domingo, 13 de junho de 2010

Junho - Início do Verão.

Brilhante companhia, muito agradável mesmo. H.P. e F.C., tinha saudades de me rir assim: apenas porque sim. Apesar de estar lesionada e com mobilidade reduzida vocês foram incansáveis, uns queridos. D' Avillez a surpreender pela positiva e a revelar-se uma excelente companhia, e apesar de saber que a desleixada sou eu, temos de repetir, antes que passem seis meses novamente.
Somos seres evolutivos, em constante mudança e transformação, temos uma capacidade Hérculea para nos adaptarmos, quaisquer sejam as situações e de sobrevivermos ao adverso. É ciclica a mudança, há quem diga que de sete em sete anos, mudamos e começamos novas etapas de vida. Eu Acredito. Quer queiramos ou não. as nossas vidas parecem seguir um rumo próprio, alheio ao nosso querer e todas as tentativas de opinar-mos sobre o mesmo, nos leva ao mesmo caminho. Estou a meio de um desses ciclos, muito e muita coisa se alterou na minha vida e em mim. Devagarinho, sem quase me aperceber, cheguei onde estou hoje e talvez não tenha visto passar alguns barcos, talvez não estivesse preparada para os ver ou não conseguisse distingui-los no meio do nevoeiro mas isso já não importa nada. Gosto de onde estou, adoro quem sou, o que fiz e construí: muito ou pouco, sangue, suor e lágrimas são meus e apenas meus. Hoje sou mais paciente, mais tranquila e menos impulsiva: o difícil não é viver mas saber viver. Agradeço. Estou pronta para apanhar o meu barco. Anseio.
Eis que estava na altura desta casa, que também é minha, ter a sua cara lavada, paredes pintadas e néon alterado: não precisamos mais de libertar as nossas mentes, agora, já sei que elas são e sempre foram livres, somos nós que as acorrentamos.
Obrigado pela paciência que tiveram, pelo jantar fantástico e pelo trabalho, era mesmo isto que eu queria!

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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Palavras

As palavras são o retrato desfocado do sentir. As palavras atropelam o sentir desejado e saem no racional fabricado. Os pensamentos voláteis e acelerados, atropelam-se e zangam-se misturando o querer e o não querer, de uma vontade que é apenas a minha. Verborreico e enviesado o sentir apagado por palavras mais lentas que o desejar. A antítese de um querer bem, de muito querer que é sufocado pela brisa do racional. Os sentimentos rebelam-se e atropelam-se entre o certo e errado: como se faz?
Amo de um amor egocentrado e merdoso que se revela na penumbra e deambula em sombras: muda a posição com o nascer e pôr do sol. Placidamente corro atrás do meu sentir, rebento cadeados e corto as amarras talhadas em fio de seda e no entanto tão resistentes. resisto também e educo as emoções para adquirirem uma liberdade que é desejada e necessito de sentir. O medo não é despota, nem castrador das letras, dos pensamentos ou do agir. Tudo se resolve. Acompanha o tic-tac do teu coração. Tira-lhe as correntes e deixa-o ser livre, quebra as barreiras e salta para o abismo: sente. Não há maior julgador que a censura da estupidez disfarçada de inteligência conceptual: jarra ou mulher?
Estas linhas polvilhadas de palavras e sensações, escritas num agir mais rápido que o pensamento, são lamento de saber o que se sabe e quer fazer e se perde num acto continuo à tentativa de explanação. Ridículo. A felicidade apregoada em frases feitas, descritas num qualquer romance nada vale, comparada aquela que existe no olhar. Espelho da alma. O agir não é consonante com o sentir, as palavras são escudo de acções que receamos facadas quando desprevenidos estamos. Não doeram menos as facadas que o nada sentir? O nada agir?

Penso...Sinto...palavras: escritas ou faladas.

Apenas palavras.

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Apela-se contenção à Nação (?!?)

Qual Nação? A quem, exactamente, da Nação?

Não sou bloquista, aliás, neste momento nem cor política consigo ter, tamanha é a minha zanga com a demagogia...mas verdade seja dita: há verdades que tem de ser faladas... ou gritadas!

Todos os dias os meios de comunicação social anunciam que o governo pede contenção aos Portugueses, todos os dias são anunciadas aprovações de novos planos de austeridade. Diariamente se fala, comenta e sabe-se que as PME's estão atravessar um período económico precário, há lay-outs, despedimentos em massa, ordenados em atraso e subsídios congelados. Apela-se à boa vontade da Nação: é preciso paciência e apertar o cinto, já para não falar de trancas às contas e gastos supérfluos, que neste momento são de tudo. O presidente da República apela à Nação que "vá de férias cá dentro": é imperativo manter o dinheiro no país...mas se outros países adoptarem a mesma política, um dos nossos maiores sectores económicos que é o turismo, cai. Os funcionários públicos olham para o umbigo e fazem greves e manifestações por terem os aumentos congelados. Claro que todos somos ambiciosos e queremos sempre mais...mas não serão eles os poucos no país que neste momento tem a certeza de que no fim do mês recebem? Quantos lay-outs existem na função pública? Quantos abdicaram de receber a totalidade do ordenado, o subsidio de férias ou de almoço? Aliás, basta perguntar, quantos fazem horas extraordinárias em Pro bono, ou fecham depois da hora?

Neste momento não é preciso ser muito atento ou ter tirado um curso na América para perceber que o país está mal, e que fazem e põem ainda pior, ou não fossemos Portugueses e não aproveitássemos a desgraça alheia, ainda que generalizada, para nos pormos ao fresco. País de brandos costumes sempre na linha da frente em humanismo e em ser humanitários, excepto connosco.

É ultrajante que tenha de ser debatido em A.R. a viabilidade ou não dos srºs deputados receberem um aumento dos recursos destinados para despesas e ajudas de custo. Como é que se explica que indivíduos que recebem de ordenado quantias avultadas esperem receber 8 milhões de euros para contratar assistentes (?!?) e que tenham aprovado no próximo ano elevar essa quantia para 16 milhões de euros; como é que é possível sujeitos ao serviço da Nação, que utilizam para tudo os recursos da Nação quando tem de se deslocar recebam 300€ de fundo de maneio, subsidio de distância, subsidio de tempo (?!?) e subsidio de deslocação. Afinal para que servem os ordenados que esses ditos srºs recebem se até para comprar uma caixa de preservativos ou tampões é o estado que paga.

Quantos de nós recebemos ajudas de custo, carro e telemóvel da empresa, portagens, alimentação e fundo de maneio das entidades patronais? Quantos de nós trabalhamos apenas e somente as 40 horas contratuais? Quantos de nós somos ressarcidos de horas extra? Mas não faz mal, porque temos de ajudar o país a sair da crise, temos de nos sacrificar em nome de valores mais altos.

