíamos. As consequências não antevistas  são agora lugar comum de uma existência à deriva, e a solução não vem nos livros, nem em nenhum curso, pelo menos num reconhecido e validado. 

Poderei perguntar-te o que pretendias alcançar e sei que me responderás que buscavas liberdade e autonomia, uma independência geradora de bem estar e com perspectivas de futuro, não foi o que alcançaste: Eu sei e tu sabes. Como resolves. Sei que não sabes e não te posso ajudar , quando eu própria ando à deriva dentro de mim. e deambulo, qual zombie, dentro da minha própria vida. Também eu me sinto impotente, também eu não tenho soluções ou saídas, nem mais nem menos airosas, simplesmente estou oca. 

Saber ser, saber fazer, e saber estar .... dúvidas e mais dúvidas e ainda mais dúvidas ... não te posso ajudar. repito: excesso de conhecimento acrescenta mais porquês, que respostas, tolda o insight, a intuição ... se sentes que erraste, provavelmente tens razão.


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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A imperfeição da perfeição

As constantes mensagens subliminares de perfeição, a necessidade constante de ser mais e melhor, e a insatisfação que advêm de expectativas goradas. Queremos ser magros e ter um corpo perfeito nem que para isso seja necessário passar fome ou tornar-mo-nos adictos do ginásio, e quando não resulta tentam-se as várias dietas milagrosas, os cosméticos e em ultimo recurso as operações plásticas. tudo justificado, tudo em prole de uma suposta perfeição que nos trará a admiração do outro, o bem estar desejado e a felicidade sonhada. Ser feliz, é o que buscamos, ainda há pouco tempo a felicidade era ter as melhores férias, de preferência num qualquer país de mar e sol, ter o melhor emprego, o melhor ordenado, o melhor carro, a melhor casa, o marido mais bonito, bem sucedido, uma mistura entre a beleza metrossexual e a pseudosegurança do homem latino, todos queremos ter os filhos mais bonitos, mais espertos, mais hiperactivos, mais sobredotados, os amigos mais destacados socialmente, no fundo a busca insaciável de sermos perfeitos. 
Quanta disfuncionalidade existe na busca da perfeição, e de cada vez que pensamos estar mais perto, algo surge que nos atrasa ou lembra que ainda temos de ser um pouco mais, tentar um pouco mais, fazer um pouco mais, e assim se alimenta esse monstro da eterna insatisfação.

Longe de nós sermos racistas, xenófobos, invejosos  ou ter sentimentos mais mesquinhos mas condenem-se os fumadores, os gordos, os feios, os heroinomanos, os mentalmente diminuídos, e todos aqueles que nos lembrem como não somos perfeitos. Arranjam-se desculpas perfeitas que nos distinguem dos demais, da sua pequenez, contribuindo, assim para a nossa perfeição: gostamos de comer mas passamos a sofrer de bulimia, odiamos ginásio mas tomamos uns quaisquer esteróides e/ou anfetaminas, naturais  claro está, que tem um efeito milagroso a esculpir o nosso corpo perfeito, e assim nasce a vigorexia. Não suportamos os adictos, fumadores, alcoólicos, jogadores - a imperfeição, a tacanhez - por isso bebemos whisky envelhecido em cascas de carvalho e metemos linhas de coca ou fumamos cohibas, o que nos distingue e dá um lugarzinho entre os distintos, entre aqueles que tem vidas perfeitas, são ricos, com mulheres lindas, filhos fantásticos, quadros superiores de uma qualquer multinacional mas que na sua perfeição necessitam  de um escape, seja alcançar uma sensação de suposta normalidade nos braços de uma ou um alguém, menos perfeito, seja abandonarem-se num copo do melhor e mais caro nectar de baco, seja através de antidepressivos, benzodiazepinas ou estabilizadores do humor. 
Curiosamente "a perfeição" assemelha-se muito a um qualquer artigo de uma qualquer revista cor de rosa ... a formatação do ser e do ter?

Consciente ou inconsciente, sentimos ou somos impelidos a sentir que a perfeição é a felicidade, quanto mais a procuramos mais insatisfeitos nos sentimos, mais desfasados e disfuncionais, até que surge uma nova moda que "vende" a ideia de perfeição, e ai vamos nós - é aquele carro, aquele cão, aquele emprego, aquela mulher ou homem, aquela viagem, uma abdominoplastia ou um lifting, um Richebourg Grand Cru acompanhado de 5J,  finalizado com Dalmore Trinitas 64 e Cohiba Behike, isto sim é a perfeição mas porque será que no fim do dia falta qualquer coisa, assim uma qualquer coisa que não sei bem o que será ... qualquer coisa perfeita, que me proporcione uma sensação de êxtase e plena felicidade.

