quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Reflexão # 2

Quanto menos dinheiro tens mais contas te aparecem para pagar.
Os eletrodomésticos suicidam-se aos pares.

Lei de Murphy: tudo o que pode correr mal, corre, e na maior intensidade possível.

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Reflexão # 1

O pior da amnésia alcoólica ... é a própria amnésia.

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(Des)conversa 76

O meu afilhado com 5 anos.
 
ele - Tia, estamos à espera que mude a estação ou do Pai Natal?
Tia - (?!?) porque é que perguntas isso?
ele - Para saber quando acendemos lume.
 
 
dois dias depois vindo da escola e após mudança de horário:
 
 
ele - Tia! Já é muito de noite, acho que já mudámos a estação...
Tia - Não, ainda estamos no Outono, o que mudou foi a hora e é noite mais cedo
ele - hum ... então não podemos trazer o Pai Natal mais cedo e acender o lume?

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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Divagando ... 19

Há meses que apregoo a forte necessidade de um processo intenso de alteração de consciência. Finalmente obtive, e fiquei afónica. Exagerei em tudo o que havia para exagerar, consegui ficar amnésica, o que é novidade mas soube terrivelmente bem aniquilar o cabrão do superego.

Tortuosa é esta estadia, tortuosos são os caminhos, que apesar de abençoados me fazem sentir insuficiente e impotente, tivesse eu o "poder" e daria tudo para ver sorrisos e sentir felicidade.

Arrisco dizer que cada vez tenho mais entranhada a "doença" da moda, este sentir-me sozinha no meio da multidão, desfasada, e desligada de quem me rodeia, com quem me cruzo. Lembro-me sempre da frase "uma não pessoa num não lugar", e não sei resolver, não encontro a saída ou a entrada. Não gosto do estado social que me rodeia e a forma como me afecta a mim e aqueles de quem gosto. Esta impotência aniquila-me e o pior é que não sei como posso aliviar. E pagam-me para isso. Irónico.

Que baralhada para aqui vai - o meu estado anímico. Talvez seja desta que vá para a psicoterapia quiçá psiquiatria.

Dizem por ai que o consumo das "drogas do desespero" aumentou em relação ao consumo das drogas recreativas ... porque será?? (Alcool e droga: 4700 temem recair e http://cmtv.sapo.pt/detalhe.aspx?channelID=34F5E1B7-BABF-4C08-83FC-20AF9E097CDA&contentID=34C0FBEC-52C1-4C7C-9DBB-8FE2A77B9B1E)

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Continuo a gostar ...



Sinto que envelhecemos com estilo ... uns mais que outros ... enfim ...

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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Casa dos Segredos 1,2,3,4 ....

Finalmente percebi para que serve este tipo de entretenimento :
São estudos longitudinais que visam a Prevenção dos Comportamentos de Risco (?!?)
Não??

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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Perguntas sem respostas

De quando em vez é necessário repensar-nos, (tentar) perceber se o que estabelecemos como objectivos  se mantém, e se não, o que fazer? Como fazer?

Cada vez mais perdida neste labirinto interminável, a que teimam chamar vida, cada vez mais longe do fio de ariana, e cada vez com maiores sentimentos de impotência. Não será esta uma grande aprendizagem. Com certeza que sim. Quando pensamos em causa-efeito ou causa- consequências, a percepção dita os princípios ou os fins, a capacidade de sentir a destruição ou a construção. As emoções predominantes, por ora, discordantes de objectivos estabelecidos. É uma fase, duradoura e dolorosa, que se assemelha a uma permanência, involuntária, sem portas ou janelas. Um sentimento de escolhas erradas feitas na inocência de certezas absolutas, à luz do momento. O momento agora é outro, a pessoa é outra e as circunstâncias são outras. Mais conhecimento nem sempre é benéfico, aumenta a racionalização, diminuindo o pragmatismo, pelo medo gerado ... se ...e se ... pensamento contra-factual: complicar o "descomplicado".

Errar é humano, leva à procura, à necessidade de acertar, gera aprendizagem e (supostamente) raciocínio critico. Então e quando se erra uma vida inteira? Quando se olha para trás e se percebe que não houve um passo acertado? As escolhas realizadas, os caminhos escolhidos, não nos levaram onde pretendíamos. As consequências não antevistas  são agora lugar comum de uma existência à deriva, e a solução não vem nos livros, nem em nenhum curso, pelo menos num reconhecido e validado. 

