sábado, 20 de março de 2010

Os Sete Pecados Mortais...

Narciso, homem arreado na imagem, consciencioso de que os espelhos o admiram e as raparigas não ficam indiferentes. Sabia Narciso que esta sua Vaidade, lhe trazia alguns amargos de boca. Homem bonito, mas de traços grotescos que lhe conferiam figura máscula, não fosse o seu metro e sessenta e os homens não controlariam os ciúmes de cada vez que se aproximava das suas esposas ou namoradas, mas que culpa tinha, se Deus o havia dotado de tamanha perfeição? Narciso pensava nos outros com certa pena, pois para além de figura invejável que levava a ser alvo da Inveja dos homens e das mulheres, quando o olhavam e comparavam com o que tinham em casa, também a inteligência de Narciso contribuía para que fosse olhado de revés. Homem de certezas certas e inabaláveis. A ele ninguém o enganava, há muitos anos que tinha cristalizado o seu conhecimento e sabia que esse, o seu, era o certo e não admitia ser contrariado, aliás, abominava seres menores que se lhe opunham nas opiniões. Como se atreviam a contrapor ou até a insinuar que ele estaria menos correcto e logo a ele, que não sabia nada dos livros mas tinha a maior escola de todas: era um doutorado nas artes da vida. Narciso aborrecia-se com a chica esperteza dos outros, despertava-lhe a Ira, coisa que beliscava as suas maneiras perfeitas de Marialva. E agora, até as mulheres, essas flores delicadas e sensíveis achavam que eram aprendizes dos bancos de escola e da mestria da vida, coitadas!
Narciso, não era homem de grandes trabalhos isso era tarefa de gente menor, não bafejada por uma beleza perfeita e um conhecimento superior. Nunca tinha trabalhado e orgulhava-se disso, apenas executara alguns trabalhitos aqui e ali, coisa pouca, para calar os infames que lhe sentiam a Preguiça como pecado capital ou para conquistar alguma dama que tivesse no olhar a beleza de um homem de trabalho. Não fazia porque não queria, não porque não soubesse e também não precisava de melindrar os seu bons modos e pele perfeita com esforços ingratos que não lhe reconheciam ou pagavam o devido valor. Tinha posses, órfão desde a adolescência garantiram-lhe o direito a uns dinheiritos provenientes de rendimentos de terras e casas alugadas. Ser filho único também o tinha ajudado a perceber quão grande privilégio era para as senhoras privarem da sua companhia e para os senhores pagarem uns lanches e jantares, que não eram mais do que grandes Tertúlias de ensinamentos basilares, os seus. Nunca tinha casado, ia-se casando. Não concebia que o casamento tivesse como deveres partilha de bens, que eram apenas seus por direito de nascença, esta Avareza trouxera-lhe alguns amargos de boca, nada que lhe tira-se o sono. Vistas bem as coisas, era um homem que se bastava a si próprio, claro que tinha algumas falhas que por vezes o faziam pecar, aborrecia-se quando alguém o convidava para mesa farta, pois tal visão faziam-no esquecer os modos refinados e os cuidados com a sua pele perfeita, apoderava-se de si uma Gula insaciavel que o deixava arrebatado, perdia os modos, a capacidade de discursar e de dar a perceber o quanto era benemérita a sua presença junto de tamanhos energúmenos. Não era culpa sua, os outros provocavam-lhe esta qualidade menos boa, tivessem eles mesas menos fartas e Narciso não expunha esta faceta galifona que o equiparava ao comum dos mortais.
Narciso, era um homem feliz e auto-suficiente. Bastava-se a si próprio e perdoava aqueles que o rodeavam a sua pequenez, afinal era para os guiar que Deus o tinha feito tão perfeito. Agora com 60 anos, estava a ser assolado por pensamentos que o fragilizavam: como ia ser a sua velhice? A quem ia deixar os seus bens? Quem ia guiar e ensinar os outros na vivência das suas vidas? Mas o que mais o atormentava era pensar que nunca tinha amado uma única mulher, mas sempre muitas: complementavam-se umas às outras. Logo, também ele nunca tinha sido o alvo do amor único de uma mulher: não tinha conhecido nenhuma suficientemente boa para o amar. A sua vida, desde novo, tinha sido feita de amores furtivos e alheios. Ora por ser a esposa ou namorada de algum amigo ou inimigo, ora porque o aborrecia a conquista preferindo pagar para que lhe suprimissem as necessidades. Pessoas menos bem formadas acusaram-no algumas vezes de reger a sua vida pela Luxúria, invejosos, não concordava via-se apenas como homem que sempre tinha sabido viver e retirar o melhor da vida: deixava-se dominar pelas paixões, fossem elas carnais ou materiais. Narciso não iria deixar de satisfazer os seus instintos básicos e que tão prazeirosos lhe eram apenas porque os outros poderiam sair prejudicados ou ficarem infelizes. E ele? Ele é que interessava, tinha de estar bem, de se sentir bem por alguma razão tinha aquele ar perfeito de benjamim indomável.
Odiava-os a todos, a sua raiva era um continuum, tinha de os magoar, queria magoa-los como se atreviam a ignorá-lo? A ele, logo a ele. Desejava vingança, agora prostrado naquele leito não havia um que lhe reconhecesse o valor, que o fosse visitar e ajudar a matar as horas de sofrimento antes que elas o matassem a ele. Onde já se vira, ele o grande Narciso, ter de pagar pela companhia, ter de pagar um serviço para uma mulher lhe dar comida à boca e que humilhação, ajudá-lo nas necessidades fisiológicas quando para eles deveria ser uma obrigação, um prazer por toda a sapiência que lhes tinha concedido. A sua mágoa ia mais longe, daquela cama, amaldiçoava Deus por tê-lo concebido tão bonito e perfeito e agora lhe retirar o olhar, a admiração dos outros. A culpa era toda deles, apenas deles. Era do mundo, essa culpa, que o fazia agora jazer na mais profunda das solidões.

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Os 7 Pecados Sociais

1. política sem princípios:

Demagogia e sofismo com base nas crenças sociais e necessidades prementes, dando a ilusão de preocupação e mais importante, de que se trabalham soluções que visam o bem estar comunitário e consequentemente o social e pessoal.
2. riqueza sem trabalho:
Desejos de dinheiro fácil, esquemas e fugas à Lei. Crença de que possuir uma enorme quantia de dinheiro suprime todas as necessidades, intelectuais, emocionais e sociais do individuo. Busca de prazer na exposição de sinais externos de riqueza. Normalmente aliado à pobreza de espírito e intelectual.
3. prazer sem consciência:
Principio do Prazer. Vivência basilar assente num hedonismo perpetuo pautado por impulsividade ordálica, desvalorizando o outro. Ausência de culpabilização e visão generalista de que todas as opções são viáveis para se atingir o prazer no imediato. Frustração no adiamento da gratificação.

