sábado, 15 de agosto de 2009

Férias!!!!!!

Este espaço encontra-se encerrado para férias de 15 de Agosto de 2009 a 15 de Setembro de 2009.
Quaisquer incursões ao mesmo serão meramente pontuais e estão sujeitas às eventuais crises de tédio que (de vez em quando) possam assolar devido à inércia total inerente a quem está de férias.
Após meio ano algo atribulado, nunca as férias me foram sentidas como tão imprescindiveis como no presente ano. Mais que o corpo, que anda folgado, a mente precisa de um momento catártico e de exorcismo de excessos racionais e preocupações estapafurdias.
Este ano, estas férias desejo passa-las apenas com as emoções, a estupidificar-me em prolongados banhos de sol, nevoeiro, lua ou aguaceiros desde que qualquer um dos estados temporais não me faça ter de usar qualquer faculdade cognitiva prestável.
Auguro um regresso tranquilo e reabastecido de energias positivas e guerreiras para desfrutar o que se segue. Vamos ver....até lá...Um volto já.

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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Nada

Nada, simplesmente nada. Poderá o "Nada", ser o tudo ambicionado? Poderá o "Nada" ser o alimento de uma mente perturbada?

Sentado naquela rocha tecia considerações sobre o que significava realmente o ter, ser, ver nada. Seria somente o vazio, o vácuo e a ausência de um qualquer materialismo desejado na ânsia de preencher a área lacunar das emoções? Não acreditava nisso, não podia. Quantas vezes o nada, era preferível a umas quaisquer palavras moribundas e desprovidas de significado real; quantas vezes o não fazer ou não nos fazerem nada, era o elo dourado de uma corrente que tolhe movimentos e sentimentos. Agora, ali sentado, observava o sol que iniciava a sua descida. Já tinha sido feliz ali. Um marco geodésico para Portugal e um marco na sua vida “Onde a terra se acaba e o mar começa” (in Os Lusíadas, Canto III). Ali, naquele sitio, o fazer nada, o decidir nada tinha marcado o rumo da sua vida. Não lamentava. Com o sol a bater-lhe na cara, as recordações eram calorosas e surgiam como um nada, suave e tranquilo. Gostava de ali ir, de imaginar como tinham sido as partidas nos Descobrimentos, como teria sido dobrar aquele mar que apenas permitia avistar um nada: o fim do mar e o inicio de um céu. Que mistérios estariam do lado de lá. Como se venceria o medo? Seriam suficientes a coragem e a audácia? A alma de aventureiros e o desejo de novas conquistas, permitia que o nada fosse um tudo que alimentava a esperança e a audácia.

Há muitos anos que não ia aquele sitio, estava como o recordava. Ou estaria como o queria recordar? Não interessava nada tais ruminações sobre um real alternativo que a existir partiria de um pressuposto de pensamento contrafactual. Preferia não pensar em nada. Quaisquer teses ou premonições assentavam em inconsistências de factos palpáveis, apenas no nada. Sabia agora que nada pode ser muito, pode ser tudo: pode ser o silêncio que se precisa quando as lágrimas teimam em sair; pode ser a tão necessitada ausência de acção da parte do outro que nos dá o calor e aconchego necessitado; pode ser o tempo que se têm em harmonia perfeita com o nosso intimo. Afinal, o nada podia ser aquilo que ele senti-se como tal, a paz de espírito, o sorriso que surge sem motivo aparente ou o bem estar interior de quem se sabe consigo e para si.

O sol já tinha entrado na sua casa, o céu era agora iluminado por uma lua, brilhante e redonda que em nada, fica atrás do seu companheiro diurno. Estava na altura de partir. Afinal não estava ali a fazer nada.

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Verão, Sardinhas, Pão e Vinho...Toiros e Toureiros...Minis e Festas...

