segunda-feira, 13 de maio de 2013

Uma história ...

Não significaste para mim. Signifiquei para ti.
Significaste para mim. Signifiquei para ti.
Significaste para mim. Não signifiquei para ti. 

e assim se evolui.



o (meu) mundo pára ... sempre as palavras certas para os momentos certos (suspiro)

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Cais e levantas-te!


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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Tenho a dizer-te:

Tens tudo o que é preciso para ter dignidade: Saúde, casa, comida, roupa lavada, carro, e trabalho. O maior cego é aquele que não quer ver, abre os olhos e vê o quão afortunada és, tens o que precisas e não o que querias. As expectativas são demasiado elevadas, perfeccionista, obstinada, perseverante, obsessiva, fantasiosa e idealista - sonhadora.
99,9% do que te acontece é responsabilidade tua, são as tuas escolhas, as tuas crenças, as tuas consequências, só tens o que mereces, seja isso o que for. Se algum dia pensaste ser talhada para algo diferente, tira isso da ideia, és o que és e não o que sonhaste ser. Em verdade te digo que essa merda do pensamento positivo, de visualizar os objectivos como estratégia para os alcançar, é apenas isso mesmo: uma merda. Chama-se sonhar acordada, fantasiar, fabular, o que quiseres, desde que te lembres que é uma treta. Já pensaste que este é o teu melhor? Já pensaste que este é o expoente máximo da tua vida? Como te atreves a sentir que estás no limite, que vives na escuridão, e os sentimentos são trevas, isto pode ser o melhor que terás, aprende a lidar com isso. Não esperes nada, vive tudo, dá-te a ti mesma, sê quem és, o que és e o que tens - porque essa é a tua vida, és tu - aproveita (te).
Minha cara amiga se não aconteceu é porque não foste inteligente o suficiente para que acontecesse ou porque não tens capacidades/ qualidades para o receber ou até porque (arrisco) o Universo não te considera digna, seja lá pelo que for, garanto-te: nunca vais saber, perceber ou entender, portanto, pára de o tentar fazer. 
Existe. Deixa-te ir, seja onde e como for, abandona-te.

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"All ends with beginnings"


"Like the legend of the phoenix
All ends with beginnings
What keeps the planet spinning
The force of the beginning


(Prechorus)
We've come too far to give up who we are
So let's raise the bar and our cups to the stars


(Chorus)
She's up all night 'til the sun
I'm up all night to get some
She's up all night for good fun
I'm up all night to get lucky
We're up all night 'til the sun
We're up all night to get some
We're up all night for good fun
We're up all night to get lucky

We're up all night to get lucky (x4)

(Verse 2)
The present has no limit
Your gift keeps on giving
What is this I'm feeling?
If you wanna leave I'm ready (ahh)



(Prechorus)
We've come too far to give up who we are
So let's raise the bar and our cups to the stars

(Chorus)
She's up all night 'til the sun
I'm up all night to get some
She's up all night for good fun
I'm up all night to get lucky
We're up all night 'til the sun
We're up all night to get some
We're up all night for good fun
We're up all night to get lucky

We're up all night to get lucky (x4)

(Bridge)
We're up all night to get lucky (repeated throughout)

(Prechorus)
We've come too far to give up who we are
So let's raise the bar and our cups to the stars

(Chorus)
She's up all night 'til the sun
I'm up all night to get some
She's up all night for good fun
I'm up all night to get lucky
We're up all night 'til the sun
We're up all night to get some
We're up all night for good fun
We're up all night to get lucky

We're up all night to get lucky (x8)
"

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Coisas que não entendo ...

Andamos tão sedentos de novidades que toda a merda serve para noticia de primeira página?
Hoje é o exame de matemática de 4º ano. Na terca-feira foi o exame de português de 4º ano.
 