Ninguém nesta fase social conturbada parece recordar que as pessoas são capazes de sacrifícios e grandes, são capazes de se privar de praticamente tudo...desde que haja motivação. Quando esta acaba, a insatisfação surge e o sujeito tem necessidade de se compensar de outras formas: ninguém dá sem receber... muito ou pouco.

Está na altura dos governantes deste país pararem de olhar para os seus umbigos e deixarem de governar a Nação como um minimercado familiar. Parem os jogos infantis do "diz que disse", "já não sou teu amigo", "não era eu" e das cabalas. É preciso crescerem: como pessoas e profissionais. É preciso dar atenção à Pirâmide das Necessidades de Maslow e perceberem que estão perigosamente a afectar a estabilidade da base da pirâmide...e nunca vi um prédio suster-se sem bons caboucos!

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domingo, 6 de junho de 2010

Pseudo modernices

A maioria das pessoas afirma-se evoluída, acima de estereótipos e outras mesquinhices. Uns liberais adeptos das minorias, da liberdade de expressão artística, de género, sexual e social. Somos todos uns modernaços, o casamento pela Igreja é fatela e ter/ ser praticante de uma qualquer religião divide as pessoas em dois grupos: ridículos ou snobes. Gostamos todos muito de literatura, de teatro e ópera no S. Carlos, aos fins de semana passeamos em Sintra, no Parque das Nações ou em qualquer outro sítio moderno-rústico. Adoramos animaizinhos e é tão in mostrar às nossas criancinhas como são esses mesmos bichinhos no seu habitat natural, longe da tirania gradeada do Jardim Zoológico de Lisboa, então ao fim de semana rumamos ao Badoca Park ou ao Monte Selvagem em Lavre. A nossa alimentação é cuidada e tornamo-nos adeptos tacanhos da alimentação biológica, como as saladas do MacDonald's - seleccionadas pelos melhores produtores. A carninha é certificada, vem no pacote, as vaquinhas e os porquinhos são criados em "ambiente controlado" - presume-se que tivessem ar condicionado e Tv cabo, porque se sabe que animais sujeitos ao stress dão carne de menor qualidade (?!?). Somos tão modernos que ninguém é racista, "porque até há lá no meu trabalho um preto com quem me dou muito bem", ou xenófobo, porque "o filho do vizinho Zé Manel é paneleiro mas nunca se meteu com ninguém". Somos humanos e humanistas, contribuímos para o Banco Alimentar porque "os desgraçados estão mesmo prostrados à saída do hipermercado e um gajo até se sente mal de não dar nada". Acreditámos num mundo de iguais, com respeito mútuo, idoneidade nas acções e coerência no discurso...desde que tudo isso seja longe da nossa porta, da nossa casa e dos nossos amigos, conhecidos ou familiares.

Somos um país de pseudo-modernos que consegue catalogar alguém na baixa infância, que atribui epítetos aos diferentes, e se orgulha disso. Somos o povo que "acha que a galinha da vizinha é sempre melhor do que a sua" - e compete com isso. Somos o povo que se arrasta em más decisões e as consegue justificar no encolher de ombros, no fundo somos o povo que acredita que "tudo o que parece é"... no fundo falamos muito, agimos pouco e normalmente o que falamos e o modo como agimos são dissonantes...mas no fundo, no fundo...lá bem no fundo, num sítio em nós pequenino e remoto somos todos muito modernos e open minded...desde que não seja connosco...ou perto.

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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Após o dia da Criança...


... haverá dia mais adequado (?!?)


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domingo, 30 de maio de 2010

O que nunca foi... jamais será!!

A vida é feita de caminhos, percursos que se vão alterando, modificando e ganhando novas rotas à medida que avançamos nos mesmos. Pelo caminho, somos acompanhados por outros caminhantes que percorrem a mesma estrada num espaço de tempo coincidente ao nosso. Apesar de viajarmos juntos, nem todos os companheiros de viagem o são realmente, alguns são apenas transeuntes que por acaso ali estão também. Mal ou bem, gostando ou não, temos de nos respeitar e tornar a convivência diária em algo, senão agradável, pelo menos suportável. E nestes "entretantos", o tempo vai passando e as pessoas vão criando, relações entre si, estabelecem-se laços de amizade, de companheirismo e alguns até de amor amoroso, mas a maioria dos laços são somente fios de seda.

A determinada altura a caminhada chega ao fim. Existe nostalgia neste terminus e por uma qualquer razão fazem-se promessas de manter contactos, em nome, de uma determinada época, de acontecimentos que forçaram essas pessoas a caminharem juntas e até na antecipação de um eventual saudosismo. Somos animais de hábitos e rotinas e tal é a necessidade das mesmas que chegamos a sentir falta de alguém de quem nunca gostamos realmente, ou de um trabalho que nos desagradou. A memória é traiçoeira e as memórias ecrã autónomas no surgimento.
A determinada altura e apenas porque sim, alguém mais saudoso de épocas passadas e momentos que na verdade nunca o foram, resolve marcar encontro, normalmente um jantar de grupo "para reviver os velhos tempos". Lá é marcada a reunião e no dia combinado todos comparecem, as expectativas caiem: mais do mesmo. Formam-se os mesmos grupos de antigamente, porque tendencialmente já éramos mais próximos dos mesmos e isto nota-se logo nos cumprimentos e nas posições à mesa. Às vezes até tenho a sensação que estas reuniões servem somente para aplanar o intimo de quem teve a ideia, para uns verem como está a vida dos outros e se emagreceram ou engordaram, se se divorciaram ou casaram...e os outros, como eu, vão apenas para estar com aquela meia dúzia com quem mantém contacto regular.
São de seda os fios que unem estas gentes, quebradiços e instáveis. Passa-se o tempo a ser cerimonioso, cauteloso e cortês, porque no fundo não há nada em comum, nada que nos ligue ou mantenha em contacto, a não ser reminiscências de um passado, que como o nome indica: passou!

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sexta-feira, 28 de maio de 2010

(Des)conversa 24

Eu - Oi tudo bem? Vais ao jantar da faculdade?
Ele - Não sei. Porquê?
Eu - Para se marcar lugar, não?
Ele - Não sei sinceramente se este jantar não me empurrará para uma derrapagem alcoólica.Doze passos são grandes de se dar.Mas pronto, vou e se recair alevantem-me. Levo o meu padrinho e os meus pais.Não poderei beber sumos de lata ou derivados.Não poderei fumar cachuchos ou lá o que lhes chamam essas milícias papais.Levarei ao peito a estátua do santo papa e mais duas caixas para vos oferecer duas a cada um.Espero que compreendam e que me acompanhem com este pendor ao peito.
Eu - Foda-se A., isso é tudo deveras poético mas não guarda lugar. É de resposta simples: sim ou não?
Ele - A. se for come. Não ficas sem resposta, agora 'tou é com pressa. Mas sabes como gosto de ti e dessa tua arte rufia. Beijos e adeus!