4. conhecimento sem carácter:
Uso incorrecto da informação que se possui. Incapacidade de operacionalizar o conhecimento aos novos contextos, realidades evolutivas ou culturas diferentes da sua. Incapacidade de respeitar o conhecimento do outro e de o reconhecer como válido. Imposição do seu conhecimento em detrimento do conhecimento do outro. Ausência de plasticidade mental na aliança conhecimento/empatia. Castração da liberdade de expressão de tudo o que seja divergente. Conhecimento desprovido da figura humana.

5. comércio sem moralidade:
Vender os filhos, propriedade alheia, substâncias ilegais ou armamento.
Vender..vender..vender..numa total desresponsabilização das consequências que daí advêm. Visão de lucro como fim em si próprio.

6. ciência sem humanidade:
Experiências laboratoriais com animais, ou com humanos. Experiências em humanos com fins militares: ecstasy (I Guerra Mundial); LSD e Anfetaminas (II Guerra Mundial); Hiroshima e Nagasaki (6 e 9 de Agosto de 1945). As industrias farmaucêticas responsáveis por pandemias como grupos de controlo das suas investigações na elaboração de novos medicamentos/ vacinas.

7. devoção sem sacrifício:
Amaldiçoar Deus quando os seus desejos/objectivos não são atingidos, independentemente se os mesmos prejudicariam alguém. Usar a religião (seja ela qual for) com narcisismo e "exigir" sem nunca abdicar ou retribuir.






( autor: Mahatma Gandhi)

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quarta-feira, 17 de março de 2010

Ás vezes a vida é...

... a vida...




às vezes a vida é...





mas também pode ser...






ou ainda...





é aquilo que Eu quiser ...porque no fim...

...




Para ti!

Não faço discursos, não sou sentimental...sou apenas Eu...melhor...pior...whatever...e isto é tudo o que senti esta noite...imagens que valem Mil palavras... Estive bem...Estou melhor que bem...Eu e todos os que te testemunham...Anjos da Guarda...Anjos Partilhados...ou...apenas porque somos todos nós....

...À nossa grande Nharra...branco...tinto...À Amizade!!!!

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domingo, 14 de março de 2010

Sol

Apesar de ser senso comum, apetece-me enaltece-lo. Como o resto da população, também eu estou cansada de chuva e frio. Cansada de dias escuros e melancólicos. Desde terça- feira que só me apetece fazer a "fotossintese", apetece-me estar ao ar livre, sentir-me abraçada pelo sol, num abraço tão envolvente que desperta o bom-humor e o sorriso. Explanar voltou a ser objectivo de fim de tarde e esse pensamento faz com que os dias sejam mais prazeirosos e o trabalho mais gratificante. Deixa-me de bem com a vida, este sol...Estou cheia de Sol e a gostar!

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quinta-feira, 11 de março de 2010

Mecanismos de Defesa

Os processos defensivos são, na sua maioria, adaptativos. Uma espécie de instinto de sobrevivência que é activado sempre que a situação o exige. À medida que avançamos nos padrões de conhecimento vivênciais alguns desses mecanismos defensivos extinguem-se, outros atenuam-se e alguns são transformados por deslocamento. Qualquer ser humano saudável, equilibrado e adaptativo passa por este processo, o que significa que os mesmos também têm um processo de maturação que é paralelo à maturidade do individuo, existe plasticidade nos mesmos para acompanhar simetricamente o desenvolvimento físico e mental. Quando alguns destes mecanismos perde plasticidade é como se calcinasse, torna-se imutável e tem tendência a crescer no seu todo passando a ser um padrão comportamental. Identificá-los não é complicado, apesar de não ser fácil a destrinça entre o normativo e algo que está a impedir a evolução. São caracterizados por funcionarem ao nível do inconsciente, o individuo pode ter um funcionamento que o deixa conscientemente insatisfeito mas que não consegue mudar porque não identifica a anomalia.

Identifiquei o meu pior, maior e mais antigo mecanismo defensivo, sinto que era a peça que faltava para compreender o meu padrão comportamental. Não sei a solução, como alterá-lo e voltar a tornar-me permeável e fléxivel.
A resposta vai ser-me dada, só espero que seja num curtíssimo espaço de tempo, e que me permita desfrutar plenamente do que inconscientemente sempre me neguei. É tempo e eu mereço o que é meu por direito. O passo está dado, agora é sem medos.

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...we're going down

"All the right friends in all the wrong places

So yeah, we're going down

They got all the right moves in all the right faces

So yeah, we're going down"

Quantas vezes vimos nos outros a cara ideal, na personalidade ideal: sabem quando devem falar, o quê e como. Sorriem até nos encandear. As respostas são sempre as corretas e os erros, sofismos. São pessoas que admiramos. Pessoas que sem saberem nos intimidam, ao ponto de as desejarmos e sermos desajeitados em presença. Mais tarde, quando existe a possibilidade de um contacto directo a admiração começa a atingir níveis do real e percebemos que em nada nos devemos sentir intimidados. Lamento que por vezes esta descoberta seja tardia, evitavamos que as pessoas se arrastassem, mutuamente, para caminhos sem retorno.

"It don't matter what you see.

I know I could never be

Someone that'll look like you.

It don't matter what you say,

I know I could never face

someone that could sound like you."

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segunda-feira, 8 de março de 2010

08 de Março - Dia Internacional Da Mulher



"WOMAN"



"Woman please let me explain,
I never mean(t) to cause you sorrow or pain,
So let me tell you again and again and again,
I love you (yeah, yeah) now and forever "


Não sei se há necessidade de ter um dia comemorativo para as Mulheres quando este, como tantos outros dias comemorativos, perdeu e sua essência e transformou-se em algo estranho e ambíguo assente num "porque não? vamos lá partir a loiça toda, aproveitar para sair sem os putos e os queridos e viver tudo como se não houvesse amanhã", (tenho a mesma opinião das despedidas de solteira/o), cheira-me a excessos. A maioria das mulheres que entram em delírio efusivo com as jantaradas, (cada vez mais sofisticadas) que supostamente assinalam o dia mas quando se pergunta o que se comemora realmente, poucas sabem a resposta.
A mulher viveu bastantes séculos "sem alma", quando a adquiriu era uma propriedade de um pai, depois de um marido e no fim da sociedade que monitorizava a sua conduta moral e social. Pertencia a toda a gente menos a si própria. No pré 25 de Abril para viajar ou para colocar um DIU não o podia fazer sem uma autorização escrita do marido, e isto foi apenas há 36 anos. Foi a última a poder votar e a ter peso no mercado laboral. Ainda hoje se fala do "grande" Salgueiro Maia mas poucos sabem a história e o que representou politicamente Catarina Eufémia. Felizmente foram inúmeras as alterações desde esses tempos mas não as suficientes. As mulheres passaram a ter acesso ao ensino e a cargos laborais diferenciados, mas apenas no papel, porque ainda existem discrepâncias nos cargos superiores ocupados por mulheres e homens e a nível salarial as coisas também não estão equilibradas. Os senhores do poder refugiam-se na argumentação da perda de horas de trabalho e falta de disponibilidade das mesmas devido à maternidade, aos filhos, aos maridos e ao raio que os parta, porque eles nasceram de uma mulher e é uma mulher a mãe dos seus filhos. Se da dita igualdade de géneros nascesse uma sociedade que partilhasse igualmente as responsabilidades todas essas questões eram ínfimas comparativamente ao profissionalismo e capacidade técnica das mesmas. Em vez disso encurralam-nos, subversivamente pedem-nos que nos masculinizemos (o dito feminismo), que adiemos o relógio biológico, a vida pessoal emocional e até as próprias emoções. Não me parece que tenhamos evoluído assim tanto. Entre portas, num registo de "entre marido e mulher não se mete a colher", as mesmas continuam a ser vitimas, são agredidas, violadas na sua liberdade e nos seus direitos. A meu ver, e por experiência de campanhas da CIG, a violência doméstica não diminuiu ou aumentou, apenas há uma maior sensibilidade para a mulher expor a sua situação. Deixou de estar confinada às portas do seu "lar". Realidade que não é transversal a todo o país mas sim às metrópoles, em que a informação nos bombardeia para a necessidade da denúncia.