O problema da perfeição, é que lhe falta sempre qualquer coisa para ser perfeita, e enquanto corremos atrás da nossa perfeição, seja ela aquilo que for e na forma que for, vamo-nos sentindo insatisfeitos, incompletos, arrisco: imperfeitos. 
Talvez a perfeição seja como a felicidade: momentos significativos que nos proporcionam bem estar, e quando se tornam diários, tornam-se rotineiros e garantidos, deixando de libertar, na mesma quantidade, as hormonas da felicidade ... talvez.

e amanhã recomeça a procura.

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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A minha "grandiosa" turma de 10º ano

Quando entrei no 10º ano, tive uma turma espectacular éramos 40, e no início era brutal termos aulas: alunos a achar o máximo, professores a passarem-se da cabeça. Já não ouvia tanta gritaria em sala de aula desde a primária. Que dizer: adolescente, nova, inconsciente, impulsiva e a mudar-me para uma escola nova, numa terra nova. Nada melhor que uma turma gigante  para nos integrarmos.A minha era fantástica, com aluno chegados do 9º ano e muitos repetentes. Tive colegas que foram cumprir o serviço militar e ainda chegaram a tempo de completar o ano. Talvez seja pertinente referir que a minha turma era da área de saúde, o que como toda a gente sabe é composta por disciplinas como matemática, química, biologia ... coisas fáceis de apanhar com uma sala apinhada de gente, o que o meus setôres de matemática e biologia resolviam mandando-nos ir "apanhar ar" durante 2h. Aliviavam a sala, mantinham os bons, e os médios e medíocres passaram a ser maus e deploráveis nas respectivas disciplinas. Como adolescente, foi um ano incrível, pelo menos o inicio, em que havia três pessoas por carteira e alguns sentados no chão, como calculam o ambiente era de festa permanente e os "nerds" estavam abafados, por mais que se queixassem, quem os ouvia no meio de tanta algazarra. Alguns "setôres" entraram de baixa, como a prof. Lídia, de Português, que eu até curtia, outros passaram de bestiais a bestas pois para conseguirem trabalhar tiveram de se transformar.
Algures durante o 1º período, alguém decidiu que era incomportável dar aulas assim, e passamos a ter 2 turnos às disciplinas de base, nas outras mantínhamo-nos juntos, tirou alguma diversão mas não toda ... ainda éramos muitos na maioria das disciplinas. Não imaginam a selvajaria que pode existir neste contexto, e como acabamos "protegidos" pelo "quem é que foi? Não foi ninguém"
Apesar das amizades que fiz, da loucura que era, hoje, a esta distância, percebo o que correu mal, pois no fim do ano lectivo passaram 5 alunos, os outros ou chumbaram ou ficaram a "fazer disciplinas" - fiquei a fazer disciplinas, e até chegar à faculdade nunca mais percebi um "boi" de matemática.

Hoje ouvi na rádio que existem turmas de secundário com 35 alunos, automaticamente, lembrei-me do meu 10º ano, de como as coisas decorreram, da rabaldaria, e hoje, a esta distância, do ano em que não aprendi nada mas convivi muito. 

Gostava que os génios que tem estas ideias as testassem eles próprios no terreno, que dessem o seu exemplo de como se gere e trabalha durante um ano lectivo com 35 adolescentes numa sala de aula, e o dar aulas na faculdade não conta como exemplo, pois tive a experiência de ambos, enquanto aluna, e não se compara um auditório com 200 pessoas na faculdade a uma sala com 35 no básico ou secundário.
Senhores dirigentes experimentem vir ao terreno, a determinadas escolas deste país e depois dêem-nos o VOSSO testemunho de como é ter 35 alunos em sala de aula, este vosso trabalho seria de suma importância, dado que não estão no secundário apenas aqueles que escolheram fazê-lo mas sim todos: é obrigatório, lembram-se?