- 07 Junho 2013 terminam as aulas para o 6º e 9º ano;
- 14 de Junho terminam as aulas para o 5º, 7º e 8º ano;
 
- 17 Junho 2013 
 exame português para 6º e 9º ano
- 20 Junho 2013
 exame matemática 6º e 9º ano
 
 
e então, qual é a grande novidade? É a primeira vez que estas coisas acontecem? Porquê de tanto burburinho e empolamento nos média?
Que se fale mas sem o dramatismo.
 
Desde que nasci que ouço falar do exame da "4ª classe", presumo que já existiu, que houve pessoas que foram avaliadas no fim deste ciclo. É verdade que não o fiz mas também é verdade que apanhei todas as reformas do ensino e não fiquei mais parva ou mais traumatizada por isso. Aliás que tudo na minha vida me traumatiza-se como as reformas do sistema educativo, dito isto, lembro que a minha geração "inaugurou" as provas globais de 9º ano, e também foi contemplada com o "nascimento" de mais umas quantas disciplinas de secundário (das 3/4 disciplinas pré existentes já só ouvi falar), técnicas laboratoriais de biologia, de quimica, técnicas de tradução de inglês e mais umas quantas merdas que não me foram relevantes, eu não conhecia o contrário, logo esta foi a minha realidade, se era melhor ou pior, não faço ideia mas posso fantasiar e idealizar. Tal como nunca vi uma PGA ou fiz, já não existia para quê pensar no que tinha sido e não no que era, e novamente fomos contemplados com exames nacionais de 12º ano - outra novidade - mas também esta foi a minha realidade, a anterior conheço de "histórias". 
 
Os de 9º ano, sinceramente, não percebi na altura para que serviam e não percebo hoje, não passaram de mais um teste de fim de período - reconheço que na altura não tinha a maturidade suficiente para lhes dar importância, nem sequer me preocupei muito, porque era boa aluna naquilo que era, e terrivel a matemática - isso não ia mudar só por causa de uma prova global. Os de 12º ano foram diferentes, tinha outros quereres, objectivos, foram um "cheirinho" da organização necessária para as frequências e exames na faculdade - acho eu - houve quem nunca tivesse essa predisposição organizacional e terminasse as licenciaturas e quem a tivesse e não quisesse ir além do 12º ano.
 
O sistema educativo está em permanente mudança ou é o suposto, se é melhor ou pior nem sei, talvez acompanhe as mudanças sociais e das gentes, agora presumir que os miúdos de 4º ano são uns inválidos e ficam traumatizados (?!?) por uma prova de avaliação, sugere tacanhez e desresponsabilização, não os façam menos do que aquilo que são. Não ataquem a escola, desvalorizando as suas competências, não sustentem ataques aos professores, e outros agentes da comunidade educativa, assumindo-os como inimigos e desvalorizando-os nas competências pessoais e sociais, porque a escola deverá ser um aliado nos processos de educação e formação. Os professores não são donos da verdade e da razão mas os alunos também não, e só o facto de os pais desvalorizarem a função dos exames e dos professores já é um mau principio, um reforço unilateral e transmissão de valores erróneos. Mais tarde eles vão precisar de ter essas competências, vão ter de "engolir sapos" e ter os recursos internos para lidarem com a frustração, para reconhecerem a autoridade, as hierarquias, os limites, e adiarem a gratificação, sem sentirem os contratempos como ataques pessoais. Um educador é aquele que ensina a pescar, não o que dá o peixe, ou seja, os exames também são ferramentas, será talvez a primeira situação de pressão, de responsabilização e responsabilidade, uma aprendizagem para o futuro, não um "bicho de 7 cabeças e ai coitadinhos dos meninos, que é muita pressão"
 
Não queria opinar sobre esta questão dos exames mas hoje cheguei à escola e pensei que tinha havido um acidente dada a multidão à porta da escola,carros atravessados, trânsito parado, o esbracejar, os "Ai meu Deus", as lágrimas e ansiedade dos encarregados de educação (não sei se todos eram pais). Isto irritou-me solenemente porque os professores não tinham lugar para estacionar (não sou professora) , nem conseguiam entrar na escola apesar do "com licença, desculpe, obrigado" - senti os comportamentos e o exacerbar das emoções desfasados da situação real.
 