Poderei perguntar-te o que pretendias alcançar e sei que me responderás que buscavas liberdade e autonomia, uma independência geradora de bem estar e com perspectivas de futuro, não foi o que alcançaste: Eu sei e tu sabes. Como resolves. Sei que não sabes e não te posso ajudar , quando eu própria ando à deriva dentro de mim. e deambulo, qual zombie, dentro da minha própria vida. Também eu me sinto impotente, também eu não tenho soluções ou saídas, nem mais nem menos airosas, simplesmente estou oca. 

Saber ser, saber fazer, e saber estar .... dúvidas e mais dúvidas e ainda mais dúvidas ... não te posso ajudar. repito: excesso de conhecimento acrescenta mais porquês, que respostas, tolda o insight, a intuição ... se sentes que erraste, provavelmente tens razão.


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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A imperfeição da perfeição

As constantes mensagens subliminares de perfeição, a necessidade constante de ser mais e melhor, e a insatisfação que advêm de expectativas goradas. Queremos ser magros e ter um corpo perfeito nem que para isso seja necessário passar fome ou tornar-mo-nos adictos do ginásio, e quando não resulta tentam-se as várias dietas milagrosas, os cosméticos e em ultimo recurso as operações plásticas. tudo justificado, tudo em prole de uma suposta perfeição que nos trará a admiração do outro, o bem estar desejado e a felicidade sonhada. Ser feliz, é o que buscamos, ainda há pouco tempo a felicidade era ter as melhores férias, de preferência num qualquer país de mar e sol, ter o melhor emprego, o melhor ordenado, o melhor carro, a melhor casa, o marido mais bonito, bem sucedido, uma mistura entre a beleza metrossexual e a pseudosegurança do homem latino, todos queremos ter os filhos mais bonitos, mais espertos, mais hiperactivos, mais sobredotados, os amigos mais destacados socialmente, no fundo a busca insaciável de sermos perfeitos. 
Quanta disfuncionalidade existe na busca da perfeição, e de cada vez que pensamos estar mais perto, algo surge que nos atrasa ou lembra que ainda temos de ser um pouco mais, tentar um pouco mais, fazer um pouco mais, e assim se alimenta esse monstro da eterna insatisfação.

Longe de nós sermos racistas, xenófobos, invejosos  ou ter sentimentos mais mesquinhos mas condenem-se os fumadores, os gordos, os feios, os heroinomanos, os mentalmente diminuídos, e todos aqueles que nos lembrem como não somos perfeitos. Arranjam-se desculpas perfeitas que nos distinguem dos demais, da sua pequenez, contribuindo, assim para a nossa perfeição: gostamos de comer mas passamos a sofrer de bulimia, odiamos ginásio mas tomamos uns quaisquer esteróides e/ou anfetaminas, naturais  claro está, que tem um efeito milagroso a esculpir o nosso corpo perfeito, e assim nasce a vigorexia. Não suportamos os adictos, fumadores, alcoólicos, jogadores - a imperfeição, a tacanhez - por isso bebemos whisky envelhecido em cascas de carvalho e metemos linhas de coca ou fumamos cohibas, o que nos distingue e dá um lugarzinho entre os distintos, entre aqueles que tem vidas perfeitas, são ricos, com mulheres lindas, filhos fantásticos, quadros superiores de uma qualquer multinacional mas que na sua perfeição necessitam  de um escape, seja alcançar uma sensação de suposta normalidade nos braços de uma ou um alguém, menos perfeito, seja abandonarem-se num copo do melhor e mais caro nectar de baco, seja através de antidepressivos, benzodiazepinas ou estabilizadores do humor. 
Curiosamente "a perfeição" assemelha-se muito a um qualquer artigo de uma qualquer revista cor de rosa ... a formatação do ser e do ter?

