terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O Universo na sua grande sabedoria

Por mais exemplos, provas e outras coisas mais, teimo em esquecer-me ou recalcar a grandiosa sabedoria do Universo ... até para as mais ínfimas coisas ou para as fúteis.
 
Dada a minha fugaz capacidade de gastar dinheiro, desde o inicio do Universo que penso o quanto preciso de comprar umas botas, e não, não é por não ter "nada" para calçar mas porque fiz uma ruptura de ligamentos num joelho e apenas posso (devo) andar de rasos ... e numa fase que só me apetece calçar altos ... é sempre assim. Dito isto, lá andei todo o inverno a queixar-me que as minhas botas favoritas estavam velhinhas, já levaram capas e meias solas - duas vezes, (o que ficou mais caro do que o preço delas) mas sou apegada às minhas coisas que querem ...
 
Hoje às 7h da manhã o Universo resolveu dar-me um chuto no cu e fazer-me ver que não dá mais - preciso de umas botas novas. E porquê a urgência e a extrema necessidade às 7h da manhã?
 
Porque lavei-me, vesti-me e calcei as minhas queridas botas, puxei o fecho até a cima, e eis que quando chego à cozinha sinto a bota direita larga ... o fecho não fechou, sim as partes não se uniram mas o dito cujo está ao pé do joelho - pânico - tentei fazer com que descesse e consegui até metade, a seguir encravou - nem para cima nem para baixo. Sem outra hipótese vim trabalhar com uma bota presa na perna dado que para  atirar vou ter de rebentar o que ainda existe do fecho ... e assim acabar com o sofrimento das mesmas.
 
Moral da história: preciso de umas botas novas com fechos a funcionar, e desta não pode passar porque não tenho outras - O Universo é sábio. 
 
Graças a Deus não tenho de me descalçar ou despir no trabalho, porque isto não são trambelhos de uma pessoa com 40 anos ... às vezes tenho curiosidade em saber se estas merdas disparatadas só me acontecem a mim ... tipo o dia em que o botão das calças se rebentou ia no comboio para Lisboa e passadas algumas horas o fecho sofreu tanta pressão que se estragou também ... e lá andei todo o dia a tentar fazer com que as calças não caíssem ... presas com um elástico do cabelo e um lápis ... Meus Deus ... será que estas coisas só me acontecem a mim?

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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

(Des)conversa 77

Ela - devias de arranjar um tempinho para falar com as colegas, que elas precisam mesmo de ajuda.
Eu -  Porquê?
Ela - Porque levamos grandes cortes no ordenado e as pessoas não ficaram bem porque imaginas o impacto que isto tem nas nossas vidas...
Eu - Tens consciência que a  mim também me cortaram o ordenado, certo?
Ela - ah ... mas é diferente porque tu andaste a estudar para saber lidar com estas situações...
Eu - (?!?) *@1# *
 
 
* tradução: (em pensamento) egoístas de merda!

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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Pergunto:

A Fé gasta-se?

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Coisas ...

Somos diferentes. Preciso de mais do que o que podes ou queres dar. Vimos de etapas diferentes que evoluem para sítios diferentes.
Não sei o que quero com isto, e tu saberás?


Pelos vistos sabes ... e, sim, tens razão: a falta de tempo é a desculpa do arrogante para não se confrontar com o que quer que seja que o incomode ... ou não saiba gerir.

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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Reflexão # 4

Comecei o ano como acabei: no hospital.

Eu sempre disse que adorava trabalhar num hospital, não ser paciente ou visita.