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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Cliché ... às vezes não resta mais nada

Não falas porque sabes que não querem ouvir. Estar torna-se doloroso quando o olhar está vazio e nada há a partilhar. Acordas, lavas-te, comes, vestes- te e sais, apenas porque sim, porque um dia te ensinaram que era assim que se fazia ou pelo menos que deveria ser assim. Todos os dias são um bocadinho mais difíceis que o anterior, apesar de os dias estarem mais fáceis. Contra-senso.  Sinto que agora percebes porque desistem, como se chega ao limite e como se sabe que se está lá. Sinto a tua tristeza e não te posso ajudar mais. Dou-te uns clichés e "sabes que amanhã será melhor, nem sempre em baixo, nem sempre em ... baixo".
Sei que parece derrotista, sei que o sentimento é de finitude e impotência, sei que não sabes como ai chegaste, nem como sair, e dou-te outro cliché "porque tens de ter paciência, tens de ter calma porque Roma e Pavia não se fizeram num dia".
Também sei o quanto estas frases feitas te massacram mas que queres? Por ora, nada nem ninguém te pode dizer ou fazer diferente. És de Fé e guias-te pela mesma, parecendo cliché, sei, também, que é motor para continuares e sei também que ninguém está a descer para sempre, é uma fase, apenas isso: uma fase. Por mais interminável que pareça. Seja.
Será que sei?
Não sei mas quero Acreditar. Acredito.

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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Eis ...

... que as boas noticias não param de invadir a minha vida.

A este ritmo começa a ser difícil manter o gado organizado.

Xanax, Sedoxil? 
Alguém sabe onde fica o precipício mais próximo?

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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Nota:

A auto-estima, auto-conceito e motivação são directamente proporcionais ao cansaço que sentes.

No último mês sinto que envelheci 100 anos ... o físico concorda e a mente não se fica atrás.

A finitude   é demencial: perdes faculdades, capacidades, emoções, a fé, e a esperança - amanhã é apenas mais um dia igual ao de ontem, antes de ontem, e depois de amanhã.


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Descobres que crescemos ...

... quando mudas de lugar para ver as largadas e ... encontras todos os outros.

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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

L.K. porque é que pagas tv cabo?

Porque os 15 minutos de publicidade dos canais nacionais não te chegavam e precisas de pagar para ver mais publicidade.

Porque o aumento de publicidade nos canais pagos permitem-te ter tempo para tomar banho, lavar louça, ...

Porque o aumento exponencial de publicidade no meio das séries provoca a ilusão de que elas são maiores do que na realidade são 

ou

 porque é uma forma de exercitares a memória de trabalho, pois tens o exercício de tentar lembrar o que estavas a ver antes da publicidade (e sequentemente  do zapping).

Porque assim as operadoras recebem a dobrar: dos gajos que pagam para fazer publicidade e dos otários (eu) que pagam para a ver.

 Já agora, isto é permitido??

Será a publicidade uma forma de distracção para não percebermos que não sabem ler ou contar?? Será que já alguém lhes disse que passarem 5 episódios seguidos de uma série podia ser interessante - se eles fossem realmente "seguidos" - tipo 1,2, 3 ,4, 5 da mesma temporada, preferencialmente. Será este um novo exercício de memoria do trabalho???? Uma espécie de puzzle, em que todas as semanas se tenta ligar a história a um dos episódios anteriores???


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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Um dia ...

Com o coração preso na garganta contemplava o exterior na vã esperança que os primeiros raios de sol da madrugada derretessem o gelo que lhe solidificava a alma. Olhava a sua pele escura queimada pela violência dos dias, nela descansam cicatrizes tão profundas que formam sulcos, podia apontar cada uma e descrever a profundidade da mesma. Já não importa de onde vieram as cicatrizes, ninguém lembra como fora antes, ninguém estranha o manto que a cobre - apenas ela que não consegue render-se. Apesar dos dias frios de alma, segura-se à vida acreditando nos campos floridos e na chegada da primavera - talvez amanhã o sol me aqueça, talvez hoje derreta a alma, e de si brotem lágrimas salgadas que lembrem a infinitude do mar, a sua calma e agitação, a sua personalidade vincada que impõe respeito mas também paz.  Os espelhos da alma, outrora vividos e fontes de luz caíram , partindo-se em mil estilhaços. O verde outrora vibrante deu lugar a uns eternos óculos de sol que permitem ocultar o vazio reinante. Perdeste quem um dia foste, perdeste pedacinho a pedacinho, e não soubeste apanhá-los, guardá-los hermeticamente para que não definhassem. Poderás reimplantar a alma?
A Fé não se explica, sente-se, é um Acreditar tão profundo como as entranhas da humanidade, é contemplares a chegada da madrugada e acreditares que a cada novo despertar a alma vai aquecendo, e o coração ganha cor. Um dia recuperas o verde dos teus olhos, um dia o coração volta a bater no peito, um dia a alma será candeia que (te) alumia ... um dia, Acredita em mim, um dia a solidão é companhia, o negro luz e a noite dia.