Lembro-me da adolescência e do que os Verões significavam. Altura das festas populares, o tempo era para e com os amigos, comemorava-se um mês inteiro: com o culminar da festa o verão entristecia, como se nada mais houvesse a esperar. O fim da festa lembrava que a escola estava para breve. Os dias tornavam-se mais curtos e os entardeceres findavam mergulhados em calmaria. O contraste entre o pré e pós festa. Os 4 dias de festa colavam-se e inexplicavelmente pareciam um só, não havia tempo para destrinçar manhãs, tardes e noites: apenas "A" festa. O nascer e por do sol mais bonitos que se podem ver - sensação de alma cheia, peito preenchido por algo maior que aquela bola incandescente que acena de cada vez que nos atravessa - sublimes eram os dias e as noites. Senti-os assim, talvez fossem apenas banais e a exacerbação estivesse em mim.
A minha terra nunca viveu de imigrantes, emigrantes ou migrantes: da terra para a terra. Com tradições culturais muito vincadas, é preciso ser-se apaixonado ou aficcionado para perceber/sentir o prazer das largadas de toiros, das esperas, da noite de sardinha assada e tardes dedicadas ao religioso: somos uma mistura de pagão e religioso, bem ao jeito de Nuestros Hermanos...afinal somos o Ribatejo.
Todos os anos "sinto" a festa menos um bocadinho e todos os anos ela me sente a mim menos um bocadinho também. Faz parte do processo natural de crescer e amadurecer, talvez. Mudam-se os tempos mudam-se as vontades, talvez. Posso pensar em inúmeras (tentativas) explicações para justificar algo, quando bem no meu intimo, sei que nada tem a ver com a idade, maturidade e outras coisas que tais: tem sim a ver, com o meu intimo, com o meu olhar que deixou de captar as emoções associadas às festas. Os amigos partiram, fizeram o seu caminho e as festas perderam com as suas partidas, talvez de algum modo, eu também tenha partido sem sair daqui. Talvez me recuse a ver, a aceitar que o meu contexto já não é este, talvez não queira largar reminescências de um passado, talvez....
As festas estão à porta, não as antecipo ou sequer desejo. Não tivesse o Universo conspirado e partiria antes do seu começo: ter a experiência de passar um ano longe das mesmas e avaliar o que sentia. Não foi possível. Ficarei e vamos ver!

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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Pessoas Precisam-se!!!

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades!

Não mudam nada. Apenas se tornam generalistas e formatadas, o que lhes subscreve o epíteto de "normais". São modernos, pensam-se modernos, adeptos da multi e inter-culturalidade. Uma perfeita capa construída de slogans altruístas e de apelos à liberdade de expressão. Dizem-se bloquistas, mas não sabem quem é Louçã. Nos bonés pins de Guevara, que pensam como um alguém que foi muito importante - a explicação que mais vezes me foi dada - "foi um grande cantor dos hippies que morreu novo"...Oh meu Deus tende piedade de uma geração formatada em Windows, Messenger, Facebook e HI5, que vai demarcando o estatuto "cool" com o melhor Ipod,Mp3 ou 4, telemóvel e playstation. Cultura é Morangos com Açúcar.

A minha geração é a última fornada daquela que em 1994 Vicente Jorge Silva, no Público, designou por "Geração Rasca" é a dos extremos. Vingou-se. Para contrariar a nomenclatura, temos uma geração de workaholics, materialistas. Fornadas de Universitários rebelados contra o sistema - matou-se a PGA e mantem-se o aumento das propinas - não se pode ter tudo! Dessa fornada saiu também uma geração de idealistas, sonhadores ligados às artes: em full-time, em part-time ou somente como hobby terapêutico de quem não investiu no palco mas também não perdeu o amor ao mesmo. Encontro-me no último grupo.

Adoro o cheiro da sala, dos camarins, o som dos aplausos e as longas noites de ensaios. A adrenalina da estreia e de todas as outras estreias que se seguem: cada espetaculo, mesmo tendo ido a cena 1000 vezes para aquele público é sempre a primeira. E porque cada público é um público, que reage de maneira diferente ao que assiste. Vive connosco cada personagem, incorpora e torce como se alguma daquelas personagens fosse um amigo...ou o próprio. Preciso do palco para me manter no lado da sanidade - ali é tudo real...seja isso o que for.