Mas isto sou apenas eu e não factos históricos, não houve grupo de controlo e grupo de estudo, não é uma generalização, apenas a minha realidade. Acredito que em outras escolas foi tudo ordeiro e sem ansiedades e frustrações, e os "ai coitadinhos que são tão pequeninos".

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quinta-feira, 9 de maio de 2013

You Got a Message ...

"Podes sempre escolher, rezar para que seja o (mais) acertado, perceber que erraste, e voltar a escolher, na esperança de acertar. Sabes que todos temos a opção de olhar para o espelho ou para a janela. A maioria escolhe a janela - é mais fácil - tu nunca a viste - focada no espelho. Narciso mirou-se e contemplou-se até perecer, digo-te: olha para a janela, contempla a imagem, perde-te na paisagem, ignora-te e mima-te.
Nessa estrada infinita, não antecipes as encruzilhadas, evita racionalizar - segue a tua intuição e talvez o resultado seja diferente, pára, olha e vê, principalmente vê. Falas muito e demais, experimenta estar calada ou procura ajuda, quando falas de ti e da tua vida, sinto queixume e auto-comiseração, noutras alturas roças a falsa modéstia. Entendo-te: num espectáculo a solo pouco resta. Atreves-te a pensar (antes de assumir) que os afectos fazem falta? Desafio-te a assumir que o medo supera o querer - eis a diferença entre querer e ter vontade - ausência de concretização. Informo-te que o mundo continua a girar, mesmo que morras, poderá lentificar-se e dar-te um luto mas recupera o seu ritmo, antes de desceres à terra. Olho-te e não sei que pessoa és: uns dias leão, outros antílope. Sabes quem és? Ou o que és? É esse o teu verdadeiro ser?
Digo-te: não és o centro do teu ser, esqueces-te de ser "sabiamente egoísta" e a estagnação lembra águas paradas - contaminadas e putrefactas. 
Não te lamento, não tenho compaixão ou complacência - aceita (te) e segue em frente, se não conseguires, aguenta-te: Pára, escuta e olha - já agora experimenta sentir, também!"

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domingo, 5 de maio de 2013

Disseram-me:

"Quando tu não queres mais ninguém quer mas quando tu queres toda a gente quer."

"Nem toda a gente que se ri contigo é tua amiga, muitos riem-se contigo mas apenas querem saber como te ultrapassar, como ser como tu e ficar com o teu lugar."

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Resumo:

Eis que passei mais um aniversário incólume.
Agarro sempre uma mosca imediatamente antes, que não me consigo aturar, nem aturar ninguém - apetece-me fazer como a avestruz e enterrar a cabeça na areia até passar. A cada ano o humor depressivo intensifica-se: olhar para trás e apenas sentir vazio, só dá mais vazio. Sentir que nunca parei mas nunca acertei. Tentar perceber o que faço de errado e transformar, tentar compreender onde estão as falhas e emendar-me: a racionalização é inconclusiva e o emocional uma merda porque turva o pensamento.
Sentir-me contra corrente, ver as margens ao longe e perceber que os carneiros que nos rodeiam escondem pele de lobo - que cansativo lidar com a arrogância e a insegurança.
Concluir que se a estagnação tivesse uma imagem seria a minha. Finalizando, com o autismo, de Acreditar que o amanhã vai ser melhor, que o que foi não volta a ser - não passamos pela mesma coisa duas vezes ... talvez similar - que a aprendizagem tenha sido feita. 
As coisas são o que são e não o que queríamos ou gostaríamos - apenas o que são. Esforço-me por me adaptar - ainda não consegui - o tempo ajuda à pacificação, ficará mais fácil. Acredito.