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domingo, 28 de julho de 2013

roller coaster

A vida não é a preto e branco, dizem por ai, que são imensos os tons intermédios, e que nem sempre estamos no antracite, que existem até momentos em que estamos envolvidos no arco íris, tal o brilho da paleta de cores que nos envolve. Dizem que a vida tem um propósito: o da própria vida, que às vezes estamos em sintonia com o mesmo outras nem por isso. Parece que é nas "nem por isso" que nos magoamos, que sofremos, aprendemos e crescemos. Parece que é nessas alturas que percebemos um sem número de coisas acerca de nós próprios, e dos outros. Sinceramente sinto que chega a uma altura que as feridas se abrem com maior rapidez do que a velocidade de cicatrização consegue acompanhar, parece que estamos num "looping" permanente, que vai desgastando quem um dia fomos ou pensámos que éramos, vamos perdendo muito de nós, sem darmos por isso funcionamos em autómato, tentando chegar ao dia de amanhã o melhor que conseguimos. Nestas alturas em que deambulamos num "looping" infinito, em que os períodos que vivemos de pernas para o ar, virados do avesso, se superiorizam a tudo o resto, começamos a pensar recorrentemente: "até quando aguentarei ser o dependurado?" - e é nestas alturas que sentimos que afinal a vida sempre é a preto e branco, e qual sociograma onde alguém nos posicionou, esqueceram-se de nós no negrume ou será o nosso olhar automatizado que já não consegue ver para além do lugar sombrio em que se encontra. Será este o poder do agora? Sem passado, presente ou futuro? Apenas hora a hora, minuto a minuto, segundo a segundo, no entanto, com a consciência de que só temos a agradecer, que apesar dos apesares mantemos a Fé e um Acreditar que reside na alma, alimentando-a e forçando-a a não se esquecer de quem somos verdadeiramente, e talvez, apenas talvez seja essa réstia de luz que tenuemente teima em brilhar, que nos guie no meio da escuridão, lembrando-nos que tudo leva o seu tempo, e que no fim do dia a força és tu.

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Slow Time Love


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quarta-feira, 26 de junho de 2013

L.K. porque é que pagas tv cabo?

porque o TDT nunca funcionou como deve ser nesta zona do País (que o diga a minha vizinha que após 4 antenas à volta da casa teve de desistir, porque se aborreceu de ver tiras pretas com som)

e

Porque adoras a RTP memória, a FOX memória, o AXN memória, Odisseia memória, National Geografhic memória, e até o Panda memória.

ou

porque adoras chegar à 8ª temporada de uma qualquer série, e a seguir relembrar a partir da 1ª temporada, antes de ver a 9ª temporada.

ou

porque as férias estão a chegar e finalmente tens tempo para ver tudo o que deu no resto do ano.

ou

pelo dinheiro que se paga de TV cabo, mesmo com o pacote mais baixo, devemos rentabilizar ao máximo, e isso faz-se repetindo à exaustão a mesma programação.

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segunda-feira, 24 de junho de 2013

A vida num prato...

Cá estamos, uns dias melhores, outros piores e a maioria assim-assim. Devo andar deprimida ou a à beira de uma depressão pois só me apetece comer desalmadamente, fase esta em que ando para "o fazer e para o comer", Já me aborrece um bocado que a televisão ande invadida de programas de culinária, se houve uma fase em que eram os bolos xpto, agora todos são chef's, e acreditam (ou querem fazer-nos acreditar) que é o futuro da humanidade em termos laborais. Eu também acreditaria nisso se a humanidade não andasse a passar fome de todas as maneiras possíveis e imaginárias, e às vezes o mais gourmet que se deseja é apenas um bocado de pão com manteiga ou um caldo para calafetar o estômago, dito isto, regresso à minha "depressão" e à vontade súbita e incontrolável de fazer comida e de a comer, claro está.
A comida não devia fazer tão mal como faz, não devia engordar mas sim dar-nos prazer, a fazer e a comer. A comida une pessoas, expressa bem estar, divertimento e vontade de partilha. Vê-se a hospitalidade de um país (de uma casa) pela mesa posta ... no meu Alentejo, pão,queijo, azeitonas, enchidos e vinho sobre a mesa, haverá maior bem estar?
Que querem gosto de comer e às vezes também de o fazer.
Não sou cozinheira digna de Masterchef ou de qualquer cozinha que se preze, e isto inclui o fazer as refeições rotinadas da semana, aborrece-me de morte e desmotivo passando a comer toda a semana a mesma coisa só para não me chatear mas ... quando estou nestas fases de experimentação, até enjoo, faço comida e mais comida e tudo é um "campo de testes", de seguida convido amigos como cobaias e fico super contente de a "olhómetro" ser comestível.
Assim foi, este fim de semana, não sai de casa no sábado só a inventar e a saber-me bem para caraças, sou cozinheira de bem -estar e não de formalismos, gosto de abrir uma garrafinha e ir bebendo enquanto "crio" - podia ir à net sacar receitas mas não era a mesma coisa falta-lhe a magia dos sentidos - e fumo uns cigarros e sujo louça a rodos e ouço música estrondosamente alta , e foda-se, que me sinto tranquila, arrisco - feliz.
Depois de comermos que nem alarves e de me regozijar com o fabulástico dos meus cozinhados, bem regadinhos a tinto, fiz uma noite de jogos, e diverti-me como à muito não me lembro - a burrice ou a constatação da mesma é hilariante. As cobaias não ficaram envenenadas e repetiram - parece-me que também vou repetir.
Bolas! Estou mesmo a ficar crescida ou será que foi a humidade deste inverno prolongado que me encolheu a roupa?
A última hipótese parece-me mais plausível, sem dúvida :D