Consciente ou inconsciente, sentimos ou somos impelidos a sentir que a perfeição é a felicidade, quanto mais a procuramos mais insatisfeitos nos sentimos, mais desfasados e disfuncionais, até que surge uma nova moda que "vende" a ideia de perfeição, e ai vamos nós - é aquele carro, aquele cão, aquele emprego, aquela mulher ou homem, aquela viagem, uma abdominoplastia ou um lifting, um Richebourg Grand Cru acompanhado de 5J,  finalizado com Dalmore Trinitas 64 e Cohiba Behike, isto sim é a perfeição mas porque será que no fim do dia falta qualquer coisa, assim uma qualquer coisa que não sei bem o que será ... qualquer coisa perfeita, que me proporcione uma sensação de êxtase e plena felicidade.

O problema da perfeição, é que lhe falta sempre qualquer coisa para ser perfeita, e enquanto corremos atrás da nossa perfeição, seja ela aquilo que for e na forma que for, vamo-nos sentindo insatisfeitos, incompletos, arrisco: imperfeitos. 
Talvez a perfeição seja como a felicidade: momentos significativos que nos proporcionam bem estar, e quando se tornam diários, tornam-se rotineiros e garantidos, deixando de libertar, na mesma quantidade, as hormonas da felicidade ... talvez.

e amanhã recomeça a procura.

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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A minha "grandiosa" turma de 10º ano

Quando entrei no 10º ano, tive uma turma espectacular éramos 40, e no início era brutal termos aulas: alunos a achar o máximo, professores a passarem-se da cabeça. Já não ouvia tanta gritaria em sala de aula desde a primária. Que dizer: adolescente, nova, inconsciente, impulsiva e a mudar-me para uma escola nova, numa terra nova. Nada melhor que uma turma gigante  para nos integrarmos.A minha era fantástica, com aluno chegados do 9º ano e muitos repetentes. Tive colegas que foram cumprir o serviço militar e ainda chegaram a tempo de completar o ano. Talvez seja pertinente referir que a minha turma era da área de saúde, o que como toda a gente sabe é composta por disciplinas como matemática, química, biologia ... coisas fáceis de apanhar com uma sala apinhada de gente, o que o meus setôres de matemática e biologia resolviam mandando-nos ir "apanhar ar" durante 2h. Aliviavam a sala, mantinham os bons, e os médios e medíocres passaram a ser maus e deploráveis nas respectivas disciplinas. Como adolescente, foi um ano incrível, pelo menos o inicio, em que havia três pessoas por carteira e alguns sentados no chão, como calculam o ambiente era de festa permanente e os "nerds" estavam abafados, por mais que se queixassem, quem os ouvia no meio de tanta algazarra. Alguns "setôres" entraram de baixa, como a prof. Lídia, de Português, que eu até curtia, outros passaram de bestiais a bestas pois para conseguirem trabalhar tiveram de se transformar.
Algures durante o 1º período, alguém decidiu que era incomportável dar aulas assim, e passamos a ter 2 turnos às disciplinas de base, nas outras mantínhamo-nos juntos, tirou alguma diversão mas não toda ... ainda éramos muitos na maioria das disciplinas. Não imaginam a selvajaria que pode existir neste contexto, e como acabamos "protegidos" pelo "quem é que foi? Não foi ninguém"
Apesar das amizades que fiz, da loucura que era, hoje, a esta distância, percebo o que correu mal, pois no fim do ano lectivo passaram 5 alunos, os outros ou chumbaram ou ficaram a "fazer disciplinas" - fiquei a fazer disciplinas, e até chegar à faculdade nunca mais percebi um "boi" de matemática.

Hoje ouvi na rádio que existem turmas de secundário com 35 alunos, automaticamente, lembrei-me do meu 10º ano, de como as coisas decorreram, da rabaldaria, e hoje, a esta distância, do ano em que não aprendi nada mas convivi muito. 

Gostava que os génios que tem estas ideias as testassem eles próprios no terreno, que dessem o seu exemplo de como se gere e trabalha durante um ano lectivo com 35 adolescentes numa sala de aula, e o dar aulas na faculdade não conta como exemplo, pois tive a experiência de ambos, enquanto aluna, e não se compara um auditório com 200 pessoas na faculdade a uma sala com 35 no básico ou secundário.
Senhores dirigentes experimentem vir ao terreno, a determinadas escolas deste país e depois dêem-nos o VOSSO testemunho de como é ter 35 alunos em sala de aula, este vosso trabalho seria de suma importância, dado que não estão no secundário apenas aqueles que escolheram fazê-lo mas sim todos: é obrigatório, lembram-se?