Quando comecei éramos muitos, entre homens e mulheres estava equilibrado. Alturas houve em que éramos tantos que para todos poderem ter papeis de texto fazíamos revistas à portuguesa: uma por ano e chegaram a ser duas. Com o passar dos anos muitas das pessoas seguiram o seu caminho e esse, já não passava pelo teatro. Outros houve que paralelo ao seu caminho, alimentaram o "bicho" do teatro. Hoje sobramos cinco do elenco original. Vem adolescentes "fazer caminho" para o sonho de ser um "Morango com Açúcar", mas não ficam. Ambicionam a projecção, a fama e o estrelato da Rita Pereira ou do Isaac Alfaiate. Cinco minutos de fama, cinco minutos em que sentem que são alguém. Ali, naquele palco não o conseguem. Ali a fama está em cada um e na vontade e carinho que dedica ao seu vilão, mendigo ou morgado. Ali somos quem quisermos longe de uma câmara de televisão, de um exaustivo tratamento de imagem e edição da mesma...apenas com pessoas bonitas.

Temos pessoas que pisam o palco, não investem, mas estão lá. No entanto as mulheres continuam a ser a maioria. Temos falta de homens para fazerem de homens. O estigma, os estereótipo continua vivo nestas gerações e mesmo a estudarem em Lisboa e outras cidades a mente é a da Santa Terrinha. Modernos se dizem, nas vestes as cores da emancipação, nas palavras a ausência de respeito pela ignorância do que ainda têm a aprender, no fim são vazios, seres ocos que sonham viver na sombra de um qualquer estrelato fastfood e não lembram: "que os sonhos têm de ser esforçados para se poder ter o mérito da conquista"*

*Augusto Cury

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domingo, 2 de agosto de 2009

Miguel Sousa Tavares (In Expresso)


"Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa.
Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:

- É sempre assim, esta auto-estrada?

- Assim, como?

- Deserta, magnífica, sem trânsito?

- É, é sempre assim.

- Todos os dias?

- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.

- Mas, se não há trânsito, por que a fizeram?

- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.

- E têm mais auto-estradas destas?

- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.

- E, já agora, por que é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?

- Porque assim não pagam portagem.

- E por que são quase todos espanhóis?

- Vêm trazer-nos comida.

- Mas vocês não têm agricultura?

- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.

- Mas para os espanhóis é?

- Pelos vistos...

Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:

- Mas por que não investem antes no comboio?

- Investimos, mas não resultou.

- Não resultou, como?

- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.

- Mas porquê?

- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.

- E gastaram nisso uma fortuna?

- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...

- Estás a brincar comigo!

- Não, estou a falar a sério!

- E o que fizeram a esses incompetentes?

- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.

- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?

- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.

Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.

- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?

- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.

- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?

- Isso mesmo.

- E como entra em Lisboa?

- Por uma nova ponte que vão fazer.

- Uma ponte ferroviária?

- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.

- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!

- Pois é.

- E, então?

- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.

Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.

- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...

- Não, não vai ter.

- Não vai? Então, vai ser uma ruína!

- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.

- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?

- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!

- E vocês não despedem o Governo?

- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...

- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?

- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.

- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?

- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.

- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?

- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.

Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:

- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?

- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.

- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?

- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.

- Não me pareceu nada...

- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.

- Mas, então, por que não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?

- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.

- E tu acreditas nisso?

- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?

- Um lago enorme! Extraordinário!

- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.

- Ena! Deve produzir energia para meio país!

- Praticamente zero.

- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!

- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.

- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?

- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.

- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?

- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.

Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:

- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?

- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por essemundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.

Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:

- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém! "


Miguel Sousa Tavares

(in /EXPRESSO/, 29 de Junho de 2009)

Não resisti a deixar aqui na integra esta associação de ideias que transmite eloquentemente um retrato do país de aparências em que vivemos. Doidos??? Não somos doidos apenas quem governa o país o faz como gere a sua própria vida: primeiro os bens fúteis de 1ª necessidade (?!?) e com o que sobra, se sobrar, se investe no essêncial que mantém a casa limpa e arrumada, sem luxos mas confortável e de cabeça erguida.

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sexta-feira, 31 de julho de 2009

1,2,3...partida!!!