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(Des)conversa 23

(Reencontro expôntaneo com uma colega do Liceu)

Ela - Olá, não te via há imenso tempo. Está tudo bem?
Eu - Olá. Comigo está e contigo?
Ela - Também está tudo bem. Tão simpático o bebé. É teu filho?
Eu - Não. É meu afilhado.
Ela - Pois eu vi logo, a minha já tem 7 anos, e tu com essa vida não podias ter um filho dessa idade.

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(Des)conversa 22

Eu - Então, aquela boneca é a tua nova namorada?
Ele - Não, é a amante velha do P..

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(Des)conversa 21

Ele - Tenho-me lembrado muito de ti...aliás tenho falado muito em ti.
Eu - Sério? Porquê?
Ele - Aquela história das caravelas e da ilha deserta não me sai da cabeça.
Eu - ahhhh... boa...mas quais caravelas e qual ilha?
Ele - Aquela de estar perdido na ilha deserta e das caravelas passarem e morrer por não apanhar nenhuma.
Eu - ahhhh...isso é porreiro...pena que as caravelas sejam botes salva vidas e a ilha, o telhado de uma casa submerso pelas cheias.
Ele - Foda-se! Tenho de deixar de beber!

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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Há dias assim...

... uns melhores, outros piores. Parece que o mau humor é sempre mais notório que o bom humor...ou quando não há simplesmente humor. Tudo está bem, sentes-te bem. Nada assinalar, nada assinalas: sem stresses de maior, sem cenas parecidas ou aproximadas a problemas. Vives um dia de cada vez, tudo se resolve e sabes isso.

Se sabes isso, porque continuas "isso"?
Estarás a tornar-te naquilo que mais detestas? Será isso auto-comiseração? Onde te está a levar?
Cuidado!
Libertares-te não te será pior. Às vezes (sempre) acho que és o teu maior carrasco.
Nota mental: As coisas são exactamente aquilo que fizeres delas!

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Pensamentos soltos.

"Quando temos de parar para pensar se ainda gostamos de alguém, é porque há muito deixámos de o sentir."

In: A Sombra do Vento (Carlos Ruiz Zafón)
Quando perdemos a admiração pelo outro, o amor sumiu e com ele o respeito. Ténue a linha que nos separa do querer muito ao não querer nada. Somos animais racionais que mais atitudes irracionais adopta: "choramos sobre o leite derramado", adiamos o que mais gostamos, dizemos o que não queremos, defendemos o que já não sentimos. Todos os dias nos traímos um bocadinho mais, todos os dias nos magoamos um pouco mais. Corremos atrás do que nos parece ser o adequado a nós, ao que idealizámos um dia e a nosso lado passam "barcos" que devíamos apanhar, que devíamos sentir. Adiamos o inadiável e todos os dias morremos mais um pouco, todos os dias definhamos sem nos apercebermos.
Cada dia é um dia e cada momento (tento que seja) o meu momento, acomodo-me sem saber bem porquê, ou talvez saiba. Terá de ser expôntaneo, simples mas verdadeiro. Eterno. Sim, Acredito no Eterno.
Caminho... cada passo será estrada percorrida: viagem encurtada.

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sábado, 22 de maio de 2010

Desvarios VI


(...)
So many times, it happens too fast
You change your passion for glory
Don't lose your grip on the dreams of the past
You must fight just to keep them alive

It's the eye of the tiger, it's the cream of the fight
Risin' up to the challenge of our rival
And the last known survivor stalks his prey in the night
And he's watchin' us all in the eye of the tiger

(...)

Tantas vezes temos vontade de baixar os braços, mas antes de o fazermos e sem percebermos muito bem porquê, baixamos as defesas. Odiamos estar/ ser vulneráveis mas quantas vezes, sem darmos por isso nos expomos. Damos, simplesmente porque precisamos de dar, nada expectamos, nada queremos e nada recebemos. O alivio de um "copo" que está cheio é transbordar o suficiente par se manter estável. Assim somos nós, assim sou eu: por vezes o meu "copo" está a transbordar e preciso de "entornar" o suficiente, nem mais, nem menos...apenas o suficiente.

É-nos mais fácil erguer quando ajoelha-mos. É mais fácil sorrir depois de secar as lágrimas, e também é mais fácil valorizar depois de perder. Estou cansada de complexidade, cansada de jogos vivenciais, cansada de labirintos e Minotauros. Seria tão simples se fosse simples: as palavras e actos certos, nos tempos certos. Procuramos sempre mais...mais do que o que temos, do que o que conseguimos...apenas mais. Às vezes nem sabemos bem o quê, mas uma certeza é certa: é aquilo que não temos. Não importa se já tivemos ou se ainda não está na altura de termos, queremos e pronto! Acreditamos sinceramente que é nesse querer e hipotético obter que reside a chave da nossa felicidade. Somos tão frágeis, tacanhos e pequeninos , que arcaico seria rudimentar para nos descrever.

Sou aquilo que critico, talvez. Sigo o rebanho para não me sentir ainda mais só, talvez. Sou arcaica no sentir e rudimentar no agir, talvez. Sou arisca e assustadiça por medo, talvez. Sou o que sou, apenas porque dá trabalho ser aquilo que deveria ser, talvez.... O que é certo é que não me conformo, não assimilo e não acomodo em rigidificação. O melhor da luta, é a própria luta: avanços e recuos, o oponente e opositor, "one "o" one", a destreza, a perspicácia... objectivo e objecto, tudo na procura de um só. Sempre a mesma merda: sem paixão, sem amor, não se cortam/ alcançam metas. O fogo que nos move dita o resultado da luta. A queda pressupõem mão amiga na subida, directa ou indirectamente.

E tudo isto ligado por fios - Principio da Co-responsabilidade - as minhas acções, afectam as tuas acções que afectam as nossas acções e o conjunto dita os nossos resultados. Fodidos???? Talvez não.

Poderia ser tão simples, então porque raio é tão complicado???????

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terça-feira, 18 de maio de 2010

Dias de 24h que parecem 48h - (2)

Existem dias tão longos mas tãaaao Loooongos que quando chega ao fim do dia tenho a sensação de estar numa semana nova e sem direito a fim de semana.
Estes dias extra longos começam mal me levanto da cama, ou porque não ouvi o despertador a tempo e horas, ou porque faltou o gás ou porque a água não tem pressão ou porque o meu sobrinho está de birra e não pára de melgar.... ou porque ...ou porque...hoje foi um dia de porque!!!

Acordei numa terça-feira a pensar que era quarta e saí de casa organizada como tal: não fui dar uma formação mas compareci numa reunião...QUE É SÓ AMANHÃ!!!
Como se não basta-se o meu grau de desorientação, o ar de louca com que cheguei e o facto de já ir atrasada, ainda tive de andar a gramar os meus doutos colegas um dia inteiro a gozar-me... Foi fodido!