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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Cliché ... às vezes não resta mais nada

Não falas porque sabes que não querem ouvir. Estar torna-se doloroso quando o olhar está vazio e nada há a partilhar. Acordas, lavas-te, comes, vestes- te e sais, apenas porque sim, porque um dia te ensinaram que era assim que se fazia ou pelo menos que deveria ser assim. Todos os dias são um bocadinho mais difíceis que o anterior, apesar de os dias estarem mais fáceis. Contra-senso.  Sinto que agora percebes porque desistem, como se chega ao limite e como se sabe que se está lá. Sinto a tua tristeza e não te posso ajudar mais. Dou-te uns clichés e "sabes que amanhã será melhor, nem sempre em baixo, nem sempre em ... baixo".
Sei que parece derrotista, sei que o sentimento é de finitude e impotência, sei que não sabes como ai chegaste, nem como sair, e dou-te outro cliché "porque tens de ter paciência, tens de ter calma porque Roma e Pavia não se fizeram num dia".
Também sei o quanto estas frases feitas te massacram mas que queres? Por ora, nada nem ninguém te pode dizer ou fazer diferente. És de Fé e guias-te pela mesma, parecendo cliché, sei, também, que é motor para continuares e sei também que ninguém está a descer para sempre, é uma fase, apenas isso: uma fase. Por mais interminável que pareça. Seja.
Será que sei?
Não sei mas quero Acreditar. Acredito.

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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Eis ...

... que as boas noticias não param de invadir a minha vida.

A este ritmo começa a ser difícil manter o gado organizado.

Xanax, Sedoxil? 
Alguém sabe onde fica o precipício mais próximo?

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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Nota:

A auto-estima, auto-conceito e motivação são directamente proporcionais ao cansaço que sentes.

No último mês sinto que envelheci 100 anos ... o físico concorda e a mente não se fica atrás.

A finitude   é demencial: perdes faculdades, capacidades, emoções, a fé, e a esperança - amanhã é apenas mais um dia igual ao de ontem, antes de ontem, e depois de amanhã.


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Descobres que crescemos ...

... quando mudas de lugar para ver as largadas e ... encontras todos os outros.

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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

L.K. porque é que pagas tv cabo?

Porque os 15 minutos de publicidade dos canais nacionais não te chegavam e precisas de pagar para ver mais publicidade.

Porque o aumento de publicidade nos canais pagos permitem-te ter tempo para tomar banho, lavar louça, ...

Porque o aumento exponencial de publicidade no meio das séries provoca a ilusão de que elas são maiores do que na realidade são 

ou

 porque é uma forma de exercitares a memória de trabalho, pois tens o exercício de tentar lembrar o que estavas a ver antes da publicidade (e sequentemente  do zapping).

Porque assim as operadoras recebem a dobrar: dos gajos que pagam para fazer publicidade e dos otários (eu) que pagam para a ver.

 Já agora, isto é permitido??

Será a publicidade uma forma de distracção para não percebermos que não sabem ler ou contar?? Será que já alguém lhes disse que passarem 5 episódios seguidos de uma série podia ser interessante - se eles fossem realmente "seguidos" - tipo 1,2, 3 ,4, 5 da mesma temporada, preferencialmente. Será este um novo exercício de memoria do trabalho???? Uma espécie de puzzle, em que todas as semanas se tenta ligar a história a um dos episódios anteriores???


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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Um dia ...