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quinta-feira, 20 de junho de 2013

(Des)conversa 75

Eu - Bom dia. Ainda têm alguma coisa para almoçar?
Srª - Lamento mas já não temos praticamente nada ... olhe ainda há carne assada e posso fazer-lhe uma sandes, não é grande almoço mas já é qualquer coisa.
Eu - Obrigada, agradeço-lhe a disponibilidade, peço-lhe que não ponha tomate apenas alface, e dê-me também um compal de manga, sff.

Uma colega ao meu lado:

Ela - Eu também quero almoçar. Dê-me duas folhas de alface com duas rodelas de tomate e vinagre, sff.
Srª - É só isso que vai almoçar professora? É pouco.
Ela - Pouco? É mais do que suficiente não quero ficar uma gorda balofa.

Ao nosso lado chegou, entretanto, um aluno:

Aluno - Professora ainda dá tempo para comer antes da aula?
Ela - Mas o menino não comeu já?
Aluno - Comi uma sandes e bebi um sumo mas ainda 'tou com fome. Acho que tenho de comer mais alguma coisa ... a Professora só vai almoçar essas folhinhas?
Ela - É mais do que suficiente para um almoço. Deixe-me adivinhar: vai comer um trinitá carregadinho de chocolate?

Srª - Diga lá o que quer?
Aluno - Quero um trinitá, sff. Pode aquecer?

Ela - Veja lá se não adivinhei, só comem coisas gordurosas, carregadinhas de acúcar, não hão-de estar obesos, e gordurosos.


e assim com comentários de merda se ataca a auto-estima e auto conceito dos miúdos ... e graúdos mais influenciáveis  ...  a modelagem é fodida ... ataquei a sandocha de carne assada e ainda morfei um trinitá carregadinho de chocolate, açúcar, gorduroso e com muito colesterol, a conversa da colega abriu-me o apetite e a gulodice.

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Coisas ...

de três em três meses gasto 37,92€ sem razão ... deverei repensar a utilidade das coisas?

Gasto com a expectativa e fé de que seja diferente.

Os meus objectivos.

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terça-feira, 18 de junho de 2013

Tranquilamente tranquila

Reina o caos à minha volta, várias vezes ao dia recebo mails com novas datas de reuniões de avaliação, a modos que resolvi cagar no assunto, com três escolas em extremos concelhios, só tendo o dom da ubiquidade e mesmo assim acho que não dava, precisava de clones.
 
 



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segunda-feira, 17 de junho de 2013

(Des)conversa 74

Uma gritaria desgraçada e vou à sala.

Eu - O que é que estás a fazer?
Afilhado - A brincar aos toiros, Mardinha.
Eu - A brincar aos toiros? Só vejo ovelhas.
Afilhado - Mardinha não são só ovelhas, também tenho cabras, um cabrão e um ovelho, vês?