A bola está em campo, os jogadores estabelecem parceria para alcançar a baliza da equipa adversária. Corro os 90 minutos, não me sinto cansada, farei o prolongamento, se necessário. A minha equipa sairá vencedora. O Universo ajuda. Está escrito no céu. Sinto-o no estômago.Vamos ver...Vamos ver!!!! Preciso de férias...Time Out...
Nunca me senti tão esgotada como neste ano e meio. As quedas foram sentidas como maiores e custaram mais a recuperar. Os chineses e a sua sabedoria milenar avisaram-nos logo no inicio: Ano do Bufalo, um ano particularmente sinuoso, em que os acontecimentos são extremos - muito bons ou muito maus. Ano de cautela e um dia de cada vez. Limpeza Kármica.

Um ano particularmente cansativo, que se iniciou na sequência de um particularmente doloroso e esgotante física e mentalmente. Desgaste. Sete meses de neblina alternada com nevoeiro denso, D. Sebastião correu em meu auxilio quando precisei. Ele e alguns mortais, não esqueço. Na globalidade.... ????..... (Suspiro x 3!!!)

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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Eis que passa mais uma semana...e faltam tantas ainda...

Mais uma semana que se afigura difícil: principio, meio e fim. O relatório ainda não está nem perto do fim, o desgaste é notório, bem como a desmotivação. O ambiente é pesado e incomodativo. As noticias não são as melhores e a chefe é autista. Preciso de férias, de descanso, de sol e dolce faire niente. Preciso de ler a pilha de livros que acumulei este ano: sinto-me estupidificada. O relógio continua a girar num ritmo muito próprio e as horas confundem-se com os dias: passam num ápice e são tão curtos para finalizar no prazo o que é necessário para manter o motor a andar. O tempo é brincalhão e eu salto nas suas prolepses e analepses, sem qualquer controlo ou vontade própria. Gostava de falar com adultos, com pessoas que sabem conversar e possam servir como treino de uma informação antes sabida, gostada e apreciada e hoje olvidada e toldada por uma qualquer tarefa interminável e extenuante devido ao infinito do não querer. Cansada de me sentir castigada, de estar constantemente a reclamar do que não muda, de falar e de ouvir as queixas de uma insatisfação que está em espiral descendente. Cansada de estar cansada e cada vez mais aborrecida de me aborrecerem. A vida pode e deve ser encarada como uma loja de doces: provamos e gostamos ou não, mas ficamos com um sorriso meio parvo só de lá entrarmos, somos miúdos novamente. Neste momento, (que já dura há muito tempo, demasiado), não o consigo fazer e isso começa a preocupar-me: Terei perdido a capacidade de valorizar e deleitar-me com o simples? Onde anda a minha praticicidade?
Odeio queixar-me, detesto ser conivente com fragilidades e mesquinharias. Roda de hamester. Que fazer??? Que fazer????
Descuro o que deveria ser prioritario na minha vida, não tenho capacidade de avançar neste momento. Estou a gastar as minhas reservas de energia. A luz acendeu há muito tempo, o depósito está seco.
Temo as próximas semanas.

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By: Antonin Artaud

"Ainda não viemos ao mundo
Ainda não há mundo
As coisas ainda não foram feitas
A razão de ser não foi encontrada."

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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Desvarios IV

O ser humano tem memoria curta. Cliva o que é doloroso e atribui ao outro a culpa de tudo o que acontece contra a sua vontade e desejos pessoais. Abdica rapidamente dos seus sonhos, valores, ideias e ideais em troca de uma aceitação no imediato. É acusador e carrasco para o outro, esquecendo que ele próprio cometeu os seus pecados e teve de errar para crescer. Incapacidade de se espelhar. Desculpabilização. Desresponsabilização e a extrema necessidade de ser aceite levam a amnésias condenatórias do outro...até que o outro, imoral, o convide a partilhar a sua mesa e aí tornam-se cúmplices de um algo que silenciosamente invejam. Somos os bichos mais tristes e estúpidos que existem. Não generalizo mas não me adapto. Recuso-me. Não generalizo porque as minorias são lufada de ar fresco. Encontro-me lá. Quero acreditar que estou lá. Acredito que estou lá: nem melhor, nem pior - Eu.
Não suporto pessoas que recalcam os seus telhados de vidro e atiram constantemente pedras ao dos outros, quando era tão simples de resolverem as suas questões internas: olharem mais para si e menos para os outros.