O dia rendeu e muito, mas cresceu até se tornar interminável, a sensação de dia errado e hora errada não me largou todo o dia: parecia formatada....mas na parvoíce. Por mais que me concentra-se (tenta-se) não consegui organizar o pensamento, estava hiperactiva e a fumar que nem uma besta. Só me apetecia suspirar (suspiro...) e gritar bem alto, seguido de uma fuga para bem longe: onde não me conhecem-se e de preferência em outro planeta (suspiro...), no meio deste dia ainda percebi que em estado de loucura sofro de dislexia verbal arreigada ao pensamento que parece controlar-me (suspiro...).
Acabadinha de chegar, com o cerebro ainda a fumegar decidi: vou fazer qualquer de útil (suspiro...como se não tivesse feito nada todo o dia...bahhh)...mentaliza-te Lagarta e patrulha a tua Rocha....amanhã é outro dia!

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Sonhos

Não conseguia perceber mas cada vez se sentia mais perturbada. Milhares de pensamentos a pairar na sua cabeça mas o pior eram os sonhos que a invadiam. Estes não eram pacíficos, antes pelo contrário: profundos, estranhos e perturbadores.
Na sua ignorância procurava atribuir-lhes significado, precisava de os sentir como externos e alheios a si e à sua vivência diária: um renascimento, talvez. Dormir começava a tornar-se uma ansiedade agridoce: saber mais ou não saber. Controlamos os pensamentos diurnos, controlamos quase todas as funções fisiológicas mas os sonhos, esses são indomáveis e imprevisíveis. Algo está para acontecer. Mudança, transformação?
Seja o que for, não a assusta. Será positivo e construtivo. Sorte construída, realizada e merecida. Acredita.

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domingo, 16 de maio de 2010

" Sou Rico" - Xano

"Vem dar-me um beijo

oh oh oh

ai eu te amo

oh oh oh

vem dar-me um beijo

oh oh oh

ai eu te adoro"

Nada esquecido, nada adiado...com orgulho sempre lembrado... Portugal...Eu...a minha alma e calor... Hoje e sempre... amado!!!

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sábado, 15 de maio de 2010

Presos numa selva moderna...


... Uma selva com contornos diferentes do que o National Geografic nos acostumou. Uma selva habitada por três espécies apenas: predadores, parasitas e obreiras.
Esta selva divide as suas espécies num esquema piramidal, sendo assim, no topo encontramos as aves de rapina, seguidas de perto por animais pequenos e sugadores e em terceiro lugar, lá bem atrás, temos os tótós. Na pele de hospedeiro temos esses distintos seres, que estão sempre à espreita, que rezam para que hajam quedas e para profanarem os cadáveres, são os chamados homicidas lentos, vão lá por exaustão e no fim abrem às asas e gritam "a culpa não foi minha, eles é que queriam festa"... São necrofágos auto-intitulados, apenas reagem a cabalas, vitimas auto-intituladas. A seu lado sempre prontos a acudir a qualquer justiça que haja, estão os seus pseudo-benfeitores, grupo parasitário, qual carraça ou lombriga que vivem na sombra e chupam o sangue até ao tutano dos abutres e da classe obreira. Estão sempre na sombra, nada sabem do que se passa e vivem das falhas e pseudo-falhas do sistema, como quem diz: das caçadas e jogadas dos abutres.
Milhas atrás, temos a terceira parte deste conjunto piramidal, ou seja, a suportar todo o peso e todo o lixo, a resolver, a solucionar, a juntar, amealhar e a trabalhar temos esse animal fascinante, resistente e capaz: A Formiga. Esta última apenas está presente na forma de operária, é responsável por fazer a manutenção dos "túneis", são respónsaveis pela limpeza, por arranjar comida e tomar conta das "crias"...

... ou seja independentemente do que se passe ou aconteça, nos vértices da pirâmide estas últimas tem apenas como função e dever: Trabalhar, Trabalhar, Trabalhar, sem cantorias ou alegrias que a vida não anda para festas!

Abutres e carraças, bem como as lombrigas são alheios a todo este labor, vivem à grande, gastam à grande e gozam à grande. Há que apertar o cinto ...mas apenas no formigueiro, pois esse é a base do sustento, a base da pirâmide.

E perante o olhar compassivo e lascivo de suas excelências, (abutres, carraças e lombrigas), as formiguinhas resignadas lá vão alombando. Caladas, caladinhas que antes assim que pior, ou não têm o exemplo das primas da Grécia!

Isto senhores, é o retrato da Assembleia da República. Um retrato de família alargado, pois somos governados por abutres, excelentemente ladeados por parasitas e todos aguardam pacientemente que as formigas, essas dignas operárias, caiam e fiquem putrefactas, para de seguida se regozijarem e alambazarem com o sacrifício que "todos os Portugueses devem fazer".

Todos não. Apenas os que ocupam a base da pirâmide, apenas aqueles que estão no meio da selva. Os das clareiras estão a salvo. Bem Haja!!!??


Hey leave them kids alone .... Hey leave us alone!!!!

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terça-feira, 11 de maio de 2010

Um salto de Fé...

... como quem diz: às vezes é preciso saltar no vazio e esperar pelo melhor. Não se transmite, mas aprende-se e ensina-se, mais importante: sente-se, vem de dentro.
Na ventura a Fé é inabalável, na desventura algumas pessoas questionam-se e abrandam ou até param o seu exercício de Fé.
Ter Fé, não se resume a Acreditar em Deus, em Buda, Alá, ou em qualquer outra entidade, dizer que era apenas isso, seria rudimentar. Acho que a Fé é um sentimento, uma maneira de estar ou até uma filosofia de vida. É pessoal e intransmissivel e por vezes inexplicável, mas está lá. Às vezes precisamos de ver para além do manifesto, ler nas entrelinhas do expresso.
Para mim Fé, é um Acreditar, um acto de Amor, Empatia e um "ser sabiamente egoísta". É partilha e união, são sorrisos mas também lágrimas, é a generosidade, a misericórdia e o perdão. É sermos sábios, estáveis mas não acomodados, é sentirmo-nos seguros mas não amorfos, é sermos amados mas não sufocados. É sermos simples, pacíficos e entusiastas. Altruísmo e verdade. É ter a capacidade de no meio da tempestade ver o sol a brilhar e saber que o que temos hoje é suficiente, nem mais, nem menos, apenas o que precisamos.

No fundo é ser Maior e Mais, sem sair de nós próprios.

Tenho Fé.

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domingo, 9 de maio de 2010

Divagando (6)

´`Às vezes precisava de viajar no tempo.
Às vezes precisava de ter um botão para me desligar.