Com o coração preso na garganta contemplava o exterior na vã esperança que os primeiros raios de sol da madrugada derretessem o gelo que lhe solidificava a alma. Olhava a sua pele escura queimada pela violência dos dias, nela descansam cicatrizes tão profundas que formam sulcos, podia apontar cada uma e descrever a profundidade da mesma. Já não importa de onde vieram as cicatrizes, ninguém lembra como fora antes, ninguém estranha o manto que a cobre - apenas ela que não consegue render-se. Apesar dos dias frios de alma, segura-se à vida acreditando nos campos floridos e na chegada da primavera - talvez amanhã o sol me aqueça, talvez hoje derreta a alma, e de si brotem lágrimas salgadas que lembrem a infinitude do mar, a sua calma e agitação, a sua personalidade vincada que impõe respeito mas também paz.  Os espelhos da alma, outrora vividos e fontes de luz caíram , partindo-se em mil estilhaços. O verde outrora vibrante deu lugar a uns eternos óculos de sol que permitem ocultar o vazio reinante. Perdeste quem um dia foste, perdeste pedacinho a pedacinho, e não soubeste apanhá-los, guardá-los hermeticamente para que não definhassem. Poderás reimplantar a alma?
A Fé não se explica, sente-se, é um Acreditar tão profundo como as entranhas da humanidade, é contemplares a chegada da madrugada e acreditares que a cada novo despertar a alma vai aquecendo, e o coração ganha cor. Um dia recuperas o verde dos teus olhos, um dia o coração volta a bater no peito, um dia a alma será candeia que (te) alumia ... um dia, Acredita em mim, um dia a solidão é companhia, o negro luz e a noite dia.

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domingo, 28 de julho de 2013

roller coaster

A vida não é a preto e branco, dizem por ai, que são imensos os tons intermédios, e que nem sempre estamos no antracite, que existem até momentos em que estamos envolvidos no arco íris, tal o brilho da paleta de cores que nos envolve. Dizem que a vida tem um propósito: o da própria vida, que às vezes estamos em sintonia com o mesmo outras nem por isso. Parece que é nas "nem por isso" que nos magoamos, que sofremos, aprendemos e crescemos. Parece que é nessas alturas que percebemos um sem número de coisas acerca de nós próprios, e dos outros. Sinceramente sinto que chega a uma altura que as feridas se abrem com maior rapidez do que a velocidade de cicatrização consegue acompanhar, parece que estamos num "looping" permanente, que vai desgastando quem um dia fomos ou pensámos que éramos, vamos perdendo muito de nós, sem darmos por isso funcionamos em autómato, tentando chegar ao dia de amanhã o melhor que conseguimos. Nestas alturas em que deambulamos num "looping" infinito, em que os períodos que vivemos de pernas para o ar, virados do avesso, se superiorizam a tudo o resto, começamos a pensar recorrentemente: "até quando aguentarei ser o dependurado?" - e é nestas alturas que sentimos que afinal a vida sempre é a preto e branco, e qual sociograma onde alguém nos posicionou, esqueceram-se de nós no negrume ou será o nosso olhar automatizado que já não consegue ver para além do lugar sombrio em que se encontra. Será este o poder do agora? Sem passado, presente ou futuro? Apenas hora a hora, minuto a minuto, segundo a segundo, no entanto, com a consciência de que só temos a agradecer, que apesar dos apesares mantemos a Fé e um Acreditar que reside na alma, alimentando-a e forçando-a a não se esquecer de quem somos verdadeiramente, e talvez, apenas talvez seja essa réstia de luz que tenuemente teima em brilhar, que nos guie no meio da escuridão, lembrando-nos que tudo leva o seu tempo, e que no fim do dia a força és tu.

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Slow Time Love


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quarta-feira, 26 de junho de 2013

L.K. porque é que pagas tv cabo?

porque o TDT nunca funcionou como deve ser nesta zona do País (que o diga a minha vizinha que após 4 antenas à volta da casa teve de desistir, porque se aborreceu de ver tiras pretas com som)

e

Porque adoras a RTP memória, a FOX memória, o AXN memória, Odisseia memória, National Geografhic memória, e até o Panda memória.

ou

porque adoras chegar à 8ª temporada de uma qualquer série, e a seguir relembrar a partir da 1ª temporada, antes de ver a 9ª temporada.

ou

porque as férias estão a chegar e finalmente tens tempo para ver tudo o que deu no resto do ano.

ou

pelo dinheiro que se paga de TV cabo, mesmo com o pacote mais baixo, devemos rentabilizar ao máximo, e isso faz-se repetindo à exaustão a mesma programação.

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segunda-feira, 24 de junho de 2013

A vida num prato...