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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Abril Mês de Mim...






"When you try your best, but you don't succeed
When you get what you want, but not what you need
When you feel so tired, but you can't sleep
Stuck in reverse

And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone, but it goes to waste
Could it be worse?

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix me
And high up above or down below
When you're too in love to let it go
But if you never try you'll never know
Just what you're worth

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix me

Tears stream down your face
When you lose something you cannot replace
Tears stream down your face
And I...

Tears stream down your face
I promise you I will learn from my mistakes
Tears stream down your face
And I...

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix me"

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terça-feira, 23 de abril de 2013

Coisas ...

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades ou as prioridades. Compreendia que haja um processo natural de evolução, que no decorrer desse mesmo processo, haja um sentimento de insatisfação: não existem pessoas perfeitas ou vidas perfeitas. A perfeição é somente a expectativa criada. Dizem por aí que não existem impossíveis e o sonho comanda  a vida.
Nem sempre a conjuntura é favorável à crença, e sozinhos é complicado carregar o mundo nas costas. Ela sabia-o. Só não sabia que a jornada se fazia em caminhos rudes, ingremes e pavimentados a cascalho. Ensinaram-lhe que é feio pedir ajuda, que caminhamos uma linha ténue, entre pedir ajuda e vitimização. É feio falarmos sobre fraquezas, porque confronta os outros com as suas próprias fraquezas: se te calares, se fingires que nada se passa, a determinada altura verás que é verdade - mentira de Freud - verás que os problemas se desvanecem, as resoluções aparecem, e no fim do dia: não foi nada.
Não devemos incomodar os outros com a pequenez e singeleza das nossas dores - comparativamente é um nada que os enfada, para o qual não têm resposta ou resolução, e os afasta um bocadinho mais - a realidade é demasiado real."

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segunda-feira, 22 de abril de 2013

As SS atacam (me) outra vez!

Eis que as boas noticias continuam a chegar em catadupa a Segurança Social há meses que não faz mais nada senão pensar em mim, quais SS persecutórias, a lamentar "erros de actualização do sistema" e a foderem-me com mais 200€ - chamam-lhe actualizações de 2009 devido a um atraso de actualização do sistema (?!?) - really!?!

Contra factos não há argumentos, tenha pago ou não tenha pago, tenho de pagar ou perco os benefícios (quais?).

Suspiro - o limite corre para mim e tou colada ao chão - suspiro - farta de merda e merdas!

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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Sentimentos? Qu'horror!

É proibido sentir, seja o que for, excepto dor física, essa fica bem, e se houver sangue ou "evidências" ainda fica melhor. Se me irrita aquela cena tipicamente americana de por tudo e por nada andarem de abraços e "i love you" abaixo e acima, também me chateia esta cena tipicamente portuguesa do "estás assim por quê?".

Porque é que não podemos sentir?

É feio termos pena de nós próprios, impróprio demonstrar tristeza ou sentirmos desespero, insegurança, quiçá raiva. Bonito é andarmos todos contentes e de cara  alegre mesmo quando a vidinha vai de pantanas e o rolo está tão emaranhado, que não se acha a ponta ... e quando se acha parte de seguida.

Não devemos auto elogiar-nos, proferir as nossas qualidades ou expressar o nosso contentamento face ao êxito, dizem que é falta de humildade, gozam a nossa falsa modéstia, e postura de auto-confiança e segurança, é muitas vezes, sentida como um ataque aos outros, uma racha na sua auto-estima, põe a descoberto as suas inseguranças, e fá-los pôr as garras de fora, em ataques cerrados de mesquinhez, e vulgaridade. Cansa-me a desvalorização do outro, do que ele sente, por outro lado compreendo que é essa desvalorização que mantém psicólogos e psiquiatras no activo. Aceito.