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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Despir ... 2013 ... Vestir ... 2014

 

Tento tirar qualquer resquício de  2013, no entanto, este é giesta e rasga-me a pele. As cicatrizes são profundas, dolorosas e algumas estão infectadas. Vai levar tempo a sarar. 
Em 2008, senti a devassidão emocional, perdi tudo, até a noção de quem era. Levei meses, anos para me encontrar e reconstruir, apesar das mazelas, das cicatrizes na alma, segui em frente, e sinto que agora estou cicatrizada em pleno. 
No presente ano, nem tempo tive para me lamentar e ter pena de mim própria, atingi o limiar, senti-me impotente, e desesperada mas com tanta coisa a acontecer em catadupa, algumas feridas ficaram por lamber. Este foi o ano em que me anulei completamente, em que nada tenho de comemorativo a titulo pessoal, para além do meu trabalho, pelo qual sou Abençoada, tudo o resto foi uma espiral descendente, com a saúde dos que amo a estar constantemente no limbo, comigo a ser governanta, enfermeira, fisioterapeuta, enfermeira e motorista - a trave mestra - disseram-me e não gostei. Existiram coisas positivas que devem ser assinaladas, as minhas tias vieram em meu socorro e só tenho a Agradecer-lhes, senão não teria conseguido "não me afogar", senti a desesperança mas não atingi o desespero.Agradeço-lhes terem-me agarrado na borda do precipício, e terem caminhado a meu lado.
2013 foi, para mim, um ano em que apenas a Fé e o meu grande Acreditar, me mantiveram erguida ou de joelhos mas a caminhar.
Ainda não terminou, e depois das últimas duas semanas em que pensei ter um período de tranquilidade, eis que sou eu a atingida - pernas físicas e simbólicas - quando não páras a vida pára-te. Já devia de o saber. Pelos vistos ainda não aprendi.
Todos aqueles com quem me cruzei e não vi, lamento mas não o conseguia, e os outros, aqueles que mesmo distantes estiveram presentes, obrigada, pois toda a ajuda é preciosa. (minha querida C. um grande Bem Haja, pelo vinho que me viste beber, as lágrimas que fingi não derramar, e os sorrisos que me fizeste partilhar; compadres que belos jantares de domingo em que posso esquecer quem sou e apenas "estar", H. e F., a vossa paciência tem sido generosa, e as As, que uma perto e a outra longe tem sido incansáveis, ninguém ficou esquecido e sei que "estão" - Desejo-vos o Melhor entre o Melhor).
Devia esperar alguma coisa de 2014, pelo menos que o Universo se alinhasse de uma forma que me fosse um pouco mais suave ou menos doloroso mas não o vou fazer. Talvez seja verdade e não devemos fazer planos para a vida para que estes não colidam com os que a vida tem para nós.


A todos um grande Bem Haja, que 2014 vos seja generoso, trazendo-vos a Paz, Saúde, Amor, Dinheiro e Tranquilidade, em doses suficientes para que a vida não seja apenas sobreviver mas também viver.
Preciso de respirar.

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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Reflexão # 3

Não me apetece escrever ou falar. Ponho em questão se continuo a saber ler. O raciocínio limita-se ao rotineiro e essencial.
Quantas vezes penso em vir aqui, em não deixar morrer esta pequeníssima parte de mim, forçar-me a manter determinados hábitos, por mais ridículos ou vazios que sejam. Não me apetece. Na verdade não me apetece nada. Houvera alguém com poderes para me conceder três desejos e não saberia o que pedir.
Já não me controlo, não domino este estado permanente de ansiedade, a sensação de não ter mais forças, de estar no limite e não saber recuar. Sei que tenho de recuar. Sei que, tal como em outras fases, se não me cuidar ninguém o fará.  
O Natal, supostamente, dá-me algum tempo para respirar e recuperar algumas das forças que esgotei mas como não podia deixar de ser: "porque é que sempre que paro adoeço?" - vá lá saber-se porquê, quem sabe é apenas a velha máxima "quando não páras a  vida pára-te" - talvez seja isso.
Por ora estou semi imobilizada pois a teimosia ganha à necessidade de repouso, e o que há para fazer não me permite exercer este direito tão banal, que é o da inércia satisfatória e necessária.