Um dia espero que se acabe "o" dia dedicado a mim e a todas as outras Mulheres, porque nesse dia terei a certeza, que os meus direitos e deveres são dignificados para além do que está no Código Penal Português e na Constituição da República. Esse será o dia em que não serei discriminada, estereotipada ou rotulada por ser (Hoje e Sempre) simplesmente Mulher.

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sábado, 6 de março de 2010

Klepht «Embora Doa»

"É a dúvida que resta,

que me leva a perguntar...

Qual papel será o meu?

O de quem nada faz?"

É difícil tentar mudar as coisas, fazer a diferença. Que não se mude tudo, um já mostra que vale a pena o esforço. "Embora doa" atenua-se com o tempo ou morreria todos os dias mais um pouco. Aprende-se a viver na escuridão e a aproveitar todo o raio de sol para "mostrar" que existe amanhã, e esse poderá ser diferente do ontem. Aprende-se e ensina-se a viver o hoje e o amanhã, sem permitir que o passado interfira. Se existem alguns que são arrolados na situação, que a herdam como um qualquer prenúncio de morte anunciada, outros há que adoptam como estilo de vida por meio de um facilitismo proporcionado pelos senhores da guerra. Mudar o sistema exige uma reforma estrutural completa: de cima para baixo. Será a única forma de se terminar com os vícios sociais, os lobbys, sacos azuis e cargos públicos que passaram a ser património de heranças pessoais. Se é possível sem uma revolução ou uma guerra civil? Não. O polvo tem tentáculos enormes, demasiado espalhados e enraizados, se se visse encurralado, estrangulava todos os que fossem intervenientes nessa mudança. O poder corrompe, apenas porque quem o detém ou consegue, passa a sê-lo e a exercê-lo como forma de respirar, quando a sua função é como a de uma máquina de lavar roupa: é um instrumento de trabalho com uma finalidade própria e não vale a pena tentar-se assar lá rolo de carne, porque não é esse o propósito para a qual foi concebida.

Aprendi a sobreviver, até ao dia em que decidi viver. Dou o melhor, o que sei e consigo e tarde no dia, deito a cabeça e durmo embalada pela tranquilidade de que fiz tudo o que de mim dependia. O balanço é positivo, os resultados também.

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quarta-feira, 3 de março de 2010

Foi como veio...

... num ápice. Março a começar em grande. As mudanças são positivas. Serão??? (?!?)
Aqui disse há pouco tempo que me estava a tornar egoísta no que toca a formar novos colegas de trabalho. Devia ser mais egoísta ainda. Ainda nem passaram duas semanas da chegada e esta semana já partiu. Estou redondamente lixada...novamente.

Cansada...muito cansada, a presença aqui está comprometida e reduzida aqueles dias em que me restar um neurónio com vontade de pensar. O desgaste começa a perceber-se não só intelectualmente como fisicamente. Vamos ver, porque a alternativa pode ser acampar aqui em verborreia, num discurso prolixico para mais tarde recordar os tempos em que tinha sanidade e tempo ainda para ser louca.
Vamos ver!

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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Constatações parvas...

...a doença podia ter tido algum efeito benéfico como por exemplo, ter estado estes cinco dias a sofrer em lume brando quieta e a aproveitar para recompor sonos com anos de atraso. Mas não. Pelo vistos para além do estômago e outras partes menos bonitas de serem referidas, deu-me para dissertar. O que não seria mau, uma vez que está provado que as discussões salutares e argumentativas são evolutivas para ambos os intervenientes, mesmo que nenhum abdique do seu ponto de vista e caso ( e só mesmo em caso) de ambos possuírem um nível similar de maturidade para a coisa. Pois, mas não foi o caso. Apesar disso ainda bem que assim foi, porque pelos menos (eu) aprendi alguma coisa, mais que não seja o tema deste post.

As quatro maneiras mais frequentes dos adultos (?!?) terminarem discussões para as quais não têm, não querem ou não podem argumentar (as últimas duas considero-as simpáticas e de mente aberta, porque só acredito na primeira e a segunda é a resposta alternativa à primeira.):

  1. Vai à merda! (pressupõem excesso de confiança ou ausência de cerimónia ou o perfeito desconhecimento do outro interlocutor).
  2. Cala-te. Não sabes do que falas. (continua a pressupor confiança em excesso entre ambos e uma clara projecção, sobre quem não sabe do que fala.)
  3. Quem manda aqui sou eu e EU estou a dizer que não é assim. (argumento irrefutável que resolve qualquer argumentação lógica, ilógica ou assim- assim, no entanto continuamos sem perceber se o outro sabe ao menos do que estamos a falar...mas ficamos com a clara certeza de quem tem razão (?!?) ou pelo menos de quem manda. Tem de se valer de alguma coisa, certo??)
  4. Sai porta fora e ainda bate com a porta enquanto se queixa de que é alvo de uma cabala. (A minha preferida sem dúvida. Um efeito dramático potentissimo e normalmente revelador de grande maturidade, bem como digno de um Óscar.)

Tive o prazer de ser alvo da quarta forma mais comum de terminar uma conversa sobre um tema banal e em voga. Ainda hoje me brilha na mente aquele quadro dramático com laivos trágico-cómicos...Enfim mais uma vez se prova que a relação causa-efeito entre idade e maturidade não é assim tão directa como se pensa. Ou então conheço pessoas muito estranhas (?!?).

Deixo a porta aberta a todos quantos queiram partilhar as formas mais parvas pelas quais já passaram durante ou após discussões (saudáveis e com ou sem relevância). Assim podemos ficar estupefactos (ou rir à parva!) em grupo.

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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Jorge Palma - Tudo por um beijo.

Grande Senhor da música Portuguesa...

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

????