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Egoísmo

Egoísmo: conceito associado ao egocêntrismo, podendo assumir estados patológicos. Existe o egoísmo pessoal e o ético. São independentes e pode-se crer num em detrimento do outro, o que acontece raramente, sendo mais vulgar a crença em ambos. No egoísmo pessoal há uma exacerbação do Eu e a subvalorização do outro - prejudica o outro em proveito próprio de forma consciente e premeditada, o individuo age sempre em função do seu interesse e bem estar pessoal. No egoísmo ético o individuo, considera que para ser justo (?!?) deve agir sempre em função de si próprio. O egoísmo ético é usado como forma de aliviar a própria culpa e na atribuição de culpa externa: "Os outros se puderem fazem o mesmo para serem felizes, se é a minha felicidade não olho a meios para atingir fins."
O egoísmo é o antónimo de altruísmo, sendo um comportamento aprendido e apreendido, devendo ser as figuras parentais a controlar a acomodação do mesmo. Piaget, defende que o egocêntrismo é natural e tem de existir nos primeiros estádios da infância, no entanto há medida que surge a consciência moral e os adultos dotam as suas crianças de regras e valores, as mesmas vão perdendo o egocêntrismo dando lugar ao respeito pela opinião do outro e pela valorização do outro, enquanto ser autónomo de caracteristicas de personalidade únicas.
Quando é um núcleo activo e dominante enquanto caracteristica de personalidade, o egoísmo, está frequentemente associado à inveja.

Quando o sujeito chega ao estado adulto com este núcleo como dominante, torna-se alguém infléxivel., que desvaloriza permanentemente o outro, as suas caracteristicas e qualidades, em detrimento de exacerbar as suas próprias qualidades, actos, etc. São sujeitos com falta de empatia pelo outro, o que consequentemente os torna conflituosos e instáveis. Apesar da arrogância e soberba, a sua auto-estima é baixa ou inexistente o que também leva a que cada vez mais o seu egoísmo e inveja tenha requintes de malvadez - passa a ser usado como um castigo ao outro, que não percebem como não tendo qualquer capacidade ou qualidade consegue ter uma vida melhor que a sua (?!?), quando eles o vêem como inferior, como um servo que devia estar grato pela cedência da sua convivência. Normalmente o egoísta tem uma vida pessoal instável e desorganizada, devido à sua ausência de limites e invasão do outro, o que remete para um afastamento das pessoas circundantes e a extinção das relações de proximidade reais e altruístas.

Há medida que avançam na adultez tornam-se pessoas cada vez mais amargas, mais invejosas e mais egoístas, porque a solidão exacerba todas essas caracteristicas. Castigam o outro e retiram um prazer efémero desse comportamento omnipotente. Passam a estar num ciclo vicioso: quanto mais egoístas são, mais os outros se afastam e quanto mais isso acontece mais os invejam e quanto mais os invejam mais necessidade tem de os castigar pela sua própria infelicidade. O egoísta nunca tem culpa de nada e considera-se dono da verdade absoluta.

Trabalhar com alguém assim não é fácil. Esticam-se os limites até ao limite.



Bibliografia:
  • Harry Browne, «The Unselfishness Trap» em Sommers, Christina e Sommers, Fred (orgs.), Vice and Virtue in Everyday Life, Harcourt Brace Jovanovich, Fort Worth, 1993, p. 457.
  • O Juízo Moral na Criança. São Paulo:Summus, 1994. 302 p.
  • O Julgamento Moral na Criança. São Paulo: Mestre Jou, 1977.

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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Desvarios III

Disléxica. Descoordenada. Rabugenta. Em Burnout. Cansada.
Descoberta de um pouco mais de mim. Encontro, reencontro. Prazer e desprazer. Polivalência e auto-gestão. Valerá a pena. O que vai a nós retorna em dobro de intensidade. Tranquila. É justa a palavra, pura a acção e sincera a intenção. Condiciono o incondicionável. Penso de mais. Racionalizo, operacionalizo e sistematizo o que deve ser espôntaneo e fluido. Assumir consequências hipotéticas de acontecimentos não ocorridos ou em perspectiva de acontecer. Antecipação.
Preciso de dormir.