Verdade seja dita que este ano deixou cicatrizes por todo o lado - profundas e feias mas também tem sido um ano de aprendizagem extrema, de todos os dias batalhar e batalhar-me para seguir em frente. Terei conseguido?
Não sei. Sinceramente, já nem sei se me interessa saber para que lado rodo, nem quais os planos metas e objectivos que supostamente deveria traçar: Não faças planos para a vida pois não sabes quais os planos que a vida tem para ti - e na maioria das vezes são incompatíveis.

Não posso queixar-me da sorte, da Fé ou do quão Abençoada sou, pois caso contrário não teria aguentado ser a "trave mestra" que tenho sido e mantenho. Não me nego: preciso de ser "alimentada", preciso de “viver” e não apenas de “sobreviver”. Talvez o seja e talvez não.  
Vamos ver.

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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Reflexão # 2

Quanto menos dinheiro tens mais contas te aparecem para pagar.
Os eletrodomésticos suicidam-se aos pares.

Lei de Murphy: tudo o que pode correr mal, corre, e na maior intensidade possível.

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Reflexão # 1

O pior da amnésia alcoólica ... é a própria amnésia.

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(Des)conversa 76

O meu afilhado com 5 anos.
 
ele - Tia, estamos à espera que mude a estação ou do Pai Natal?
Tia - (?!?) porque é que perguntas isso?
ele - Para saber quando acendemos lume.
 
 
dois dias depois vindo da escola e após mudança de horário:
 
 
ele - Tia! Já é muito de noite, acho que já mudámos a estação...
Tia - Não, ainda estamos no Outono, o que mudou foi a hora e é noite mais cedo
ele - hum ... então não podemos trazer o Pai Natal mais cedo e acender o lume?

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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Divagando ... 19

Há meses que apregoo a forte necessidade de um processo intenso de alteração de consciência. Finalmente obtive, e fiquei afónica. Exagerei em tudo o que havia para exagerar, consegui ficar amnésica, o que é novidade mas soube terrivelmente bem aniquilar o cabrão do superego.

Tortuosa é esta estadia, tortuosos são os caminhos, que apesar de abençoados me fazem sentir insuficiente e impotente, tivesse eu o "poder" e daria tudo para ver sorrisos e sentir felicidade.

Arrisco dizer que cada vez tenho mais entranhada a "doença" da moda, este sentir-me sozinha no meio da multidão, desfasada, e desligada de quem me rodeia, com quem me cruzo. Lembro-me sempre da frase "uma não pessoa num não lugar", e não sei resolver, não encontro a saída ou a entrada. Não gosto do estado social que me rodeia e a forma como me afecta a mim e aqueles de quem gosto. Esta impotência aniquila-me e o pior é que não sei como posso aliviar. E pagam-me para isso. Irónico.

Que baralhada para aqui vai - o meu estado anímico. Talvez seja desta que vá para a psicoterapia quiçá psiquiatria.

Dizem por ai que o consumo das "drogas do desespero" aumentou em relação ao consumo das drogas recreativas ... porque será?? (Alcool e droga: 4700 temem recair e http://cmtv.sapo.pt/detalhe.aspx?channelID=34F5E1B7-BABF-4C08-83FC-20AF9E097CDA&contentID=34C0FBEC-52C1-4C7C-9DBB-8FE2A77B9B1E)

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Continuo a gostar ...



Sinto que envelhecemos com estilo ... uns mais que outros ... enfim ...

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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Casa dos Segredos 1,2,3,4 ....

Finalmente percebi para que serve este tipo de entretenimento :
São estudos longitudinais que visam a Prevenção dos Comportamentos de Risco (?!?)
Não??

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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Perguntas sem respostas

De quando em vez é necessário repensar-nos, (tentar) perceber se o que estabelecemos como objectivos  se mantém, e se não, o que fazer? Como fazer?