De quando em vez, gosto de me entreter e perguntar a miúdos e graúdos, que me digam duas das suas qualidades e dois dos seus defeitos, curiosamente, os defeitos saem disparados e as qualidades custam a aparecer. Devemos ser humildes, desvalorizar-nos, enquanto mecanismo defensivo de inveja alheia. Essa merda irrita-me, as palavras de senso comum face ao sofrimento alheio: "deixa lá podia ser pior", "isso passa manhã já te esqueces-te", "melhores dias viram" - compreendo o intuito mas deixem-me estar na merda em paz. Deixem-me ter pena de mim própria, sentir a tristeza que tenho e expressá-la, deixem-me chorar, deixem-me não sorrir, e apresentar um discurso monocórdico, fatalista, desesperançoso  ou desesperado. Não devíamos ser forçados a chorar pelos cantos, a esconder-nos em sorrisos hipócritas, que de sorrisos apenas tem os dentes. Há dias melhores e dias piores, há fases in e fases out, há momentos de puro prazer e de puro desprazer, as rosas também tem espinhos, não deixa de ser mais ou menos rosa por isso, integra-a e completa-a.

Porque é que temos de ser todos fortes, de estado anímico ensolarado, sorriso fácil e palavra ágil, quando a verdade se encerra em lágrimas contidas, tristeza abafada e palavras duras. Deixem-me estar zangada, deixem-me sentir mal, a pior pessoa do mundo, a mais infeliz, a mais feia, a mais incompreendida e  só. Deixem-me sentir o que sinto e não o que querem que eu sinta porque o meu verdadeiro estar vos incomoda, vos fragiliza e confronta com as vossas próprias limitações, fracassos e tristezas camufladas.

Compreendo, percebo e aceito que a continuidade torna o estar patológico mas deixem de patologizar tudo o que temos dentro de nós menos bonito, porque  nem sempre é assim, só quando há um núcleo que se destaca por um período superior a seis meses, e até este período precisa de ser contextualizado.

Posto isto, digo: 
Caralho para o Universo que se continua a dar-me boas noticias como até aqui não chego aos 40.
Preciso de uma boa noticia MINHA ou para MIM - apesar da capacidade de me alegrar com as conquistas dos outros, nesta fase não me bastam - não é egoísmo é sobrevivência.
Raios partam a forte ondulação que não me deixa erguer, indo mais além, a calmaria por si só também não basta - o que não aconteça nada já me é prazenteiro e tranquilizante - MENTIRA - preciso de algo mais, positivo e meu, para mim.
Um pilar de pé, apenas isso, um pilar erguido, a erguer-se, betonado, qualquer coisa, porque o da Fé começa a dar sinais de si.

Tenho sentimentos e sinto-os, doem tanto como quando parti o braço, a perna, o dedo, a cabeça, o pé, e as vértebras, só que  os físicos vieram com uma aproximação de validade, estes vem sem anúncio, em catadupa e sem fim à vista, em comum, tem o facto de me acertarem todos na testa e me deixarem a abanar.

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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Coisas ...

Adoro estes almoços mensais, que se iniciam às 12h e terminam às 18h. Sinto sempre que o tempo voa, falou-se de tanta coisa e ficou outra tanta por falar. Estava sol, o que em conjunto com o vinho tinto, amacia a alma e embala o coração - que moleza me deu - a hora da cobra - se era grande e se enrolou apertadinha.
Desta vez foi diferente. Houve a introdução das crianças, e o ritmo das mesmas comandou - gostei e admirei.

Gosto de fazer parte destes Universos tão restritos e tão descontraídos, em que uma pega, enquanto a outra fuma um cigarro ou dá um gole de néctar Dionisíaco mas é também nestas alturas que vem a nostalgia, que me sinto  triste por mim, parada no mesmo sítio, a conviver com o que nunca terei. Recorda-me os pontos fracos que finjo não me incomodarem e me esquivo das conversas sobre coisas dolorosas, que sei não terem solução, mais triste, se tivessem continuavam a não me servir para nada.