Apetecia-me falar de coisas doces, tipo bolas de Berlim e pasteis de nata mas não possuo suficiente conhecimento de causa. Por isso talvez deva falar de salgados e snacks calóricos ou então não devo falar mesmo de nada, só por falar. A maioria das pessoas passa horas em meta comunicação para nos últimos 10 minutos de interacção falarem do que realmente importa. Largam assim uma espécie de bomba..."então vá depois falamos...ahhh...esqueci-me de te contar que voltei a sair com o meu ex-marido." ... afinal coisa pouca, sem relevância e que pode perfeitamente ser deixada no ar, quando era tão importante dissertarem duas horas sobre proezas de fada do lar obsessiva. Assim somos nós. Todos nós. Quando necessitamos de falar sobre qualquer coisa que realmente nos é importante, a mesma torna-se um grito abafado. Quase como se tivéssemos de nos embriagar e inebriar com um monte de conversa da treta até sair o que sufoca. Talvez seja o medo de sermos julgados. Talvez seja o não hábito de nos expormos. Talvez nos cause embaraço ou vergonha. Ou porque na maioria das vezes estamos a "levar com o nosso próprio cuspo em cheio no meio da testa". O que é certo é que na maioria das vezes não conseguimos operacionalizar "aquela pequena coisa sem importância que deixamos para dizer em último" e torna-se mais fácil, largar a bomba e virar costas. Felizmente existem alguns aqueles que gostam de nós o suficiente par não nos deixarem ir.

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Estórias de Príncipes e Princesas...

...de sapos e gatas borralheiras. De homens geniais e mulheres maravilhosas ou simplesmente de homens e mulheres comuns tentando sobreviver nos destroços de castelos criados pelo medo de um dia o cavalo branco não aparecer para as socorrer, porque o seu príncipe simplesmente adormeceu. Ou príncipes sentados nas suas poltronas aguardando soberbamente que as suas princesas larguem o torpor da sorna e se levantem para tratar da comezaina. E assim se mata a fantasia de uma qualquer história de encantar. O mundo real. Uma realidade pérfida construída por aqueles que a vivem e nela se transformam em Belas Adormecidas ou em Reis Shariar.

Todos queremos fazer parte de uma estória de encantar, ocupar os papéis principais e embarcar no "viveram felizes para sempre". Queremos ser necessitados, amados e cortejados numa dança romântica e inacabável. No entanto, receamos ser gozados, humilhados ou pior usados quando nos mostramos como realmente somos e aqueles que o fazem demonstram nobreza de caracter, no entanto poucos sabem dividir o papel principal. Passam rapidamente de uma estória de dar e receber, para uma de acusações e culpabilizações. Não sabemos manter o que um dia nos uniu. Será que no início éramos apenas uma sombra do que somos? Será que a convivência nos transforma? Ou uma vez passada a fase da cerimónia o outro passa a ser mais uma posse, algo que sabemos que temos, como mais um par de sapatos que usamos quando queremos. A determinada altura já não se considera necessário fazer a manutenção: é garantido (?!?). Será??
Quando um se esforça para inovar, surpreender e estimular o outro acha desnecessário porque já não são "adolescentes apaixonados", agora a vida é de responsabilidades. Mas poderão as mesmas serem assumidas sem o olhar dos apaixonados, sem os sorrisos cúmplices, a comichão na barriga e os suspiros de saudades de quem ainda agora se viu.
Milhões de pessoas no mundo e tão poucas as que realmente protagonizam contos de fadas "até que a morte os separe". Será culpa da sociedade moderna que nos torna insatisfeitos, que nos impele para uma demanda sem fim definido? Ou é apenas o medo? Afinal hoje é tão fácil magoar e ser magoado. É gratuito e sem ressentimentos (?!?). Não há tolerância, não se fazem cedências e qualquer merda serve para fazer croquetes que dão em tratamentos de silêncio, agressões fisícas ou psicológicas e desrespeito mútuo. Chamam-lhe igualdade de direitos. Ou será apenas falta de respeito, de esforço e de persistência na concretização plena do que se ambiciona. Será que se ambicionou aquela pessoa, aquela vida ou foi o medo que os uniu?
Graças a Deus, nem todas as pessoas estão subjugadas e esse bicho papão que as impele a buscarem e buscarem a companhia perfeita para enganarem a solidão, alguns de nós Acreditam que a pessoa certa está por aí. Esses são as excepções que nos deixam comovidos, não são vidas fáceis mas felizes, porque o egoísmo cedeu à partilha, a ambição à comunhão, o ter ao querer e a posse ao amor.

Acredito em histórias de encantar, em príncipes e princesas de carne e osso, que riem e choram, que se comemoram e se zangam, que apontam falhas mas incentivam nos desejos e no fim do dia partilham compreensão, tolerância, respeito, orgulho e admiração mutua. As pessoas perfeitas partilham idealizações e expectativas face à sua vida em conjunto e uma à outra. As pessoas certas partilham AMOR.

Quero ser a pessoa certa que está com a sua pessoa certa.


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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Telegrama.

Fisicamente exausta.STOP. Inexistência de espírito carnavalesco. STOP. Comemorações hedonistas na recatez da simplicidade. STOP. 650€ em pastéis de nata ou apenas parvoíce. STOP. Humor elevado e materialismo rebaixado. STOP. Volto em breve. STOP.

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Desamor

É uma película invisível que a veste, um fato de amargura talhado na perda de um amor que julgou eterno. Mentira. Nascido apenas de uma perda não prevista, não antecipada. Um desamor tóxico que exprime o seu narcisismo viscoso e insolente. O roubo, a perda. O não controlar e ser ultrapassada. Amarga. Um verniz que estala no "bom dia" e desaparece no "boa tarde". O remeter à externalidade as acções e as consequências das mesmas. Um viver persecutório aniquilador da vida e vontade do outro, como se este fosse o carrasco. O culpado. A vivência num Locus de culpa externa, um amor materno condicionado pela satisfação primeira dos desejos e do prazer anónimo da gula. A languidez de se atravessar na vida dos outros dissimulada num discurso de "distraída" para justificar a maldade e inveja lactentes num discurso harmonioso de ofensivo. Veste uma máscara que de tanto ser usada começa a estar gasta e a transparecer um mau-estar intimo que é projectado no outro invadindo a sua liberdade. Tanto desamor deixou-a amarga, uma enorme falha narcisica alimentada no sugar da boa energia dos outros. Provoca o desgaste em quem a rodeia pela luta silenciosa de não serem invadidos nos seus territórios pessoais. O seu vestir de fada é tóxico, tem impresso por todo o seu Eu, sentimentos de manipulação: pena, auto-comiseração, "distracção" e maldade gratuita.
Todas as estradas foram escolhidas por si, as consequências são suas e no entanto a realidade circundante é olhada de forma autista: rende-te a mim Mundo, pois sou uma vitima desta sociedade injusta que faz com que os meus filhos prefiram outra à minha pessoa.

Desejo-lhe o melhor, que encontre o seu caminho, seja/esteja feliz e recolha as suas garras, pois nessa altura (quero Acreditar) as pessoas à volta vão ter sossego.

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Pensamento do dia...

... ou da noite!!!