Cada vez mais perdida neste labirinto interminável, a que teimam chamar vida, cada vez mais longe do fio de ariana, e cada vez com maiores sentimentos de impotência. Não será esta uma grande aprendizagem. Com certeza que sim. Quando pensamos em causa-efeito ou causa- consequências, a percepção dita os princípios ou os fins, a capacidade de sentir a destruição ou a construção. As emoções predominantes, por ora, discordantes de objectivos estabelecidos. É uma fase, duradoura e dolorosa, que se assemelha a uma permanência, involuntária, sem portas ou janelas. Um sentimento de escolhas erradas feitas na inocência de certezas absolutas, à luz do momento. O momento agora é outro, a pessoa é outra e as circunstâncias são outras. Mais conhecimento nem sempre é benéfico, aumenta a racionalização, diminuindo o pragmatismo, pelo medo gerado ... se ...e se ... pensamento contra-factual: complicar o "descomplicado".

Errar é humano, leva à procura, à necessidade de acertar, gera aprendizagem e (supostamente) raciocínio critico. Então e quando se erra uma vida inteira? Quando se olha para trás e se percebe que não houve um passo acertado? As escolhas realizadas, os caminhos escolhidos, não nos levaram onde pretendíamos. As consequências não antevistas  são agora lugar comum de uma existência à deriva, e a solução não vem nos livros, nem em nenhum curso, pelo menos num reconhecido e validado. 

Poderei perguntar-te o que pretendias alcançar e sei que me responderás que buscavas liberdade e autonomia, uma independência geradora de bem estar e com perspectivas de futuro, não foi o que alcançaste: Eu sei e tu sabes. Como resolves. Sei que não sabes e não te posso ajudar , quando eu própria ando à deriva dentro de mim. e deambulo, qual zombie, dentro da minha própria vida. Também eu me sinto impotente, também eu não tenho soluções ou saídas, nem mais nem menos airosas, simplesmente estou oca. 

Saber ser, saber fazer, e saber estar .... dúvidas e mais dúvidas e ainda mais dúvidas ... não te posso ajudar. repito: excesso de conhecimento acrescenta mais porquês, que respostas, tolda o insight, a intuição ... se sentes que erraste, provavelmente tens razão.


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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A imperfeição da perfeição

As constantes mensagens subliminares de perfeição, a necessidade constante de ser mais e melhor, e a insatisfação que advêm de expectativas goradas. Queremos ser magros e ter um corpo perfeito nem que para isso seja necessário passar fome ou tornar-mo-nos adictos do ginásio, e quando não resulta tentam-se as várias dietas milagrosas, os cosméticos e em ultimo recurso as operações plásticas. tudo justificado, tudo em prole de uma suposta perfeição que nos trará a admiração do outro, o bem estar desejado e a felicidade sonhada. Ser feliz, é o que buscamos, ainda há pouco tempo a felicidade era ter as melhores férias, de preferência num qualquer país de mar e sol, ter o melhor emprego, o melhor ordenado, o melhor carro, a melhor casa, o marido mais bonito, bem sucedido, uma mistura entre a beleza metrossexual e a pseudosegurança do homem latino, todos queremos ter os filhos mais bonitos, mais espertos, mais hiperactivos, mais sobredotados, os amigos mais destacados socialmente, no fundo a busca insaciável de sermos perfeitos. 
Quanta disfuncionalidade existe na busca da perfeição, e de cada vez que pensamos estar mais perto, algo surge que nos atrasa ou lembra que ainda temos de ser um pouco mais, tentar um pouco mais, fazer um pouco mais, e assim se alimenta esse monstro da eterna insatisfação.