O consciente prega-me partidas, coloca-me ratoeiras nas quais caio redondinha. A queda remete-me ao vazio e à impotência: penso que subi degraus e concluo que os desci. A situação faz-me recolher ao meu eremitismo, algo que me esforço todos os dias para extinguir. O ser desprendida do amanhã, o não ter ou fazer planos de futuro são objectivo primário, mas sempre que penso que enterrei o passado e o futuro, algo me lembra que não estou no presente de coração e alma limpos. Não sei qual é a solução, sei que não a saber e não pensar na mesma é a resposta. Educo a minha mente, dou-lhe lições. Dou atenção às necessidades do meu ser mas nem sempre o satisfaço, porque e porque. Nada mudava, não há arrependimentos, ressentimentos ou sentimentos, apenas passagens doces e amargas que ladeiam um caminho percorrido.

O hoje é sementeira, tem de ser olhado e tratado de acordo com o clima que se faz sentir no agora. Não podemos tratar a sementeira à espera da chuva que virá na próxima semana. A vida também é assim: não podemos viver à espera do sol do próximo mês ou da chuva que chegará daqui a três. Não se pode acordar e limitar o dia na prevenção de que ocorra um tsunami, um furacão ou dilúvio.

Não podemos deixar de ser felizes no agora, de ser hedonistas no aqui, não se podem adiar sorrisos porque o ontem foi menos bom e o amanhã poderá ser pior.

Aprendo.

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sábado, 8 de maio de 2010

Desvarios V

Resolvi todos os problemas da minha vida!!!

Misturei:





com:














Agora ... tô cagando e andando!!!"

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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Divagando (5)



Existem dias, muitos ultimamente, que penso que tenho vivido sempre entre sonhos. São dias que sinto que passo pouco tempo a pensar no concreto, a viver no concreto, apesar de achar que pertenço ao grupo dos seres hiper mega racionais. Contra senso? Talvez...

Talvez os meus sonhos sejam mais uma espécie de desejos, ou de ambições. Talvez idealize de mais o meu futuro. Aos 30 anos desejo e quero tanto como aos 15, apenas o faço de uma maneira diferente: contabilizo os gastos e alucino mais e melhor.

Às vezes olho em volta e escuto com ouvidos de ouvir e percebo que as palavras estão banalizadas. Gastas. Usam-se expressões de afecto em discursos condescendentes e não se usa nada quando se devia. As palavras perderam o valor pela vulgaridade do uso: dizer o que não se pensa para não nos expormos e guardar bem fundo, o que realmente se sente e pensa. Talvez haja medo de ser visto ou sentido como fraco/a. O sótão começa a acumular esqueletos mas até lá, o corpo vai apodrecendo e libertando gazes tóxicos, quando se apercebem estão presos na teia que criaram. Talvez o orgulho os impeça de voltar atrás. Reconsiderar.

Talvez as pessoas estejam exaustas de si mesmas e eu exausta delas.

Vou continuar a idealizar, sonhar ou projectar anseios no amanhã. No meu amanhã. O dia hoje foi estupendo, a semana foi estupenda, hà imenso tempo que não me sentia assim: preenchida, realizada e tranquila. Foi uma semana de loucos e com muita gente no fim de loucura à mistura, no entanto, uma paz que se respira.

Hoy dice el periodico que ha muerto una mujer que conoci

que ha perdido en su campo el atletiy que ha amanecido nevando en paris

Que han pillado un alijo de cocaque a piscis y acuario les toca

el vinagre y la hiel

que aprobo el parlamento europeo

una ley a favor de abolir el deseo

,que falló la vacuna anti sida

que un golpe de estado ha triunfado en la luna y movidas asi.

Pero nada decia la prensa de hoy

de esta sucia pasión

de este lunes marrón,

del obsceno sabor a cubatade ron de tu piel

De olor a colonia barata del amanecer

Hoy, amor, como siempre

el diario no hablaba de ti, ni de mi

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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Os grilhões são auto-impostos...

...na maioria das vezes. Castramo-nos, ficamos imóveis e apáticos perante nós próprios, consequentemente perante a vida. Queremos ser aceites, estar integrados, ser populares ou pertencer a algum grupo ou a alguém. Sentimos conhecer os outros, esmagamo-los com as nossas expectativas mas não nos envolvemos, quando algo falha sentimo-nos ameaçados, vem a insegurança e sentimentos de desamor. Quantas pessoas não gostam de si próprias, quantas sofrem por não identificarem em si qualidades? Quantos indivíduos se sentem desconfortáveis quando apenas se têm a si, por companhia e quantos não conseguem conceber ser possível passar tempo de qualidade em companhia própria? Quantos nunca pensaram em ofertar-se aquela saída, aquele jantar, uma ida a destino desejado ou um simples explanar?

Então porque raio de razão se acham tão boas companhias para os outros? Porque é que se sentem aptos a acompanhar outros? Porque dão uma de conselheiros sobre as melhores decisões e soluções, para os outros?

Libertar a nossa mente, a nossa consciência, vivermos para nós e mudarmo-nos a nós é a única forma de mudarmos o que nos rodeia e nos sentirmos melhor junto ao nosso melhor amigo e confidente, temos de o mimar, amar e trabalhar antes de o dividir e nessa altura teremos pessoas com Egos maiores mas também mais saudáveis.

Esforço-me.

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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Nunca substimes o Universo

Dia 31 de Dezembro de 2009, meia -noite, dia 01 de Janeiro de 2010, tomei algumas resoluções: "ser sabiamente egoísta" foi a principal. Este ano não participo em eventos de comemoração pré-estabelecida, só faço o que realmente me apetece fazer e só estou onde realmente quero estar, onde me sinto plena e confortável.

Esta semana foi o meu aniversário, surpreendi-me por ter sido tão surpreendida. Surpreendentemente fenomenal. Como decidido naquela meia-noite não houve qualquer comemoração, excepto a grandiosidade da companhia que ofereci a mim própria, fora a exaltação das minhas taras pessoais: ri-me quando me apeteceu, falei quando quis e fiz apenas tão somente o que me apeteceu. Pela primeira vez também fui trabalhar, numa lógica de pouco e ritmado. Fantástico. Afinal parece que estou mesmo a crescer: sem culpas, sem remorsos ou arrependimentos, sem passado, sem lembranças, porquês ou saudosismos, apenas o dia que me pertencia sem qualquer tipo de expectativas ou projecções. Vou viver, hoje e amanhã também, cada dia na sua unicidade, cada dia a minha unicidade. De mim para mim, de mim para o mundo. Apanharei todos os barcos, no máximo tenho de apanhar o de volta, até lá, à que aproveitar a viagem.

Às vezes menos é mais. Muito mais. O simples é riqueza e a paz de alma, tesouro incalculavel.