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Confúcio

Examina bem os teus pensamentos, e se os vires puros, puro será também o seu coração.

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sexta-feira, 17 de julho de 2009

(Des)conversa 16

ECJ - Estamos muito contentes porque é uma batalha ganha termos uma criança Afro- Portuguesa de 9 anos que foi adoptada. O processo está concluído.

Conversa paralela entre técnicas:

V- Eu também gostava de adoptar.
I- Eu também mas não me sentia confortável a adoptar um preto. Ainda mais para 1º filho.
V- Ah eu não. Preferia que fosse preto, assim se a coisa corre-se mal e ele fosse um delinquente eu ao menos passava por benemérita.

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David Cook - Light On

(...)
Sometimes it feels like weve run out of luck
When the signal keeps on breaking up
When the wires cross in my brain
(...)


(...)
Try to leave a light on when I’m gone
Something I rely on to get home
One I can feel at night
A naked light, a fire to keep me warm
Try to leave a light on when I’m gone
Even in the daylight, shine on
And when it’s late at night you can look inside
You won’t feel so alone
(...)

A luz está sempre lá. Por vezes é somente uma ténue luz de presença e num corredor fundo torna-se íngreme a passagem. Mas está lá. Fecha a porta, fecha os olhos. Não olhes para trás pois quem te guia sabe mais que tu. Sentir-mo-nos sozinhos é diferente de estar em solidão. solitude. Por vezes é necessário sentir-mo-nos sós para percebermos que estamos acompanhados. A luz está acesa segue-a. Quando te aproximares do destino saberás que estás a chegar. Não olhes para trás.

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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Entre as 8h e as 18h (?!?)

Há uns (largos) tempos atrás um senhor idoso a fazer marcha atrás "acalcou-me" a frontaria da carroça danificando gravemente uma óptica que ficou a necessitar ser substituída. Após uma guerra cordial em que a "menina que não sabe nada da vida, nem o que o dinheiro custa a ganhar para me querer roubar por um toquezinho que nem batido ficou", resolveu-se, (com muito esforço, minha falta de paciência e muita de um amigo), preencher-se a declaração amigável e dar-se andamento ao processo. Que se complicou pois todos (Srº com muita experiência de vida e mediador), resolveram apelar ao meu bom senso e convencer-me a ir a uma oficina multi-marcas pois não valia a pena ir à marca. Justo, sim senhor, não se desse o caso que eu desde o dia 1 de digna proprietária sempre ter ido à marca e pago na marca, o preço da marca. Degladiei-me ferozmente com argumentos oriundos da lógica da batata: se quando sou eu a pagar, seja muito ou pouco, vou à marca qual a lógica de quando são os outros eu ir ao Srº Zé (que não duvido que seja um excelente mecânico - o que a diferença nas facturas confirma) ? Se eu substituo peças na marca, não me parece lógico agora colocarem-me peças de marca branca? O têtê à têtê elevou-se a tons de agressividade e desaforo com o dito srº a acusar-me de ir comprar um carro novo à sua custa (?!?)...Whatever...Mas...Como vivemos num país burocrático e as coisas só são tidas como (realmente) importantes após 90 dias de espera - período que o processo está perdido na secretaria de um alguém e isto considerando que ele sabe onde o pôs - o meu caso não foi diferente, ou seja, após 4 meses de espera de uma resposta sendo atenciosa, educada e semi-educada com o meu Srº mediador de seguros, eis que foi preciso o meu mano cassula ligar para o dito senhor a cancelar todos os nossos seguros para que a coisa se resolve-se de um dia para o outro. Parabéns ao meu mano pela epifania pois a mim em momento algum me ocorreu, aliás começava já a perder a postura e educação de cada vez que voltava a falar-lhe do assunto e... e eu sou uma Srª.