Fico fodida, quando tenho pena de mim própria, quando sei que as situações fui eu que as criei, e que chorar sobre o leite derramado não me vai levar a lado nenhum - é-me inevitável sentir isto. 
Algum dia terei de fazer o luto. Um destes dias vou ter de "pegar o touro pelos cornos" - ainda não é hoje - mas até lá finjo que está tudo bem, que não me incomoda, que são pormenores. Apenas isso - pormenores.


(existem dias em que gostava mesmo de acreditar em mim e nas tretas que me conto - suspiro)


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domingo, 14 de abril de 2013

Assumo...

... apesar de sentir que cresci, continuo a ser forte adepta da vida de adolescente, há coisas que eu gosto e me fazem sentir bem, e gosto de as levar ao limite. Não por revivalismo mas porque me sinto bem ou porque fazem parte da minha essência.

disseram-me:

"não digas a ninguém, mantém este teu lado secreto, nega-o até à morte, e opina sempre contra. Sê hipócrita e mantém o teu lado lunar ... lunar, e eis o segredo para uma relação bem sucedida. Acredita que ele vai fazer o mesmo."

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(Des)conversa 71

Mano - que cara é essa? Não dormiste hoje?
Eu - dormi um bocadinho mas estou super cansada e doí-me o estômago e a cabeça, sinto-me mal.
Mano - então? ressaca de pobre?
Eu - porque é que dizes isso?
Mano - porque o gin não dá essa ressaca, só a cerveja é que te deixa assim amarela e agoniada ...
Eu - parvo
Mano - ... e porque tens uma borbulha gigante no queixo.

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(Des)conversa 70

Ele - LK sabes o que sempre me intrigou em ti mas também me faz admirar-te?
Eu - O quê?
Ele - O facto de termos sido melhores amigos anos a fio, dormires e comeres na minha casa e nunca te teres interessado por mim. Se não me tivesse acontecido a mim, ainda hoje se me perguntassem se era possível um homem e uma mulher serem amigos uma vida inteira, sem mais nada, eu diria que não. Que a determinada altura há curiosidade e as coisas se confundem.
Eu - Nunca achei isso e sempre tive consciência que eras demasiado mesquinho para mim, não me apetecia ter de lidar contigo a outro nível.
Ele - Pois ... é justo e ainda bem que te segues tão à risca mas isso preocupa-me por ti.
Eu - Então?
Ele - Toda a gente pensa que andaste com o X. e tenho a certeza que não, que mantiveste as coisas no plano da amizade, mais que não seja, numa onda platónica mas também sei que em determinada altura ele quis mais que isso.
Eu - Não acho nada disso, sempre o incentivei e apoiei nas escolhas, partilhei com ele as minhas cenas intimas e sempre fiz a manutenção da amizade sem nada mais que isso. Acho que estás errado e isso é a mente masculina perversa a emitir opiniões.
Ele - Garanto-te que não, tu é que fizeste o que fazes sempre.
Eu -  E eu acho que estás errado.
Ele - E eu acho que não estou porque a determinada altura aconteceu-me a mim.
Eu - O quê?
Ele - Querer ter mais alguma coisa contigo e tu não dares saída.
Eu - Sério? Nem reparei.
Ele - Eu sei ... queres reparar agora? Tou a brincar.

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terça-feira, 9 de abril de 2013