"Aquilo que você der a uma mulher, ela vai tornar maior. Se você der o seu esperma, ela te dará um bebé. Se você lhe der uma casa, ela vai dar-lhe um lar. Se você lhe der compras de mercearia, ela vai dar-lhe uma refeição. Se você lhe der um sorriso, ela vai dar-lhe o seu coração. Ela multiplica e amplia o que lhe é dado. Portanto, se você lhe der qualquer porcaria, esteja preparado para receber uma tonelada de merda. "

Ps: Não sei de quem é...mas achei giro!!! LOLOLOLOLOL....AHAHAHHAHHAHHAHAH...EHEHEHEHEHHEHEHEH....IHIHIhihihihihihihihihih!!!!...dói-me o estômago....ehehhehehehahhahhahaihhhhhhhihihiihihihihihi (não tem assim tanta piada...mas apeteceu-me...a Murganheira é amiga ;) lolololol....ai se é ...lá isso é!!!! )


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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Este País Não é para Normais...


...para individuos produtivos. Vivo num país de burocracia e quanto maior for o número de papelada referente a uma qualquer pintelhice mais importante parecem os seus executantes: esses seres que parecem sempre muito ocupados, que andam incessantemente de um lado para o outro com qualquer coisa na mão, ocúlos de sol na cabeça e nos respondem nada cordialmente - A pessoa que trata disso hoje não está, terá de voltar em outro dia.
E eu fico sempre a pensar que sorte a minha que acerto sempre no dia em que a pessoa, que pelos vistos sabe tudo, não está e que todos os outros ali presentes não sei o que fazem ali, porque nada sabem. Chama-se a isto serviços públicos em Portugal ou função pública. Não querendo generalizar, pois acredito que existam excelentes profissionais nesses lugares que para conservarem o lugar tiveram de se adaptar ao "rengue rengue" do sítio. Então se se conformaram, serão excelentes profissionais?? Bem, não é o que está em causa, aqui do que se fala é do meu serviço, que é um misto de público/ privado, sendo eu da equipa do privado mas trabalhando directamente com o lado da função pública, reclamo que há coisas que ainda tem o poder de me surpreender: nomeadamente a longevidade temporal que se leva a percorrer exactamente 6 Km e 1m 75 cm. Ora bem, nada se faz sem papeis, porque os pc´s servem apenas para preencher esses mesmos papeis, que tem o lindo nome de Comunicações Internas e passam de departamento em departamento e outras dentro do próprio departamento, tipo: não sai do espaço fisico onde nasceram e vão morrer. Até aqui tudo normal, agora o que me espanta: uma Comunicação Interna que está a 6km da sede (leia-se Chefe), leva em média 4h a percorrer essa mesma distância, mas pronto vamos pôr atenuantes e existe o trânsito e semaforos, e obras e o raio que os parta, agora oo elemento surpresa é que após estar no departamento a mesma Comunicação Interna leva 3 Meses, a percorrer 1 metro e 75 centimetros, (que nós medimos pela curiosidade e que revela que temos tempo para merdas sem assunto!). Com a morosidade do processo é de presumir que o Chefe está em Faro e o estafeta vai a pé e num passo de lazer, aproveitando a viagem para se familiarizar com a paisagem. O que era justo...mas não, apenas fica bem este tempo todo de espera para subscrever - estamos-todos-muito-ocupados-em-actividades-de extrema-importância-que-ninguém-sabe-o que-é-mas parece-bem-logo-não-temos-tempo-para-ler-3 linhas-e-assinar-um-papel-num-espaço-de-tempo-em-que-as-coisas-seria-realizaveis.
Logo, atrasa-se o trabalho no terreno (que também fica bem e pessoa que é pessoa neste país, excede prazos e consequentemente orçamentos) e salve-se quem puder, como puder - esta já é a parte do privado que está no terreno a trabalhar sem aurorização superior porque a vida das pessoas não tem 3 meses de stand by.

Será que se reduzi-se a burocracia, se se resolve-se a maioria das coisas no imediato, não se poupava papel (que ninguém lê) e haveria celeridade na resolução das coisas, por exemplo: processos criminais com 22 mil páginas, mas alguém vai ler aquela merda?
Requerimentos para tirar uma certidão de nascimento, que leva três semanas e depois quando lá chegamos abrem o livro, fotocopiam (na hora) colocam o selo branco e paga lá 18 euros de sorriso na tromba (aconteceu-me). Foda-se! Será que se o fizessem no momento não desentupiam o serviço, não poupavam tempo e dinheiro...Ahhhhh - é verdade: assim tinham de trabalhar todos os dias e deixavam de ter aquele monte de papeis acumulados que quer dizer exactamente: Baza-daqui-e-não-chateis-que-as-pilhas-de-papel-dão-nos-o-ar-de-quem-trabalha!

Foda-se! Não tenho mesmo paciência para isto!!!!
ps: Será que é por isso que ando sempre a ser chamada e a levar nas orelhas (?!?) FDX!!!!

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Não consigo transpor em palavras mas...

...falta algo. Sinto que ando a precisar de uma aventura, de algo louco. Serotonina a mais. A energia é boa. Preciso extravasar tudo isto. Transbordar-me. Apetece-me algo...Agridoce, talvez.

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Smile!!!

É um interior brilhante. Sereno. Os primeiros raios de sol não desapareceram com a chuva. Intensificaram. A energia de Marte atravessa o meu céu astral. Bélica ou criativa. Vou tentar a segunda opção. Assaltada por movimentos de avanço e retrocesso: que este sentimento não me abandone, que esta sensação não me passe. Tenho direito a gozar o momento em pleno. Longo caminho percorrido, montanhas subidas, escarpas descidas. Joelhos esfolados exibidos com orgulho. Sou eu. Abro as portas da minha paz e partilho-a. Comigo e com os outros. Alterei valores, respiro de maneira diferente. O hoje é o mais importante e o amanhã nascerá do prazer que retirar deste momento e todos esses segundos, mesmo que breves, serão arrebatadores. Overwhelming...just fucking Overwhelming!!!!

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Wild Boys...

"They tried to break us,
Looks like they'll try again

Wild boys never lose it
Wild boys never chose this way
Wild boys never close your eyes
Wild boys always shine"



Bem vindos a 2010...mais...excelente ano de 2010...Catapereiro Escolhas, rolo de carne caseiro, puré de batata e o meu favorite: espargado.

Ambiente chillout... que mais se pode pedie ou querer: gente boa, conversa da boa. Estive bem. Estou bem.

Algures na noite lembro-me de ter passado esta música e ficou-me "wild boys"... um grande muito obrigada ao Universo.

Existem determinadas coisas que só fazem sentido em determinados lugares com determinadas pessoas.

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domingo, 31 de janeiro de 2010

O rh - ...

...as percepções que se tem fora de horas...