Longe de nós sermos racistas, xenófobos, invejosos  ou ter sentimentos mais mesquinhos mas condenem-se os fumadores, os gordos, os feios, os heroinomanos, os mentalmente diminuídos, e todos aqueles que nos lembrem como não somos perfeitos. Arranjam-se desculpas perfeitas que nos distinguem dos demais, da sua pequenez, contribuindo, assim para a nossa perfeição: gostamos de comer mas passamos a sofrer de bulimia, odiamos ginásio mas tomamos uns quaisquer esteróides e/ou anfetaminas, naturais  claro está, que tem um efeito milagroso a esculpir o nosso corpo perfeito, e assim nasce a vigorexia. Não suportamos os adictos, fumadores, alcoólicos, jogadores - a imperfeição, a tacanhez - por isso bebemos whisky envelhecido em cascas de carvalho e metemos linhas de coca ou fumamos cohibas, o que nos distingue e dá um lugarzinho entre os distintos, entre aqueles que tem vidas perfeitas, são ricos, com mulheres lindas, filhos fantásticos, quadros superiores de uma qualquer multinacional mas que na sua perfeição necessitam  de um escape, seja alcançar uma sensação de suposta normalidade nos braços de uma ou um alguém, menos perfeito, seja abandonarem-se num copo do melhor e mais caro nectar de baco, seja através de antidepressivos, benzodiazepinas ou estabilizadores do humor. 
Curiosamente "a perfeição" assemelha-se muito a um qualquer artigo de uma qualquer revista cor de rosa ... a formatação do ser e do ter?

Consciente ou inconsciente, sentimos ou somos impelidos a sentir que a perfeição é a felicidade, quanto mais a procuramos mais insatisfeitos nos sentimos, mais desfasados e disfuncionais, até que surge uma nova moda que "vende" a ideia de perfeição, e ai vamos nós - é aquele carro, aquele cão, aquele emprego, aquela mulher ou homem, aquela viagem, uma abdominoplastia ou um lifting, um Richebourg Grand Cru acompanhado de 5J,  finalizado com Dalmore Trinitas 64 e Cohiba Behike, isto sim é a perfeição mas porque será que no fim do dia falta qualquer coisa, assim uma qualquer coisa que não sei bem o que será ... qualquer coisa perfeita, que me proporcione uma sensação de êxtase e plena felicidade.

O problema da perfeição, é que lhe falta sempre qualquer coisa para ser perfeita, e enquanto corremos atrás da nossa perfeição, seja ela aquilo que for e na forma que for, vamo-nos sentindo insatisfeitos, incompletos, arrisco: imperfeitos. 
Talvez a perfeição seja como a felicidade: momentos significativos que nos proporcionam bem estar, e quando se tornam diários, tornam-se rotineiros e garantidos, deixando de libertar, na mesma quantidade, as hormonas da felicidade ... talvez.

e amanhã recomeça a procura.

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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A minha "grandiosa" turma de 10º ano

Quando entrei no 10º ano, tive uma turma espectacular éramos 40, e no início era brutal termos aulas: alunos a achar o máximo, professores a passarem-se da cabeça. Já não ouvia tanta gritaria em sala de aula desde a primária. Que dizer: adolescente, nova, inconsciente, impulsiva e a mudar-me para uma escola nova, numa terra nova. Nada melhor que uma turma gigante  para nos integrarmos.A minha era fantástica, com aluno chegados do 9º ano e muitos repetentes. Tive colegas que foram cumprir o serviço militar e ainda chegaram a tempo de completar o ano. Talvez seja pertinente referir que a minha turma era da área de saúde, o que como toda a gente sabe é composta por disciplinas como matemática, química, biologia ... coisas fáceis de apanhar com uma sala apinhada de gente, o que o meus setôres de matemática e biologia resolviam mandando-nos ir "apanhar ar" durante 2h. Aliviavam a sala, mantinham os bons, e os médios e medíocres passaram a ser maus e deploráveis nas respectivas disciplinas. Como adolescente, foi um ano incrível, pelo menos o inicio, em que havia três pessoas por carteira e alguns sentados no chão, como calculam o ambiente era de festa permanente e os "nerds" estavam abafados, por mais que se queixassem, quem os ouvia no meio de tanta algazarra. Alguns "setôres" entraram de baixa, como a prof. Lídia, de Português, que eu até curtia, outros passaram de bestiais a bestas pois para conseguirem trabalhar tiveram de se transformar.
Algures durante o 1º período, alguém decidiu que era incomportável dar aulas assim, e passamos a ter 2 turnos às disciplinas de base, nas outras mantínhamo-nos juntos, tirou alguma diversão mas não toda ... ainda éramos muitos na maioria das disciplinas. Não imaginam a selvajaria que pode existir neste contexto, e como acabamos "protegidos" pelo "quem é que foi? Não foi ninguém"
Apesar das amizades que fiz, da loucura que era, hoje, a esta distância, percebo o que correu mal, pois no fim do ano lectivo passaram 5 alunos, os outros ou chumbaram ou ficaram a "fazer disciplinas" - fiquei a fazer disciplinas, e até chegar à faculdade nunca mais percebi um "boi" de matemática.