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segunda-feira, 10 de junho de 2013

"Acredita que sei como te sentes"

"Acredita que sei como te sentes. Empatizo pela experiência e não por uma qualquer teoria. A minha pele está marcada, a sabedoria não veio com a idade mas sim com as quedas, os joelhos esfolados e as lágrimas derramadas. Acredita que sei o que estás a passar, não te desvalorizo ou desvalorizo essa dor no peito que não permite respirar - entre a espada e a parede. Qualquer passo dado é caminhar no gelo sem saber qual a zona mais fina que pode quebrar. Racionalmente digo-te que não andes, não te mexas e não respires; emocionalmente digo-te: salta, corre e pula, arrisca, porque sem arriscares nunca saberás o que poderá ser. 
Sei o preço e as consequências mas saberás viver com as outras? Aquelas que já tens, que todos os dias te consomem e impedem o sono?
Não faças nada pelos outros, apenas por ti. Acredita que sei como te sentes mas a minha experiência não foi como a tua, porque não somos iguais ou sequer parecidas, e o teu fim pode ser um principio, onde o meu principio nunca passou de um fim. Percebes que o sol não brilha igual nas nossas retinas? Percebes que cada história é uma história, e que os finais felizes existem. Acredita que sei como te sentes mas faz o que sentires que és, queres ser ou desejas que aconteça, tu tens direito a um "viveram felizes para sempre" - mesmo que o "para sempre" sejam 24 horas."  

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Divagando ... 18

Podemos tentar mas não quer dizer que sejamos bem sucedidos. Tentemos, ao menos isso, tentar para que não existam "ses", para que se aliviem consciências, e se confirme o que há muito sabíamos:  Estamos mudados, crescidos, magoados, mais experientes, mais velhos, mais conhecedores ou mais qualquer coisa, seja ela aquilo que for.

Há um esforço de normalidade quando já nada parece ser o que foi, quando nós não nos reconhecemos no espelho ou no seu equivalente: o comportamento. Sinceramente, não posso dizer que me faz confusão ou que o lamento, apenas aceito e sigo em frente. Estou habituada a que assim seja, não me é estranha esta ausência de ser e de seres, a vida muda, surgem novas prioridades, e por vezes não consegues enquadrar-te, nivelar o ritmo - está na hora de um seguir em frente e o outro pela direita ... quem sabe algures no futuro nos voltemos a cruzar, quem sabe teremos  outras realidades que necessitem de se complementar - quem sabe. Por agora é o que é e não o que tentamos que seja - a âncora solta-se - nada nos prende, a não ser a resistência à mudança.

Gostavas de ter algo a partilhar mas não tens, os dias seguem-se iguais: após a segunda vem a terça e logo atrás a quarta, depois a quinta e eis que surge a tão desejada sexta, e com ela o prenúncio do sábado e do domingo, iguais a tantos outros sábados e domingos. Já não os distingues. Olhando para cada um destes momentos individualmente reconheces-lhes os traços, qual dejá vu, os imprevistos são-te exteriores e em nada te acrescentam - slow motion.

Não há emoção, nem dada, nem recebida, pensas que não sabes sentir pois tudo o esperado não se concretiza, ficando apenas uma cratera aumentada dia-a-dia, e nesse lugar outrora chamado peito ergue-se hera que cresce e se enreda na pele e na alma. Sabes que há gentes com crateras maiores e fossos em que se banham mas também sabes que há gentes que habitam no cálido e na nadrugada encontram o calor de um sol que as embala, protege e securiza. Não consegues parar os pensamentos e a escuridão que exalam mas podes (tentar) controlá-los e fazê-los perder o negro, quem sabe passá-los a cinza, esperando que um dia a luz os lave. Até nisso, nos pensamentos, dou comigo a pensar-te cobarde: afirmas não lhes dar voz para não destruir outros, afirmas que não saberiam sobreviver-te mas será que não és tu que não consegues sobreviver à violência do pensamento?

Pensava conhecer-te mas vejo agora que somos estranhos que habitam no mesmo espaço. As Leis da Física dizem que é impossível dois corpos físicos ocuparem o mesmo espaço mas começo a ter dúvidas, pois ocupas este espaço, que é meu mas não sei quem és, e todos os dias nos distanciamos um bocadinho mais. É um abismo o que nos separa e não parece haver ponte ou ligação aérea, apenas vazio. Dizes não te afectar por nada e sinto-te afectada por tudo. O idealismo é como a demagogia na prática não são funcionais.

Que queres que te diga? Começo a perder a paciência e a vontade para te ouvir, é sempre o mesmo, dizem que após uma fase descendente vem uma ascendente mas digo-te que nem sempre é verdade, às vezes as coisas são mais simples dividem-se entre o -1 e o 0 - respira e volta a mergulhar pois não sabes se é magma ou água, até lá fecha os olhos e pára - faz nada, apenas isso Nada, porque esse nada é decidido por ti e poderás armazenar energia para lidar com os outros grandes Nadas em que vives.
Um dia falamos e quem sabe consiga perceber o que me tentas dizer, quem sabe compreendo o que és e em quem te transformas-te. Sabes como chegaste até aqui?