Esta coisa de ter a mania que sou tão especial, tem que se lhe diga...e não é que sou mesmo!
Desde que descobri que tinha de ser estrambólica até no sangue, ainda me convenci mais da minha "especialidade". Salvadora e fodida em simultâneo.
Tradução: sou O rh-, perto de mim ninguém morre, sou fonte de vida para todos, positivos ou negativos...eu?
Se não achar mais ninguém tão "raro e precioso" i'm so fucked!!!!
São os riscos que se correm...voluntária ou involuntariamente...sábia a vida!
Decide quem és...antes que alguém decida por ti!

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sábado, 30 de janeiro de 2010

Riscos...


... a necessidade de arriscar, de sentir a adrenalina a subir. Sentir todas as células do corpo, sentir aquele friozinho na barriga de quem arrisca para se sentir vivo. A partilha de uma euforia sentida e indiscritivel para quem não participou. Estar ali é um risco que se corre, tomado em consciência de um prazer maior.


...a próxima onda. Desbravar mar. O cheiro, a espuma, a adrenalina - correr riscos. Estar vivo. Fazer parte da imensidão, onde o céu e as águas se juntam. Entrar na água sabendo que não vamos - não queremos - vencer, apenas partilhar, dividir. Sentir a emoção de pegar a onda maior, de a viver. Fazer parte dela. O frio na barriga, é um medo mansinho que cresce e grita sempre por mais. Arriscar.


...correr o risco de não poder dizer o quanto se gosta. Arriscar na partilha de um toque de pele desejado. Imaginado. Correr riscos sabendo que é mutuo este desejo de sobreviver. Mas também de amar. De viver. A ausência na presença, o desejo e as borboletas no estômago. O certo e o errado. Arrisca-se. A adrenalina de um sentir no superar do medo. Estamos vivos.


A vida é correr riscos. Apesar de necessária a aventura, a adrenalina do skater, do parquedista ou apenas do futebolista, são serotonina controlada. São barreiras que nos excitam e lembram que estamos vivos e a viver. Podemos viciar-mo-nos em adrenalina, e precisar dela como de ar para respirar. A sensação de medo, de impotência, os suores, a ansiedade, tudo isso são emoções desejadas e conseguidas. É o que nos faz estar vivos - sentir vivos.

No entanto, estar vivo é diferente de viver. Para viver também é preciso correr riscos. Arriscar. Só que nesta aventura as consequências deixam marcas mais profundas, cicatrizes invisíveis que não dão vontade de rir e contar aventuras. Nesta aventura a adrenalina pode deixar marcas que gangrenam e envenenam tudo à sua volta. Pode ficar o medo, aquele tipo de medo que também dá frio na barriga, mas em vez de nos impulsionar a arriscar, paralisa-nos, refreia-nos os instintos. Vive-se num querer de tudo ou nada. O seguro. Esquecemos que a felicidade não é um estado permanente ou constante, tal como não o é em qualquer desporto radical. A diferença é que nas aventuras e desportos radicais, vamos quando queremos e no viver somos surpreendidos a cada momento, hora e dia. E não queremos mais joelhos esfolados.

No entanto, se não arriscamos, se não corrermos riscos, se não voltarmos a esfolar os joelhos, somos invadidos pelo vazio, pela insatisfação e ficamos amorfos. Presos numa ratoeira que criámos, na ilusão de um escudo protector que nos defende...e no fim só nos corrói.



"When you were young

and your heart was an open book

You used to say live and let live

you know you did"

(...)

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

As coisas nem sempre são o que parecem...

...com tanta reportagem e pedido de ajuda para o Haiti, não sei porquê mas senti um apelo de ajudar e que melhor ajuda do que a minha própria pessoa. Fisica e tecnicamente.
Senti que me devia envolver na causa desde o principio, devia acompanhar o seu meio e se possível, ficar até ao fim: quando a reconstrução fosse uma realidade apenas dependente de pormenores que só o humanismo de quem lá vai ficar/ habitar pode fazer, conseguir e dar.
Pela primeira vez resolvi colocar a minha vida, como até agora a conheci em stand by e aventurar-me em algo que seria mais que a reconstrução de um país e de vidas que se cruzariam com a minha: seria a minha própria reconstrução, o largar doo seguro e conhecido para algo de uma grandeza e sofrimento que apenas estando lá poderia avaliar a real dimensão. Não da tragédia mas das vidas que lá estão a co-habitar, dos que ajudam e dos que querem ser ajudados. Procurei, Médicos Sem Fronteiras, AMI...as ajudas humanitárias que considero de confiança e rapidamente percebi que as filas de voluntárias/os, com e sem, capacidades técnicas são imensas. Percebi que a ajuda humanitária no imediato são bens e dinheiro que compre esses bens. Fiquei desiludida. Não porque pensa-se em ir numa de Madre Teresa de Calcutá, ou tivesse o delírio de marcar o mundo fazendo uma diferença dantesca na resolução ou ajuda de resolução da situação, mas porque este apelo foi quase uma epifânia, foi algo que não sei explicar e se tenta-se sairia num tom que não era o que queria, porque foi simplesmente um Click...e esses sempre Acreditei que são as tais mensagens que devemos cumprir. E uma vez que não há coincidências é porque ainda não era a minha vez de ir. Não é ali que faço falta. Há-de chegar.

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O valor das coisas

" O valor das coisas não está no tempo que duram, mas na intensidade com que acontecem. Para isso existem momentos inesqueciveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparaveis."
(Fernando Pessoa)

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Respostas...

...fiz perguntas. Obtive respostas. Algumas apesar de não gostar de ouvir já sabia que eram verdade. Mais fácil adiar. Agora não sei se as estou a utilizar como desejaria. As soluções miraculosas não são o que procuro...mas preciso de perceber se estou no caminho correcto: este por onde sigo é sinuoso, terra batida, com inúmeros declives, buracos escondidos e outros perigos mais. Caminho-o. Mas será este?

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domingo, 24 de janeiro de 2010

Hoje.

Hoje tentei.
Juro que tentei.
Perdi a pose, desci do pedestal e mostrei-me com todas as minhas qualidades em fase de melhoramento...todas as fragilidades... Vou Acreditar que a surpresa toldou reacções. Vou Acreditar que a surpresa mutilou emoções. Não é fácil largar hábitos de anos. Nem sei se lhes poderei chamar hábitos. São as tais cicatrizes do passado, que servem para nos lembrar que um dia aqueles acontecimentos fizeram parte da nossa vida. E aquelas pessoas também!
Talvez seja assustador este novo Eu...mas para mim também é!!!!
Os comportamentos são uma habituação: quem está mal muda-se.
Mudei-me.
Mas dói.