Peritagem marcada, para dia 14 de Julho com a recomendação de estar na oficina ao abrir da porta. Cumpridora e bem mandada às 8h em ponto do dia agendado lá estava eu. Veio um Srº muito simpático ( é politica da empresa) tirar notas sobre a coisa e disse-me que se quisesse podia aguardar mas que os peritos não tem hora para chegar (?!?). Tentei contactar o Srº mediador e...nada...9h da manhã e...nada...10h da manhã e...nada...10h30 e tenho a sorte (?!?) de me atenderem o telefone, onde me é educadamente explicado pelo Srº mediador que os peritos não marcam horas e que podem aparecer entre a abertura e o fecho da oficina dependendo de como escalonaram o serviço (?!?)...Degladio-me novamente com o facto de ser inadmissível porque se eu lhe marca-se atendimento comigo entre as 9h da manhã e as 22h, sem hora aproximada ele não tolerava e blá blá blá porque mais isto e aquilo....
...surge a explicação ( das mais estúpidas que já ouvi, por acaso): "nós deixamos de ter acesso à identificação do perito designado para as situações, tal como das horas a que o mesmo vai porque haviam muitos casos de suborno (?!? - país 3º mundista - BLHAC!!) além disso se tivesses ido a uma oficina multi marcas eles davam-te um carro de substituição ou iam levar-te porque não tem de fazer registos como essas oficinas da marca (?!? - Foda-se e facilitismo e fuga aos "registos" não é mau???).

Após tão esclarecedor telefonema (e porque já me estava a passar) resolvi melgar o dito Srº simpático zumbindo-lhe aos ouvidos com aquele discurso empático/misericordioso de " sinto-me bola de ping pong e agora quem me paga o dia e será justo brincarem assim e blá blá blá e mais blá" - Não saímos da cepa torta apesar de ele perceber e compreender e ser solidário com o meu ponto de vista e posição e etc e tal e coisa mas... ( afinal faz parte da politica da empresa ser simpático)...eu ou ficava e esperava (vulgo calada e sossegada) ou deixava a viatura e aguardava que me contactassem (vulgo desamparava a loja).

Fui-me embora amuada, só por causa disso parei no Modelo e comprei um livro que queria há imenso tempo, acalmou-me.

Mas no fim até que nem foi mau: tiveram de me lavar o carro porque os mosquitos chocados contra o mesmo formavam uma cortina que não dava para tirar fotografias (?!?) - temos pena!!
Afinal há vantagens de viver junto às várzeas, um grande bem haja aos mosquitinhos.

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segunda-feira, 13 de julho de 2009

I'll See You Soon




Vejo-te em breve.
Parece que ainda ontem nos vimos.
O tempo está sempre igual em nós.
Não mudas-te e continuas com o mesmo ar.

Pessoas que em algum momento cruzam as nossas vidas e nelas permanecem, mesmo que a presença física seja uma ausência sempre sentida. I'll See You Soon. Seres que se tornam assexuados pela importância e papeis desempenhados nesta peça: foram mais que figurantes, alguns tiveram o papel principal, dividiram-no connosco. I'll See You Soon. As vidas mudam e nós também, porque sim ou porque não, naturalmente dão-se afastamentos que nos reencontros não se lembra. I'll See You Soon. Aqueles sorrisos cúmplices, palavras trocadas, momentos divididos, alegrias, tristezas, um espaço comum e um espaço respeitado. Não se esquece. I'll See You Soon. São as pedras que alicerçam o meu castelo, que erguem as minhas muralhas e tatuam na eternidade o que um dia fomos, onde estivemos e como o recordamos. I'll See You Soon. Não se gosta mais, não se gosta menos ou sequer se deixa de gostar. Transfere-se. Nunca se diz um verdadeiro adeus, não há despedidas perdidas no tempo. Simplesmente, basta, um até logo. I'll See You Soon I'll See You Soon I'll See You Soon I'll See You Soon I'll See You Soon...Um até já...Até já.