Hoje ouvi na rádio que existem turmas de secundário com 35 alunos, automaticamente, lembrei-me do meu 10º ano, de como as coisas decorreram, da rabaldaria, e hoje, a esta distância, do ano em que não aprendi nada mas convivi muito. 

Gostava que os génios que tem estas ideias as testassem eles próprios no terreno, que dessem o seu exemplo de como se gere e trabalha durante um ano lectivo com 35 adolescentes numa sala de aula, e o dar aulas na faculdade não conta como exemplo, pois tive a experiência de ambos, enquanto aluna, e não se compara um auditório com 200 pessoas na faculdade a uma sala com 35 no básico ou secundário.
Senhores dirigentes experimentem vir ao terreno, a determinadas escolas deste país e depois dêem-nos o VOSSO testemunho de como é ter 35 alunos em sala de aula, este vosso trabalho seria de suma importância, dado que não estão no secundário apenas aqueles que escolheram fazê-lo mas sim todos: é obrigatório, lembram-se?

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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Cliché ... às vezes não resta mais nada

Não falas porque sabes que não querem ouvir. Estar torna-se doloroso quando o olhar está vazio e nada há a partilhar. Acordas, lavas-te, comes, vestes- te e sais, apenas porque sim, porque um dia te ensinaram que era assim que se fazia ou pelo menos que deveria ser assim. Todos os dias são um bocadinho mais difíceis que o anterior, apesar de os dias estarem mais fáceis. Contra-senso.  Sinto que agora percebes porque desistem, como se chega ao limite e como se sabe que se está lá. Sinto a tua tristeza e não te posso ajudar mais. Dou-te uns clichés e "sabes que amanhã será melhor, nem sempre em baixo, nem sempre em ... baixo".
Sei que parece derrotista, sei que o sentimento é de finitude e impotência, sei que não sabes como ai chegaste, nem como sair, e dou-te outro cliché "porque tens de ter paciência, tens de ter calma porque Roma e Pavia não se fizeram num dia".
Também sei o quanto estas frases feitas te massacram mas que queres? Por ora, nada nem ninguém te pode dizer ou fazer diferente. És de Fé e guias-te pela mesma, parecendo cliché, sei, também, que é motor para continuares e sei também que ninguém está a descer para sempre, é uma fase, apenas isso: uma fase. Por mais interminável que pareça. Seja.
Será que sei?
Não sei mas quero Acreditar. Acredito.

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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Eis ...

... que as boas noticias não param de invadir a minha vida.

A este ritmo começa a ser difícil manter o gado organizado.

Xanax, Sedoxil? 
Alguém sabe onde fica o precipício mais próximo?

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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Nota:

A auto-estima, auto-conceito e motivação são directamente proporcionais ao cansaço que sentes.

No último mês sinto que envelheci 100 anos ... o físico concorda e a mente não se fica atrás.

A finitude   é demencial: perdes faculdades, capacidades, emoções, a fé, e a esperança - amanhã é apenas mais um dia igual ao de ontem, antes de ontem, e depois de amanhã.


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Descobres que crescemos ...

... quando mudas de lugar para ver as largadas e ... encontras todos os outros.

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