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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Conheço pessoas que conhecem pessoas...


... que vivem para foder pessoas.


Pessoas para quem a vida está continuamente em divida mas que eles nunca lhe devem nada. Pessoas que seja o que for que aconteça e lhes aconteça, nunca tem a mais remota possibilidade de culpa. Pessoas que atribuem a responsabilidade de tudo a terceiros, a menos que sejam coisas boas e nesse caso, nem as partilham porque as merecem. São suas e só suas.

Conheço pessoas, que conhecem pessoas, que são pessoas incapazes de adiar a gratificação e consequentemente, de resistir à frustração. Essas pessoas passam pela vida, sem nunca se implicar nela, mas sempre a implicar com ela. São incapazes de gerir os processos pessoais, de os viver até ao fim, saem sempre na saída mais próxima, a primeira e a que se apresente mais fácil. Fogem de si próprias numa corrida que se torna uma maratona interminável, deixando um rasto de destruição pelo caminho. O facto de atravessarem a vida desimplicando-se da mesma faz com que vejam e sintam cada novo ano, cada novo acontecimento como uma contagem decrescente para o fim. Há uma inconsciência nas acções, pois tornam-se amargas e amarguradas, fazendo mal a si próprias mas principalmente aos outros. Sugam-nos, manipulam-nos e só param quando acham que eles estão tão infelizes como eles. Durante este processo culpabilizam-nos dos acontecimentos da sua vida, apelam à sua misericordia e imiscuem-se, lentamente e convencidos da sua esperteza: Se eu não estou feliz mais ninguém pode estar e vou assegurar-me que assim seja!
Quando os outros se apercebem, quando lhes passa a cegueira, a surdez e a mudez, reparam que ignoraram todos os avisos, ultrapassaram todos os sinais de alerta e o que começou com boa vontade, termina com a imposição de presença e liderança nas suas vidas: estão encurralados e isolados.

Conheço pessoas, que conhecem pessoas, que são autênticos predadores, usam, abusam, gastam e deitam fora quando já não servem os seus propósitos. Conheço pessoas, que conhecem pessoas, que andam uma vida inteira a tentar dominar os seus instintos, as caracteristicas pessoais, que apregoam, julgam e castigam através de padrões morais elevados, mas quando a vida os surpreende, quando a vida lhes pede para mostrarem o que valem, arrepiam caminho e a máscara cai.

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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Estupidamente cansada mas satisfeita

Precisava de speeds, de pilhas novas ou no máximo de uma nova bateria. O rendimento anda a baixar em todas as loucuras em que me meti ou já estava metida e começa a reflectir-se no trabalho e pior: em mim!
Há um mês que apenas reservo tempo livre para dormir e o mesmo tem vindo a reduzir-se contra o meu querer, no entanto, ando satisfeita. Exausta mas tranquila. Bem disposta sem roçar o maníaco. Nada de útil, evolutivo ou interessante, contudo, tão reparador. Não o faço para não me pensar, mas sim para me ajudar a pensar-me, afinal caminhamos em Aprilis!

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Músicas que lembram algo (3)

Virar mais uma página do álbum.

Encerrando mais um ciclo.

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Pessoas Que Marcam.

Crescer a ouvir uma geração enaltecer as qualidades humanas e técnicas de alguém marca-nos ao ponto de a determinada altura sentirmos carinho e apreço por quem nunca vimos. Para mim, esta pessoa sempre foi um mito que inconscientemente, também eu, enaltecia pelas qualidades humanas e pelo imenso carinho que via ser-lhe dedicado.
Raras são as pessoas que ao longo da nossa vida nos marcam pela positiva influenciando a nossa personalidade, valores e princípios, mais raro ainda quando se processa na adolescência. Considero que essas pessoas nasceram com um carisma que elas próprias não sabem que têm.
Este fim de semana, uma dessas pessoas raras veio até nós e vinte cinco anos depois da sua partida, foi admirável perceber como os adolescentes dessa época, homens e mulheres de hoje, se mobilizaram em seu redor e por 24 horas voltaram a ser adolescentes ao redor do seu mentor. Também eu,nestas 24 horas, me senti de orgulhosa e privilegiada por ter a oportunidade de conhecer e partilhar o meu tempo com uma lenda viva.

É difícil marcar a vida de alguém de forma tão singela e duradoura para além do contacto diário, mas mais difícil ainda é marcar uma geração.

Existem algumas pessoas que me marcaram pela positiva extra família. Umas já não tenho o privilegio de privar de perto mas não esqueço os seus ensinamentos e o que são. Outra, é com enorme orgulho, carinho e muito Amor que continuo a partilhar-me. Grande mentor, Grande ser humano. É um privilegio e uma honra ser sua discipla. São as pessoas que nos marcam e perto ou longe, a lembrança, o respeito e o carinho nunca diminuem na sua intensidade.

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Encerrando Ciclos - Dez Anos


Tantas Luas passaram e tantas estão por passar.

Dez anos são um longo período de tempo para manter um álbum aberto na mesma página. Por tão prolongado período, por vezes, esqueci-me de olhar para as páginas que ainda estão em branco e aguardam ser preenchidas. Não guardei muitos sorrisos, porque me recusei a sorrir, também não registei muitas lágrimas porque desaprendi de chorar. O meu álbum foi ficando pobre e com falta de novas imagens, novos momentos ou da re-qualificação de alguns já existentes. Não o lamento, não mudei a página porque estava confortável naquela. A maioria das vezes. Outras não a virei porque é me era fácil não ter de investir e re - aprender a viver uma série de coisas que me apavoravam, nomeadamente...mudar a página. Não considero ou sinto, que me tenha escapado algo, que tenha deixado de viver ou usufruir de determinados sentimentos, apesar de haverem momentos menos positivos ou mais solitários que desaguavam em saudades e essas eram reconfortantes e apaziguadoras. Era um ciclo que atravessava. Precisava de o fazer. Fiz e sinto-me bem sucedida. Não volto a assinalar esta data, hoje não é mais que uma foto a preto e branco que me suscita ternura e bem estar por tê-lo vivido.

O nosso percurso de vida é feito de etapas, de caminhadas, de princípios, meios e fins. Nada devemos de lamentar, nada devemos de aprisionar. Encerramos os ciclos e os mesmos são sentidos como dolorosos. Os fins são dolorosos. Todos eles. Hoje considero que a dor nada mais é que sair da zona de conforto e é tão certo o fim dos ciclos como o pontapé no cu que a vida nos dá, quando nos sente a protelá-los.

Como quando percorremos uma estrada, fazemos uma caminhada, comemos uma bola de Berlim ou bebemos água, tudo chega ao fim e se nestes casos ficamos contentes pelo prazer que daí retiramos, o mesmo devíamos sentir com os acontecimentos de vida.

Encerro um ciclo.