Às vezes acontece

Janeiro 2013/Abril 2013
Um calmo passeio à beira mar, vem uma onda, desiquilibras-te e cais dentro de água. A maré está a encher e a "puxar", de cada vez que tentas (r)erguer-te e sair dali, voltas a cair e ser derrubado.
Às vezes, um alguém aparece vindo não sabes de onde e oferece-te uma mão, ajudando-te  a levantar, sair e caminhar, outras tens de te (r)erguer sozinho, e aqueles são os três segundos mais longos da tua vida.
A lição é:
  1. - perceberes que quando caminhas à beira mar não deverás caminhar demasiado próximo da água?
  2. - perceberes se tens "pé" ou calhas-te no único fundão da praia?
  3. - perceberes  se alguém te dá a mão, e quem?
  4. - perceberes se te deixas afogar ou lutas pela vida?
  5. - não deves distrair-te quando a maré está  a encher?
  6. - não deves distrair-te quando caminhas à beira da água?
  7. - melhorar as tuas competências respiratórias?
  8. - melhorar as tuas competências de sobrevivência?
  9. - melhorar as tuas competências  na reacção ao pânico?
  10. - aprender a ver debaixo de água?
  11. - aprender a nadar?
  12. - para a próxima vai passear ao campo.
  13. - Nenhuma das anteriores.

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sexta-feira, 15 de março de 2013

Welcome to the jungle!

Basicamente, é assim que me sinto, que vivo no meio de uma selva densa e pantanosa. Sou emocionalmente ambivalente, oscilo nos extremos, e após tanta perda e tanta desilusão, não arrisco por medo de perder. Conscientemente, tenho noção da estupidez da coisa, que este pensamento arcaíco é limitador de sucesso, e de bem estar. A idade traz a cosnciência da dor de modo mais limitador, e eu sou carrasco de mim própria. Não me desiludiram, eu desiludi-me por esperar de mais em relação a esses outros, que são apenas aquilo que são, e nada mais. Também sou apenas aquilo que sou mas talvez menos crente, mais cansada, mais vivida e menos esperta. Não tenho feitio para "joguinhos", não me dou bem com o autoritarismos e repugno a soberba e o snobismo do inseguro. normalmente porque são sinónimos de malvadez: diminui-se o outro para nos sentirmos um bocadinho "maiores". Lamento-os, abomino-os mas não posso isolar-me ou sequer deixar de apelar ao meu cinismo para que os dias me sejam menos castradores. Na realidade, parece-me que vivo permanentemente, numa zona de combate, em que esses, os outros, estão escondidos no meio da vegetação, à espera que alguém falhe para atacar violenta e sangrentamente. No mercy!
 
Não se trata de atribuição de culpa externa, trata-se de estar farta que entrem na minha sala sem bater, que se achem no direito de dizer tudo sem ouvir nada, que considerem o seu umbigo em detrimento de pão na boca de alguém, e adoptem a fabulação de que "aqui está tudo bem". Varrem-se os problemas para baixo de um tapete que começa a ficar cheio, fingem-se sorrisos, enquanto se sacodem responsabilidades que caiem nos ombros "abaixo".
 
Trata-se, talvez, do meu idealismo a apresentar fissuras, trata-se talvez de perceber que nunca vou receber o que dou, porque não os habituei a darem-me apenas a eu não falhar. Trata-se, talvez, de sentir sobre mim uma pressão e expectativas que não estou a conseguir cumprir, porque sou só uma e com limitações várias. Trata-se, talvez, de nunca ninguém dizer "obrigada" porque cumpro as minhas "obrigações" mas num período que me é critico ninguém ter uma palavra de empatia mas sim o constante relembrar de que estou atrasada com as minhas obrigações.
 
Talvez seja por isso que num passado recente ao perguntarem-me como me sentia, a única coisa que me ocorreu foi: "atrasada".
Sinto-me como se estivesse sempre atrasada para fazer, entregar, corresponder ou seja lá o que for. Deito-me a sentir-me atrasada, acordo intermitentemente a meio da noite, com o sentimento de que estou atrasada, levanto-me com a mesma sensação e assim é gerido o meu dia: a tentar chegar ao inalcansável, a fazer o impossível, e a tentar coordenar o milhão de tarefas que tenho em mãos. Não me queixo porque deixei que acontecesse. Como? Não sei.
Como tudo na minha vida, parece que despersonalizo e passo a ser só acção. Ou talvez, dados os acontecimento recentes na minha vida, não me possa permitir reflectir ou elaborar, porque me destruiria. Certo é, que não avanço: vivo num círculo. Sou como aqueles hamsters que correm, correm naquelas rodas e nunca chegam a lado nenhum. Assim sou eu.
 