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sábado, 23 de janeiro de 2010

Inside Out



"You know the day destroys the night,

Night divides the day

Tried to run, tried to hide,

Break on through to the other side"

Estranhos os sonhos que me povoam. Encostam-se a mim e no amanhecer, uma quase sensação física de presença. Uma certeza de acontecimentos desejados no suor de outras conquistas. Definição. Re - definição. Caminhos cruzados sem a atenção necessária, meios para fins. Ideais. Sonhos acordados que funcionam como filtros de tudo o resto. O medo, esse eterno castrador de sorrisos e desejos venturosos, fustiga-me. Admoesta-me a ser-lhe refém sob pena de não alcançar a meta. E o caminho tornou-se encruzilhada. Novelo de lã enleada. Respira e sente: suave brisa soprada num lembrar de presença afastada. As janelas começam a abrir-se, o sol espelha-se e ilumina todo o espaço: exterior e interior. Capto a leveza da vida e mantenho a minha visão num bom futuro: estou, ou melhor, sou alegre. Creio. Fácil. Jamais é fácil o processo de mudança, é um Acreditar que ultrapassa fronteiras razão e conhecimento, é um ser verdadeira, ser directa, discreta, genuína e imparcial na minha conduta. Batalhar-me na mais tormentosa das guerras. Reconhecer falhas, lacunas e limites que alimentam uma solidão emocional nascida da experiência. Necessidade de ser livre, de confiar e oferecer as qualidades naturais: Amor, Paz, Felicidade, Pureza e Conhecimento... e pensar que está tudo dentro de ti...de mim. a chuva que cai lava todas as impurezas acumuladas. Deixa-a entrar. Caminharás a passos largos para a União e para isso é necessário compartilhar, concordar e realizar uma mesma tarefa. Praticar a União é dissolver mal entendidos, é cair e levantar, amar e chorar sabendo no sentir que o outro está para ficar. Porque confias e é-te confiado. Tenta.

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Another one...

... entrámos bem o ano. Vinte dias após o inicio de Janeiro e eis-nos a reformular a equipa (novamente!). A última mudança datava do longínquo mês de Outubro de 2009 (?!?).
Estou bastante contente com a saída da minha colega, até porque foi para um trabalho que lhe dá maior satisfação (a todos os níveis), mas... estou a ficar cansada de tanto ter de me reajustar, até porque já vou no reajustamento do reajustamento. Sobrou para mim, era a minha parceira numa serie de circunstâncias. Vou sentir a sua falta. Confiava.
Fiquei com o meu, o teu e o nosso. Apraz-me. Revela a minha excelente competência e capacidade técnica.
(Se não pensar assim...quem pensará????)
FDX!!!!!! x 3!!!

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

As coisas que eu tenho que ouvir (?!?)

" Estás tão egocentrada na tua busca interior, que não reconhecias o príncipe encantado, nem que o cavalo te passa-se por cima." By: João P. (thanks!)

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Coincidências (?!?)... ou não!

Coincidência - acto de dois ou mais factos ocorrerem em simultaneo, sem pressupor uma relação de causalidade. Designado por Carl Jung por sincronicidade.


"Sincronicidade:

A sua noção de sincronicidade é que existe um principio de causalidade que liga acontecimentos que tem um significado similar pela sua coincidencia no tempo em vez da sua sequencialidade. Jung, afirmou haver uma sincronicidade entre a mente e o mundo fenomenológico da percepção. Sincronicidade é um principio explicatório; explica "coincidencias significativas" como uma borboleta entrar a voar num quarto quando o paciente descrevia um sonho com escaravelhos. O escaravelho é um simbolo do antigo Egipto que simboliza o renascer. Portanto, o momento do insecto voador indica que o significado transcendental de quer o escaravelho no sonho, quer a borboleta no quarto, era que o paciente necessitava ser libertado do seu excessivo racionalismo!"


(...)

"A sincronicidade fornece acesso aos arquétipos, que se localizam no inconsciente colectivo e caracterizam-se por serem predisposições mentais universais não baseadas na experiência. Como as Formas de Platão (eidos), os arquétipos não se originam no mundo dos sentidos, mas existem independentemente desse mundo e são conhecidos directamente pela mente. Ao contrário da teoria de Platão, contudo, Jung acreditava que os arquétipos surgiam espontaneamente na mente, especialmente em tempos de crise. Tal como há uma coincidência significativa entre a borboleta e o escaravelho que abre as portas para a verdade transcendental, tambem uma crise abre as portas do inconsciente colectivo e permite que os arquétipos revelem uma verdade profunda escondida da consciência ordinária. A mitologia, afirma, baseia as suas histórias nos arquétipos. A mitologia é um reservatório das profundas, escondidas verdades. Sonhos e crises psicológicas, febres e perturbações, encontros ao acaso ressoando com "coincidências significativas", tudo são caminhos para o inconsciente colectivo que está pronto a restaurar na psique individual a saude." in: "Sincronicidade" (Jung, C., 1952)


"A sincronicidade é reveladora e necessita de uma compreensão, essa compreensão poderia surgir espontaneamente, sem nenhum raciocínio lógico. A esse tipo de compreensão instantânea Jung dava o nome de "insight"."

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Não sei porquê...

... desde ontem que me invadiu.

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Coisas Parvas...2

Desde as 7h da manhã que toca ininterruptamente na minha cabeça. Sobrepõem-se a tudo. A menos que esteja com um surto esquizófrenico, não consigo perceber esta fixação e a repetição continua. Aceitam-se opiniões.

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Divagando (5)

Cada vez acredito menos em coincidências. Tudo faz parte de um plano divino muito bem concebido: o que parece mau e provoca sofrimento, daqui a uns tempos percebemos que foi o acertado, o que parece bom e ideal, daqui a uns tempos também percebemos que eram expectativas a mais e realidade a menos. Claro que acredito na felicidade, nos niveis simétricos de energia vibracional entre humanos, como também acredito que existem pessoas que são parasitas dessa energia e nos sugam até ficarmos prostrados e ainda tem a excelente capacidade de nos deixarem na merda e cheios de sentimentos de culpa mas...(a parte que eu gosto)...também existem pessoas que se cruzam connosco e sem perceberem repõe essas energias e nos fazem perceber onde nos deixamos "agarrar". Percebi esta "mensagem", não soube dar continuidade, reagi à EU. Não subas, que eu desço. Vou tentar.
Mensagem para mim: deixar de ser distante e prestar atenção ao subliminar, ao conteúdo lactente da informação que me circunda.
(Tradução: Abre os olhos!!!!)

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domingo, 10 de janeiro de 2010

Valores Deturpados (?!?)

Recentemente, perdi algum tempo frente ao televisor. Não sei porquê, mas detive-me num canal generalista onde passava o telejornal. Nenhuma das noticias me puxou a atenção mas também não mudei, deixei-me ficar ali, olhando para o fogo e relembrando as palavras de um amigo: "o lume é uma companhia, aquece e parece falar-nos num discurso que traduz o que de mais intimo temos." ( Tens razão P.) Deambulava pelos meus pensamentos quando surge no ecrã uma noticia que me puxa para a realidade:
(era qualquer coisa assim)

"Descobriu-se mais um lar ilegal na zona de Cantanhede. Um apartamento com seis idosas acamadas, divididas por dois quartos. As mesmas encontravam-se trancadas na casa, cujas janelas estão gradeadas. Todas as idosas têm mais de 70 anos e duas não tem mobilidade, sendo acamadas. Era vista uma mulher a entrar no apartamento, pelo menos três vezes ao dia, pensa-se que traziam as refeições. Hoje durante a noite a vizinha ouviu gritos e pedidos de ajuda, ligando para o 112 que enviou a policia e os bombeiros, estes últimos tiveram de rebentar com as grades de uma janela para conseguir entrar.
A arrendatária está indiciada por outras situações similares, não sendo esta a primeira vez que tem lares ilegais."