Lamento mas acho que não te posso ajudar.

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quarta-feira, 5 de junho de 2013

(Des)conversa 73

Ele - Estás tão gira. Já tiraste os ferros e estás tão magra.
Eu - Obrigada, muito agradável ouvir isso (?!?)
Ele - a sério, é um elogio, nem tens um único cabelo branco, estás bem assim. Não envelheces.
Eu - sério?! vais continuar a deixar-me desconfortável?
Ele - Não, claro que não. Não é para ficares envergonhada (...) endireita ai a sobrancelha desse lado, e tens uma ramela também.
Eu - really????
Ele (riso) - Desculpa lá ... eheheheh ... mas como redenção podias-me convidar para jantar no sábado.

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(Des)conversa 72

Ele (5anos) - Tia, a Mardinha não quer ir ao festival do Panda?
Tia - Não sei. Tens de perguntar à Madrinha quando ela chegar. Mas porque é que perguntas?
Ele - Porque ela pode querer ir, e se fosse, eu ia com ela para lhe ensinar as músicas.

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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Coisas

Sexta~feira, 07 de Junho de 2013, vou ao Baile de Finalistas do 9ºano (?!?)

Nunca fui a nenhum. No meu 9º ano e mais tarde no meu 12º ano achava-os pirosos. O meu grupo de amigos não facilitava e quando pensamos que somos os "cool's", claro está que um "bailhe de finalistas" não se enquadra, na altura nem me concebia com aquela roupita toda jeitosa ... tinha madeixas azuis e era fã do grunge ... coisas ...
"Bailhe" de Finalistas de 12º ano: Passei a noite a jogar ao "sobe e desce" a "mines" numa Casa de Pasto, chegada a hora fomos "pá night", fumávamos "burlights", e chegávamos a casa antes da hora de almoço ... ou ao fim do dia. Estou em crer que fomos Finalistas mas num outro "bailhe".

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Será possível ...

... que já comecei três vezes a ler um livro e de todas tenho de voltar ao início ... porque não me lembro de nada.
Será que ainda sei ler?
As evidências dizem que não.

Nota: Vou recomeçar a ler os livros de "Uma Aventura" pode ser que funcione como treino de memória e ... vontade.

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terça-feira, 28 de maio de 2013

Really!!

Sabem aquelas coisas que acontecem a um num milhão?
 
É um facto: sou o Um!

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terça-feira, 21 de maio de 2013

Memórias de Adolescência

Eis que se perde mais um pouco da minha adolescência.
"Conheci-os" através das minhas tias, mais velhas e boas cobaias dos anos 60/70 ... apaixonei.me imediatamente. Por eles aprendi inglês - ler,escrever e falar - precisava "beber" as suas "dores". Passsei a adolescência  a pensar que gostava de experimentar LSD ou /e mescalina. Nunca o fiz mas fiz outras coisas. Não gosto de perder o controlo. Ainda hoje não gosto.
Aqui fica uma das minhas preferidas.



Gostava tanto desta música que no meu 11º ano fiz um filme sobre a banda para a disciplina de Português, onde "obriguei" alguns amigos a serem figurantes, e me valeu 19 valores. Tal era a paixão, e ainda é.
 Enjoy!

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sábado, 18 de maio de 2013

Coisas ...

Ser inverno em Maio começa a aborrecer-me tanto como ser inverno em Janeiro - estou farta de chuva e frio, onde anda a minha adorada primavera: calor ameno, dias compridos, friozinho pela madrugada, cheiro a terra molhada ... enfim: esperar!

Ando com um qualquer problema que ainda não entendi, sempre dormi que nem uma pedra, caíssem meteoritos que para mim era igual. Agora ando a morrer de sono durante a semana, todas as manhãs me deixo dormir magistralmente, e anseio a sexta-feira à noite para dormir dormir dormir ... sábado de manhã às 9h estou acordada e já não consigo pregar olho ... grande merda, é o segundo fim-de-semana que me acontece ... espero amanhã acordar depois das 10h.

Juntando à minha lista de novidades: ando com uma fome avassaladora, como e como e como, e continuo cheia de fome ... claro está que não ficaria incomodada se a roupa não acusasse "falta de espaço", o que não é o caso - cada vez se queixa mais.
Só por causa disso vou fazer bifes com molho de natas hoje para o jantar - mandam os entendidos que devemos deitar-nos de papo cheio, ou é ao contrário?! 
Isto deprime-me, e o pior é que a merda da "depressão" também me dá fome!