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terça-feira, 13 de abril de 2010

Dia Mundial do Beijo

Gosto de Beijos...não de todos mas de alguns. Não aprecio os convencionados, nem os de cortesia ou os roubados...mas gosto de Beijos...gosto de me perder nuns lábios que se moldam aos meus, gosto do sabor, do quente e das sensações - dadas e recebidas - gosto da vontade de querer mais. Resumindo: Gosto de Beijos, não de todos os beijos ou todos os beijoqueiros, mas sim de BEIJOS!



Ainda não percebi porque é que existem dias mundiais comemorativos de tudo e mais alguma coisa.
Às vezes sinto que existem apenas para que não tenhamos de dedicar muito tempo às coisas, para que não haja problemas em não investirmos nas mesmas ou as considerarmos como intrínsecas à vivência. Afinal porque é que havíamos de nos dar a esse trabalho se existem Dias Mundiais de ???? - N coisas - para nos aliviarem a consciência (?!?).

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Viagens





As viagens sempre me fascinaram. O desconhecido, a descoberta, as gentes, os locais, os cheiros, os hábitos e costumes, a arquitectura e a gastronomia. Gosto da aventura do ir.
Andar de avião não me desagrada e é atalho para chegar ao destino...mas sendo sincera: prefiro mesmo é o entretanto. Planear tralha a levar, uma espécie de rota, carregar o carro e arrancar. Dá-me um gozo tremendo o caminho, parar aqui e ali, desfrutar do Aqui e Agora. O presente. Um Universo mágico onde nos transportamos e deixamos transportar: sonho acordado...prazer...novo...partilha no desconhecido do conhecido.
Nunca fui pessoa de estar 15 dias seguidos no mesmo sítio, aborreço-me. Posso voltar a lugares onde já estive mas numa perspectiva diferente, até porque o lugar já não é o mesmo e eu não sou a mesma: as vantagens de um Universo evolutivo.

A vida nada mais é que uma grande viagem, com a possibilidade de bebermos café em inúmeros sítios e "esticar as pernas" em tantos outros. O passado é e deve ser apenas reminiscências de coisas, lugares ou situações que visitamos de quando em vez, qual álbum de fotografias...para de seguida o fecharmos e seguirmos viagem. O futuro, é o destino da viagem, de nada vale antecipar a chegada ou perderemos a excelente paisagem que nos rodeia, desperdiçamos terras, países, pessoas, sítios e experiências. As cores da minha viagem são para eu ver, para me entregar e apreciar, para me envolver e sentir cada minuto como único. Aquilo que ele é. Quando chegar ao destino tenho novas aventuras para contar, as mesmas fazem com que o sinta muito mais prazeiroso...mas até lá devemos aproveitar em grande a viagem. A vida é feita do momento presente, é esse que devemos olhar e viver, o passado foi...e o futuro ainda virá...até lá...vou parar para beber café e apanhar sol.


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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Resistência

(Mulher Estátua - Salamanca 2009)


São inúmeras as situações em que a resistência, ou o aumento da mesma são fundamentais para nós. Os desportistas necessitam de a aumentar diariamente de modo a aproximarem-se ou a garantirem um lugar no pódio. Para eles, atletas, resistência é "a capacidade de manter um equilíbrio psíquico e funcional o mais adequado possível perante uma carga de intensidade e duração suficientes para desencadear uma perda de rendimento insuperável (manifesta), assegurando, simultâneamente, uma recuperação rápida após esforços físicos" (Zintl (1991)).
No entanto não é só para atletas e desportistas que a resistência e o aumento da mesma é algo de diário e imprescindivel. No senso comum, apelidamos de "ganhar calo" e fazemo-lo no trabalho, na vida social e na vida emocional. Tornamo-nos resistentes a aguentar ou a superar determinadas situações. Este "ganhar calo ou traquejo" é indispensável à nossa adaptação e muitas vezes à sobrevivência e aumenta com os anos: um cirurgião já não se emociona quando pela milésima vez tem de usar o bisturi, os bombeiros congelam emoções quando partem ao sinal de acidente, uma mãe controla a ansiedade quando ao fim de alguns meses o seu bebé chora e um pai após noites sem dormir em continuum, sente-se menos cansado pela falta de descanso mas animado pelo crescimento do seu rebento. Nós, estamos hoje mais rápidos e menos cuidadosos, do que quando começamos a exercer a nossa profissão, tornámo-nos resistentes às condições, às hierarquias, aos colegas e ao trabalho em si: "ganhámos calo", aumentámos a nossa resistência.
O aumento da resistência no campo pessoal tem subjacente mecanismos defensivos, protegem-nos do que nos possa magoar ou fazer sentir menos bem e com o tempo a resistência aumenta em intensidade e torna-se inconsciente e despoletada por gatilhos que representam ameaça do funcionamento psíquico. No entanto alguns indivíduos com o passar do tempo e os acontecimentos de vida, sentem tudo o que não controlam ou desconhecem como ataques e a sua resistência "exige-lhes" oposição, uma falsa sensação de controlo sobre o real e sobre si próprios. A determinada altura não sabem quando chorar e quando o querem já não conseguem, não sabem reconhecer a inocência de um gesto de carinho e sentem-no como invasivo e manipulador. O seu medo de se perderem ou serem perdidos é tanto que a determinada altura estão vestidos com a muralha da China e por mais que queiram não se conseguem despir.
Ter resistência, ser resistente é positivo ajuda-nos a reagir e a superar obstáculos, no entanto, há que existir destrinça entre o saudável e o patológico.
Dar e receber e que a única resistência seja a da gravidade.




resistência
s. f.
1. Força por meio da qual um corpo reage contra a acção!acção de outro corpo.
2. Defesa contra o ataque.
3. Oposição.
4. Delito que comete aquele que não obedece à intimação da autoridade.
Eletr. resistência eléctrica: dificuldade maior ou menor que os condutores opõem à passagem de uma corrente.

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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Medina Carreira - José Sócrates é um homem de circo.