Cá estamos, uns dias melhores, outros piores e a maioria assim-assim. Devo andar deprimida ou a à beira de uma depressão pois só me apetece comer desalmadamente, fase esta em que ando para "o fazer e para o comer", Já me aborrece um bocado que a televisão ande invadida de programas de culinária, se houve uma fase em que eram os bolos xpto, agora todos são chef's, e acreditam (ou querem fazer-nos acreditar) que é o futuro da humanidade em termos laborais. Eu também acreditaria nisso se a humanidade não andasse a passar fome de todas as maneiras possíveis e imaginárias, e às vezes o mais gourmet que se deseja é apenas um bocado de pão com manteiga ou um caldo para calafetar o estômago, dito isto, regresso à minha "depressão" e à vontade súbita e incontrolável de fazer comida e de a comer, claro está.
A comida não devia fazer tão mal como faz, não devia engordar mas sim dar-nos prazer, a fazer e a comer. A comida une pessoas, expressa bem estar, divertimento e vontade de partilha. Vê-se a hospitalidade de um país (de uma casa) pela mesa posta ... no meu Alentejo, pão,queijo, azeitonas, enchidos e vinho sobre a mesa, haverá maior bem estar?
Que querem gosto de comer e às vezes também de o fazer.
Não sou cozinheira digna de Masterchef ou de qualquer cozinha que se preze, e isto inclui o fazer as refeições rotinadas da semana, aborrece-me de morte e desmotivo passando a comer toda a semana a mesma coisa só para não me chatear mas ... quando estou nestas fases de experimentação, até enjoo, faço comida e mais comida e tudo é um "campo de testes", de seguida convido amigos como cobaias e fico super contente de a "olhómetro" ser comestível.
Assim foi, este fim de semana, não sai de casa no sábado só a inventar e a saber-me bem para caraças, sou cozinheira de bem -estar e não de formalismos, gosto de abrir uma garrafinha e ir bebendo enquanto "crio" - podia ir à net sacar receitas mas não era a mesma coisa falta-lhe a magia dos sentidos - e fumo uns cigarros e sujo louça a rodos e ouço música estrondosamente alta , e foda-se, que me sinto tranquila, arrisco - feliz.
Depois de comermos que nem alarves e de me regozijar com o fabulástico dos meus cozinhados, bem regadinhos a tinto, fiz uma noite de jogos, e diverti-me como à muito não me lembro - a burrice ou a constatação da mesma é hilariante. As cobaias não ficaram envenenadas e repetiram - parece-me que também vou repetir.
Bolas! Estou mesmo a ficar crescida ou será que foi a humidade deste inverno prolongado que me encolheu a roupa?
A última hipótese parece-me mais plausível, sem dúvida :D

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quinta-feira, 20 de junho de 2013

(Des)conversa 75

Eu - Bom dia. Ainda têm alguma coisa para almoçar?
Srª - Lamento mas já não temos praticamente nada ... olhe ainda há carne assada e posso fazer-lhe uma sandes, não é grande almoço mas já é qualquer coisa.
Eu - Obrigada, agradeço-lhe a disponibilidade, peço-lhe que não ponha tomate apenas alface, e dê-me também um compal de manga, sff.

Uma colega ao meu lado:

Ela - Eu também quero almoçar. Dê-me duas folhas de alface com duas rodelas de tomate e vinagre, sff.
Srª - É só isso que vai almoçar professora? É pouco.
Ela - Pouco? É mais do que suficiente não quero ficar uma gorda balofa.

Ao nosso lado chegou, entretanto, um aluno:

Aluno - Professora ainda dá tempo para comer antes da aula?
Ela - Mas o menino não comeu já?
Aluno - Comi uma sandes e bebi um sumo mas ainda 'tou com fome. Acho que tenho de comer mais alguma coisa ... a Professora só vai almoçar essas folhinhas?
Ela - É mais do que suficiente para um almoço. Deixe-me adivinhar: vai comer um trinitá carregadinho de chocolate?

Srª - Diga lá o que quer?
Aluno - Quero um trinitá, sff. Pode aquecer?

Ela - Veja lá se não adivinhei, só comem coisas gordurosas, carregadinhas de acúcar, não hão-de estar obesos, e gordurosos.


e assim com comentários de merda se ataca a auto-estima e auto conceito dos miúdos ... e graúdos mais influenciáveis  ...  a modelagem é fodida ... ataquei a sandocha de carne assada e ainda morfei um trinitá carregadinho de chocolate, açúcar, gorduroso e com muito colesterol, a conversa da colega abriu-me o apetite e a gulodice.

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