Se o Gordon Ramsay visse como cozinho nos últimos tempos tinha uma síncope de tanto se passar comigo - estou a rainha da aldrabice culinária, e não, não uso cenas congeladas e muito raramente enlatadas (com certeza não ia "espremer" côcos de cada vez que precisasse de leite de um). 

Não tenho jeito nenhum para fada do lar mas como se eu não fizer mais ninguém faz, lá tenho de me chegar à frente. Esta cena de "cair da cama" ao fim-de-semana anda a "obrigar-me" a fazer mais qualquer coisa em casa: está super limpa, cheirosa e arrumadissíma - esta não sou eu, sinto falta da desorganização - é mais acolhedora - por este andar qualquer dia vêem-me a praticar desporto.




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terça-feira, 14 de maio de 2013

Perguntas estúpidas

- O estado vai recuperar do défice cobrando IRS nas rescisões mais altas;
- as Águas de Portugal vão pagar a sua dívida aumentando os seus preços;
- o gajo da RTP pensa que a solução dos problemas financeiros é aumentar o imposto audiovisual (?!?);
- no fim de 18 meses de mobilidade os funcíonários públicos são dispensados sem direito a fundo desemprego;  
 
-
 
 
 
dados sobre Portugal:  "A taxa de desemprego, em fevereiro de 2013, estabilizou nos 12% na zona euro e nos 17,5% em Portugal, que continua a apresentar a terceira taxa mais alta, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat." - .daqui 
 
 
pergunto:
 
1) Com tantos cortes  como é se pagam todos os aumentos?
 
2) Se aumentam os bens básicos, e não aumentam postos de trabalho, como é se mantem as condições minímas de dignidade e de vida?
 
3) São todos os Portugueses a sofrer estes cortes ou é só para alguns?
(são estritamente para a base da pirâmide? Alguma pirâmide existe sem base?)
 
4) Acham que cortar 100€ de um ordenado, subsidio de desemprego, reforma ou pensão de 500€ equipara-se ao corte dos mesmos 100€ num ordenado, subsidio de desemprego, reforma ou pensão de 5000€?
(eu não sei porque nunca ganhei isso ... ou aproximado mas nos 500€ é sufoco e angústia)
 
5) A redução da despesa pública começou pelos serviços e bens superfluos ou pelos bens básicos e essenciais?
(já não existe o motorista do motorista e um disparate de carros de serviço e ajudas de custo?!?)
 
6) Como estamos em crise e é preciso reduzir o défice, todos os ministros, assessores, assessores de assessores, deputados e restantes comitivas passaram a usar o seu próprio carro para ir trabalhar, a pagar o seu próprio combustivel, a usar o seu telefone pessoal para coisas fora de expediente?
(é que desde que trabalho sou sempre eu a pagar a minha deslocação, e nunca me deram um telefone de serviço para uso ilimitado, tipo faz de conta que é meu mas pagam os outros)
 
7) Como estamos em crise e é preciso reduzir o défice, todos os ministros, assessores, assessores de assessores, deputados e restantes comitivas, dispensaram subsidios de deslocação, e levam marmita  porque o subsidio de almoço é de 2,5€/ dia?
(apenas curiosidade porque há anos que levo marmita, e o meu subsidio de almoço não chega nem para as promoções do Mcdonalds quanto mais para "Bica do Sapato")
 
8) Se a troika quer que se pague a tempo e horas não deviam ter como medidas principais as mesmas que os seus países de origem, e começar por termos melhores políticas sociais, e qualquer função pública, inclusíve de ministros e presidentes, serem trabalhos com responsabilidades e consequências assumidas?
(pergunto porque só por causa de um brochezito o Clinton teve de se demitir, em Portugal´são fodas atrás de fodas sobre os mesmos e não há "crises")
 
8) Se os Portuguese tem de "apertar mais o cinto" presumo que a economia doméstica faz milagres nestes últimos meses, não deviamos ter "donas de casa" a gerir o orçamento de estado?
(já se percebeu que os doutos Drºs, estudiosos nunca viveram no mundo real, nem quando os paizinhos se esfolaram para os ter a estudar 20 anos, e serem Sôtores ... mas como falo de cor, alguém que me diga qual deles vive com 1200€ de ordenado conjunto - casal e três filhos, renda e despesas fixas, é que se existir um, é esse que deve ser o ministro das finanças, pois já sabe o que é comer paloco e chamar-lhe bacalhau.)

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