Há anos que vivo num circuito fechado, que tem afunilado com o passar do tempo, e começa a sufocar-me. Às vezes pergunto-me quantas vezes terei passado pela porta sem a ter visto. Quanta janela entreaberta não notei. Quantas vezes calcorreei este caminho sem me aperceber que o chão estava gasto, as janelas foram cobertas por hera e as portas por teias de aranha, e nos entretantos desapareceram. Sigo. Corro loucamente para lado de nenhum, e ao olhar para trás reparo que voltei à casa de partida. Estou exausta emocionalmente. Fisicamente gasta. E os medos aumentam, o confronto com as minhas fragilidades, com o meu grande nada, e com o fútil que sou. A mágoa de não saber encontrar a porta ou o fio de ariana. A vontade de ser levada pela mão e a cobardia de não o conseguir dizer, de não querer lidar com as consequências e os "nãos" que não suporto ver continuados. Talvez por isso quando vem um "sim" desconfio dele. 
 
Este castelo de pedra, no meio desta selva densa e cheia de monstros, fui eu que o construi. Também fui eu que me esqueci de fazer portas e janelas: nem eu saio nem ninguém entra.

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Percebes ...

... que atingiste o limite da sanidade quando ao pequeno-almoço, em vez de canela nos cereais, pões noz moscada, e só descobres na primeira colherada.

Não, não senti o cheiro ... às 7h da manhã há muito pouca coisa que consigo sentir .. é a fase "Numb".

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Coisas ...

Todos os anos no inicio de Fevereiro ou Março, tenho uma macacoa ... este ano não foi diferente, apenas está a durar mais tempo.

Tantos projectos que tinha para a pausa do Carnaval, tanto trabalho que pensei adiantar, nada fiz nessa altura e nada fiz agora. Sempre que paro adoeço, talvez seja verdade, basta dar-mos oportunidade e o organismo ressente-se. Custou-me imenso trabalhar estes dias. E não custa a todos?

O passado é o que é, de nada serve pensar no mesmo pois apenas serve como lição de vida: aprende e avança. O futuro é carta fechada e resta-nos Acreditar que as acções e intenções foram as mais acertadas e nos vão levar onde tivermos de ir. Basicamente, apenas o presente é real, apenas o aqui e agora merece a minha atenção e investimento. Estou cansada de me "gastar" com merdas que não controle e apenas me saturam e provocam uma espécie de anedonia. Chega e cabe-me a mim mudar o que sinto estar mal.

Em todo o lado as pessoas estão em ruptura, começa a ganhar tentáculos perversos, esta nova maneira de ser, que se pauta pela cultura do medo. A dirigir temos autocratas egocêntricos e narcisicos, que de tão inseguros, oprimem e "castigam" quem pensam que os pode ofuscar ... ou apenas porque existem e é uma forma de expressarem o seu "poder". Eles são pelo ter e não pelo ser.
Flash news: contrariado ninguém trabalha na sua capacidade máxima, apenas cumpre e o mínimo indispensável.

Sou agradecida por ser quem sou e no fundo, como sou. Ter a capacidade de me questionar, de reflectir e ter raciocínio critico acerca de mim própria, considero como uma das minhas qualidades. Melhorá-las faz parte do futuro. Emocional/ espiritual. Retirar prazer das pequenas coisas, nem que seja de um Gin Tónico ao fim da tarde, ou da chuva que deixa no ar aquele agradável cheiro a terra molhada. Pequenos prazeres, grandes conquistas.

Agora vou ali num instantinho ganhar vontade para terminar (começar) o trabalho que tenho adiado por indisponibilidade mental, física e emocional.

Olha, não consegui "apanhar" a vontade ... rain check!

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