sábado, 15 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Nada
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Verão, Sardinhas, Pão e Vinho...Toiros e Toureiros...Minis e Festas...
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Pessoas Precisam-se!!!
domingo, 2 de agosto de 2009
Miguel Sousa Tavares (In Expresso)
"Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa.
Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, por que a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, por que é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E por que são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas por que não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.
Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.
Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.
Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, por que não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por essemundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.
Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém! "
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Miguel Sousa Tavares
(in /EXPRESSO/, 29 de Junho de 2009)Não resisti a deixar aqui na integra esta associação de ideias que transmite eloquentemente um retrato do país de aparências em que vivemos. Doidos??? Não somos doidos apenas quem governa o país o faz como gere a sua própria vida: primeiro os bens fúteis de 1ª necessidade (?!?) e com o que sobra, se sobrar, se investe no essêncial que mantém a casa limpa e arrumada, sem luxos mas confortável e de cabeça erguida.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
1,2,3...partida!!!
Nunca me senti tão esgotada como neste ano e meio. As quedas foram sentidas como maiores e custaram mais a recuperar. Os chineses e a sua sabedoria milenar avisaram-nos logo no inicio: Ano do Bufalo, um ano particularmente sinuoso, em que os acontecimentos são extremos - muito bons ou muito maus. Ano de cautela e um dia de cada vez. Limpeza Kármica.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Eis que passa mais uma semana...e faltam tantas ainda...
By: Antonin Artaud
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Desvarios IV
Egoísmo
Bibliografia:
- Harry Browne, «The Unselfishness Trap» em Sommers, Christina e Sommers, Fred (orgs.), Vice and Virtue in Everyday Life, Harcourt Brace Jovanovich, Fort Worth, 1993, p. 457.
- O Juízo Moral na Criança. São Paulo:Summus, 1994. 302 p.
- O Julgamento Moral na Criança. São Paulo: Mestre Jou, 1977.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Desvarios III
Confúcio
sexta-feira, 17 de julho de 2009
(Des)conversa 16
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David Cook - Light On
Sometimes it feels like we’ve run out of luck
When the signal keeps on breaking up
When the wires cross in my brain
(...)
A luz está sempre lá. Por vezes é somente uma ténue luz de presença e num corredor fundo torna-se íngreme a passagem. Mas está lá. Fecha a porta, fecha os olhos. Não olhes para trás pois quem te guia sabe mais que tu. Sentir-mo-nos sozinhos é diferente de estar em solidão. solitude. Por vezes é necessário sentir-mo-nos sós para percebermos que estamos acompanhados. A luz está acesa segue-a. Quando te aproximares do destino saberás que estás a chegar. Não olhes para trás.
Read more...quarta-feira, 15 de julho de 2009
Entre as 8h e as 18h (?!?)
segunda-feira, 13 de julho de 2009
I'll See You Soon
Vejo-te em breve.
Parece que ainda ontem nos vimos.
O tempo está sempre igual em nós.
Não mudas-te e continuas com o mesmo ar.
Pessoas que em algum momento cruzam as nossas vidas e nelas permanecem, mesmo que a presença física seja uma ausência sempre sentida. I'll See You Soon. Seres que se tornam assexuados pela importância e papeis desempenhados nesta peça: foram mais que figurantes, alguns tiveram o papel principal, dividiram-no connosco. I'll See You Soon. As vidas mudam e nós também, porque sim ou porque não, naturalmente dão-se afastamentos que nos reencontros não se lembra. I'll See You Soon. Aqueles sorrisos cúmplices, palavras trocadas, momentos divididos, alegrias, tristezas, um espaço comum e um espaço respeitado. Não se esquece. I'll See You Soon. São as pedras que alicerçam o meu castelo, que erguem as minhas muralhas e tatuam na eternidade o que um dia fomos, onde estivemos e como o recordamos. I'll See You Soon. Não se gosta mais, não se gosta menos ou sequer se deixa de gostar. Transfere-se. Nunca se diz um verdadeiro adeus, não há despedidas perdidas no tempo. Simplesmente, basta, um até logo. I'll See You Soon I'll See You Soon I'll See You Soon I'll See You Soon I'll See You Soon...Um até já...Até já.
domingo, 12 de julho de 2009
Eis que regresso
E para terminar com classe:
1- Os primeiros 6 meses do ano foram uma merda, nem se coloca o cliché de "desde que haja saúde", porque até essa ( e como novidade) esteve periclitante;
2- Os segundos 6 meses do ano não se pode dizer que tenham tido o seu inicio da melhor forma, nem com as melhores expectativas;
Moral: Após a tempestade vem a bonança. Temos de descer bem fundo para que a subida seja fabulástica e estupidificante.
2009 é o ano do Búfalo é certo e sabido que os acontecimentos que tenham lugar este ano tocam os extremos: ou muito bons ou muito maus. Não há meio termo. Também é o ano da limpeza e renascimento em que tudo (e todos) o que é mau sai da nossa vida e apenas fica o que a nós pertence e seja genuíno e puro. Aguardo expectante a colheita de uma sementeira suada e feita de sol a sol. O resultado sei que será o que desejo e os meus celeiros deixar-me-ão orgulhosa de um trabalho que nunca se revelou fácil ou simples.
Read more...quarta-feira, 1 de julho de 2009

Bilhetes à venda no fórum Montijo e no Kaxaça (10 €)
Colete Encarnado 2009
Ribatejo em Festa
Vale a pena ir, mesmo para quem não é aficionado é estrondoso fazer parte de um grande desfile de tradições.
Dia 4 de Julho é a grande noite de sardinha assada...pão e vinho.
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terça-feira, 30 de junho de 2009
SIEMPRE ASI
Espectáculo con los SIEMPRE ASI
Read more..."Si en la clara colaciones y en los rumores del habad,
si la gente ya se enciende y despues se vuelven apagar,
si amanece cada dia,
si hay momentos que valen toda una vida,
dime porque no lo vamos a intentar.
Te enviare un ramo de besos que hice con mi corazon,
y en cielo dormiremos entre nubes de algodon,
gritare a los cuatro vientos,
que eras tu la ilucion que llevaba dentro,
y veras como es posible nuestro amor."