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domingo, 12 de julho de 2009

Eis que regresso

Eis que regresso não no melhor mas no meu normal que será sempre o melhor que tenho e sou. Senão não seria o meu melhor mas sim algo que me esforçaria para apresentar e aí em vez de melhor era uma grande treta ou ...Whatever...Bem, após ausência forçada por circunstâncias várias e nenhuma interessante, eis que tento um up-date de vastos dias todos diferentes e todos estupidamente iguais. A minha pessoa foi atacada por uma faringite que extrapolou à garganta e amígdalas num reinado infeccioso e de dor extrema que levou a que no fim da semana, ou seja, hoje me encontre bastante melhor mas tipo passador. Já não tenho veias para levar mais soro e anti-inflamatorios e todos os outros químicos que me introduziram e também já não tenho nádegas com espaço para mais injecções disto e daquilo. Moral da história tanta terapêutica aniquilou a minha (já reduzida) vontade de me partilhar nesta linda rocha voltada ao sol. E como se não basta-se sentir-me tipo merda a net pifou à duas semanas e eu caguei no assunto porque estou (novamente) atolada em trabalho e já me falha a paciência para me partilhar ao vivo e no ciber espaço. Foda-se a minha vida social nem má pode ser considerada: não existe mesmo. Apesar de tudo não me posso queixar pois não deixei atrasar o trabalho e cumpri todos os prazos, embora tivesse a minha chefe - ser empático e compreensivo- a foder-me a cabeça toda a semana com " vê lá se te certificas que o que tens não é gripe A" e " Sei que é chato para ti e estás sem paciência mas se calhar era boa ideia vires de máscara" - Puta que a pariu!!!!!! Faltei apenas um dia e foi porque cheguei ao limite e cumpri tudo e ainda bem que o meu problema era a garganta porque acho que desta vez a tinha mandado para um sítio menos bonito e cuja a ausência de idas me levam a crer ser a causa de discurso e postura ressabiada.

O concerto de SIEMPRE ASÍ foi mais do que o esperado, diverti-me à grande e em grande. Foram 2h30 de pura adrenalina, parecia-me Sevilha e a sua cor especial. Gente aficionada que vive de mais que toiros. Dançaram sevilhanas no público e rumbas e terminou com o Salvé Rociera ao vivo, deixando os presentes com uma sensação sublime de leveza e paz de espírito. Valeu.

E para terminar com classe:

1- Os primeiros 6 meses do ano foram uma merda, nem se coloca o cliché de "desde que haja saúde", porque até essa ( e como novidade) esteve periclitante;

2- Os segundos 6 meses do ano não se pode dizer que tenham tido o seu inicio da melhor forma, nem com as melhores expectativas;

Moral: Após a tempestade vem a bonança. Temos de descer bem fundo para que a subida seja fabulástica e estupidificante.

2009 é o ano do Búfalo é certo e sabido que os acontecimentos que tenham lugar este ano tocam os extremos: ou muito bons ou muito maus. Não há meio termo. Também é o ano da limpeza e renascimento em que tudo (e todos) o que é mau sai da nossa vida e apenas fica o que a nós pertence e seja genuíno e puro. Aguardo expectante a colheita de uma sementeira suada e feita de sol a sol. O resultado sei que será o que desejo e os meus celeiros deixar-me-ão orgulhosa de um trabalho que nunca se revelou fácil ou simples.

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quarta-feira, 1 de julho de 2009


Concerto de Xutos e Pontapes no Montijo dia 4 de Julho.

O concerto é na zona ribeirinha, junto ao kaxaça. O concerto tem como finalidade a angariação de fundos para a criação de uma enfermaria na Escola Secundária Jorge Peixinho.


Bilhetes à venda no fórum Montijo e no Kaxaça (10 €)

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Colete Encarnado 2009



Ribatejo em Festa

Vale a pena ir, mesmo para quem não é aficionado é estrondoso fazer parte de um grande desfile de tradições.

Dia 4 de Julho é a grande noite de sardinha assada...pão e vinho.

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terça-feira, 30 de junho de 2009

SIEMPRE ASI

Espectáculo con los SIEMPRE ASI

Santarém recebe na Monumental Celestino Graça, dia 4 de Julho pelas 22 horas.
Eu vou!!!




"Si en la clara colaciones y en los rumores del habad,

si la gente ya se enciende y despues se vuelven apagar,

si amanece cada dia,

si hay momentos que valen toda una vida,

dime porque no lo vamos a intentar.

Te enviare un ramo de besos que hice con mi corazon,

y en cielo dormiremos entre nubes de algodon,

gritare a los cuatro vientos,

que eras tu la ilucion que llevaba dentro,

y veras como es posible nuestro amor."

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