Ora, pois bem, esta noticia deixou-me a pensar: esta mulher está indiciada pela pratica de crimes semelhantes, ou seja, abrir "lares" ilegais, sem assegurar as condições mínimas de segurança, já para não falar da falta de humanismo e humanidade, de ter pessoas, seres humanos, aglomerados como frangos de aviário. A opinião pública condena-a, os direitos humanos acusam-na, o código penal atribui-lhe o epíteto de criminosa pois atenta contra o bem estar e avida de outrem. Até aqui não discordo, mas acho que as coisas não são assim tão simples e não deviam ser ser analisadas apenas no factual da acção-reacção, mas que se deviam avaliar os valores, não só sociais mas também os morais. Talvez seja eu que tenho os meus valores deturpados, talvez eu seja uma idealista mas parece-me que a solução para a extinção, ou sendo mais modesta, a solução para o atenuamento destas problemáticas devia ser avaliado através dos precedentes que culminaram na situação final.

E este é o meu ponto de vista:

Situações destas não são da "falta de escrúpulos" da arrendatária ou proprietária do lar ilegal, ela apenas é uma aproveitadora de uma situação ou necessidade de outrem. Estas idosas e todos os outros idosos são pais, tios, avós de alguém. Estes alguéns podem não ter situações financeiras para suportar os encargos de ter a responsabilidade de tomar conta de um idoso, mas quanto custa um lar? E um lar ilegal? É caro.

Mas quando se pensa em pôr alguém que nos está ligado por consanguinidade num lar, numa creche ou escola, temos de visitar, de vêr e procurar. Temos de nos assegurar que as condições mínimas estão suprimidas. Isso demonstra o quanto respeitamos ou amamos aquele outrem, senão, ao manos mostra que somos humanos. Que temos empatia. Por isso, penso que talvez os meus valores estejam deturpados, porque sinceramente se existem este tipo de situações é porque há mercados para as mesmas. Existe procura, logo, há oferta, logo, quem procura também tem de ser responsabilizado e implicado nas culpas. Não basta culparem-se e perseguirem-se os oportunistas que viram um maneira fácil de ganhar dinheiro, porque isso apenas dará azo a que surjam novos oportunistas, porque após os ânimos serenarem e a situação cair no esquecimento muitas destas pessoas procurarão novos depósitos de pessoas.

O problema é mais fundo do que pensamos, ou eu acho que é. Talvez sejam mesmo os meus valores que estejam deturpados, mas a vida é um imenso mercado e a lei vigente é a da procura e da oferta. Pescadinha de rabo na boca: então castiguem todos os intervenientes. Os familiares que não realizaram uma procura eficaz, os proprietários que criaram "capoeiras" de pessoas e o próprio estado que não assegura a mínima qualidade de vida aos seus cidadãos. Criem-se estruturas de apoio que permitam que as pessoas tomem conta dos seus idosos e das suas crianças.

Ultimamente sinto que vivemos uma vida inteira a trabalhar. Vivemos para trabalhar, para assegurarmos que trabalhamos para viver e no fundo, que vida temos? As obrigações impelem-nos a trabalhar cada vez mais, para assegurar as necessidades básicas: um tecto, água, luz e mais qualquer coisita. A união que temos ao outro é secundária. O amor aos filhos vem após o trabalho e é compensado com um qualquer estimulo material e os nossos anciãos são apenas empatas, de quem gostamos muito....mas não temos tempo.

Não sei se isto é o que quero para mim...mas é o que tenho feito também: dedico os melhores anos da minha vida a construir um carreira...que no fim apenas me levará a um lar ilegal, amarrada a uma cama, com um televisor por companhia, a solidão como almofada e o desejo de morte para "não ser um peso" para ninguém. Ao que chegou a Humanidade.

Somos uns tristes.

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Desecration Smile

(...)

"Never in the wrong time or wrong place

Desecration is the smile on my face

The love i made is the shape of my space

My face my face"

(...)

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Que todos os males sejam estes...III

- Bom dia, srº drº.
- Bom dia. Então traz todos os exames que mandei fazer?
- Trago sim e trouxe também o cartão do tipo sanguíneo.
- Humm...deixe ver tudo...hum hum...está boa e recomenda-se, teve uma excelente evolução na hemoglobina.
- Sim, melhorei muito os resultados. Então quer dizer que marcamos hoje a cirurgia?
- Hummm...deixe-me ver novamente o local a ser intervencionado.
(dispo-me...mira e re-mira...)
- Hum hum...ora pois então é assim: não houve evolução desde que cá esteve, está com óptimo aspecto e se não mexer no local não me parece que morra por aí.
- Então e isso quer dizer exactamente o quê?
- Quer dizer que vai ficar em lista de espera até ser chamada pelos serviços, e até lá basta ter algumas preocupações e fundamentalmente não andar aí com as mãos.
- Então e de quanto tempo é a lista de espera? Avisam-me com antecedência?
- A lista de espera está entre 9 meses e 1 ano...às vezes um bocadinho mais e não avisam com semanas de antecedência, como é uma intervenção menor normalmente dizem 2 ou 3 dias antes.
- E para além de ir ao particular não há nada a fazer?
- Não.
- Obrigado pela disponibilidade e atenção.
- Não tem de agradecer e até daqui a uns meses.

É isto a saúde em Portugal, porque um sinal é apenas um sinal e este até é assim pó bonitinho e dá-me charme (?!?) ... mas não é assim que começam os melanomas?????
Se calhar não é despreocupação do paciente mas sim dos serviços de saúde...começo a achar que prevenção em Portugal é antes da quimioterapia (?!?)

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Sofrer por antecipação.

Após 15 dias alheada da existência de manhãs enquanto constituintes das 24 horas, a que chamamos dia, eis-me a regressar ao trabalho amanhã, em horas que ainda devia estar a entrar em sono REM.
Hoje, foi a sessão de treino e correu melhor que o previsto: direito a ouvir o despertador à hora pré- programada...mas diga-se de passagem que também não ia fazer nada de importante...nem trabalhar. Não me interpretem mal, porque eu gosto de trabalhar, não mesmo é de ter de acordar. Aguardo aquela dita cuja, idade em que as pessoas reduzem as horas de sono e se levantam, mesmo não havendo nada para fazer, às 7 horas da manhã e com uma energia porreira e produtiva. Deve ser nessa altura que vou para o ginásio ou me dedico à bricolage...(não me parece, mas...) ...mas até lá: todas as manhãs são testes de resistência e amanhã....aí vou eu!!!

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domingo, 3 de janeiro de 2010

Boas Noticias :)

E porque eu continuo a ACREDITAR....


Depois conto ...

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