JOSÉ SÓCRATES É UM HOMEM DE CIRCO
A economia vai derrotar a democracia de 1976.
-
José Sócrates, é um homem de circo, de espectáculo. Portugal está a ser gerido por medíocres, Guterres, Barroso, Santana Lopes e este, José Sócrates, não perceberam o essencial do problema do país
-
O desemprego não é um problema, é uma consequência de alguma coisa que não está bem na economia. Já estou enjoado de medidinhas. Já nem sei o que é que isso custa, nem sequer sei se estão a ser aplicadas
-
A população não vai aguentar daqui a dez anos um Estado social como aquele em que nós estamos a viver. Este que está lá agora, o José Sócrates, é um homem de espectáculo, é um homem de circo. Desde a primeira hora.
-
É gente de circo. E prezam o espectáculo porque querem enganar a sociedade
Vocês, comunicação social, o que dão é esta conversa de «inflação menos 1 ponto», o «crescimento 0,1 em vez de 0,6». Se as pessoas soubessem o que é 0,1 de crescimento, que é um café por português de 3 em 3 dias... Portanto andamos a discutir um café de 3 em 3 dias...mas é sem açúcar Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero ser popular. Eu não quero é enganar os portugueses.
Nem digo mal por prazer, nem quero ser «popularuxo» porque não dependo do aparelho político!" Ainda há dias eu estava num supermercado, numa bicha para pagar, e estava uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em vez de multiplicar «6x3=18», contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... Isto não é ensino...é falta de ensino, é uma treta! É o futuro que está em causa! Os números são fatais. Dos números ninguém se livra, mesmo que não goste. Uma economia que em cada 3 anos dos últimos 27, cresceu 1% ...esta economia não resiste num país europeu. Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse. Se nós já estamos ultra-endividados, faz algum sentido ir gastar este dinheiro todo em coisas que não são estritamente indispensáveis?
P'rá gente ir para o Porto ou para Badajoz mais depressa 20 minutos? Acha que sim?
A aviação está a sofrer uma reconversão, vamos agora fazer um aeroporto, se calhar não era melhor aproveitar a Portela?
Quer dizer, isto está tudo louco?"

Eu por mim estou convencido que não se faz nada para pôr a Justiça a funcionar porque a classe política tem medo de ser apanhada na rede da Justiça. É uma desconfiança que eu tenho. E então, quanto mais complicado aquilo for... Nós tivemos nos últimos 10-12 anos 4 Primeiros-Ministros:
-Um desapareceu;
-O outro arranjou um melhor emprego em Bruxelas, foi-se embora;
-O outro foi mandado embora pelo Presidente da República;
-E este coitado, anda a ver se consegue chegar ao fim"
O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou. Foi "exilado" para Londres. O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris. O Alegre depois não sei para onde ele irá... Em Portugal quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado. Mas você acredita nesse «considerado bem»? Então, o meu amigo encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400? Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos? E não vejo intervenção da polícia...Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença! De acordo com as circunstâncias previstas, nós por volta de 2020 somos o país mais pobre da União Europeia. É claro que vamos ter o nome de Lisboa na estratégia, e vamos ter, eventualmente, o nome de Lisboa no tratado. É, mas não passa disso. É só para entreter a gente. Isto é um circo. É uma palhaçada. Nas eleições, uns não sabem o que estão a prometer, e outros são declaradamente uns mentirosos: -Prometem aquilo que sabem que não podem."
A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»: Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não quer estudar, que não faz nada, não fará
nada, nem deixa ninguém estudar. Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar? Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que querem estudar. Mas é inclusiva....
O que é inclusiva? É para formar tontos? Analfabetos?" "Os exames são uma vergonha.
Você acredita que num ano a média de Matemática é 10, e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira? Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira, é um roubo ao ensino e aos professores ! Está-se a levar a juventude para um beco sem saída.
Esta juventude vai ser completamente desgraçada! A minha opinião desde há muito tempo é: TGV- Não!

Para um país com este tamanho é uma tontice. O aeroporto depende. Eu acho que é de pensar duas vezes esse problema. Ainda mais agora com o problema do petróleo.
Bragança não pode ficar fora da rede de auto-estradas? Não?
Quer dizer, Bragança fica dentro da rede de auto-estradas e nós ficamos encalacrados no estrangeiro? Eu nem comento essa afirmação que é para não ir mais longe...
Bragança com uma boa estrada fica muito bem ligada. Quem tem interesse que se façam estas obras é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de maquinaria...Esses é que têm interesse, não é o Português! Nós em Portugal sabemos resolver o problema dos outros: A guerra do Iraque, do Afeganistão, se o Presidente havia de ter sido o Bush, mas não sabemos resolver os nossos. As nossas grandes personalidades em Portugal falam de tudo no estrangeiro: criticam, promovem, conferenciam, discutem, mas se lhes perguntar o que é que se devia fazer em Portugal nenhum sabe. Somos um país de papagaios...

Receber os prisioneiros de Guantanamo?
Isso fica bem e a alimentação não deve ser cara...» Saibamos olhar para os nossos problemas e resolvê-los e deixemos lá os outros...Isso é um sintoma de inferioridade que a gente tem, estar sempre a olhar para os outros. Olhemos para nós! A crise internacional é realmente um problema grave, para 1-2 anos. Quando passar lá fora, a crise passará cá. Mas quando essa crise passar cá, nós ficamos outra vez com os nossos problemas, com a nossa crise. Portanto é importante não embebedar o pessoal com a ideia de que isto é a maldita crise. Não é! Nós estamos com um endividamento diário nos últimos 3 anos correspondente a 48 milhões de euros por dia: Por hora são 2 milhões! Portanto, quando acabarmos este programa Portugal deve mais 2 milhões! Quem é que vai pagar? Isso era o que deveríamos ter em grande quantidade.
Era vender sapatos. Mas nós não estamos a falar de vender sapatos. Nós estamos a f alar de pedir dinheiro emprestado lá fora, pô-lo a circular, o pessoal come e bebe, e depois ele sai logo a seguir..." Ouça, eu não ligo importância a esses documentos aprovados na Assembleia...
Não me fale da Assembleia, isso é uma provocação... Poupe-me a esse espectáculo...." Isto da avaliação dos professores não é começar por lado nenhum.

Eu já disse à Ministra uma vez «A senhora tem uma agenda errada"» Porque sem pôr disciplina na escola, não lhe interessa os professores. Quer grandes professores? Eu também, agora, para quê? Chegam lá os meninos fazem o que lhes dá na cabeça, insultam, batem, partem a carteira e não acontece coisa nenhuma. Vale a pena ter lá o grande professor? Ele não está para aturar aquilo...Portanto tem que haver uma agenda para a Educação. Eu sou contra a autonomia das escolas Isso é descentralizar a «bandalheira». Há dias circulava na Internet uma notícia sobre um atleta olímpico que andou numa "nova oportunidade" uns meses, fez o 12ºano e agora vai seguir Medicina...
Quer dizer, o homem andava aí distraído, disseram «meta-se nas novas oportunidades» e agora entra em Medicina...
Bem, quando ele acabar o curso já eu não devo cá andar felizmente, mas quem vai apanhar esse atleta olímpico com este tipo de preparação...

Quer dizer, isto é tudo uma trafulhice..." É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar. Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe. Até há cerca de um ano eu pensava que íamos ficar irremediavelmente mais pobres, mas aqui quentinhos, pacíficos, amiguinhos, a passar a mão uns pelos outros... Começo a pensar que vamos empobrecer, mas com barulho...

Hoje, acrescento-lhe só o «muito». Digo-lhe que a gente vai empobrecer, provavelmente com muito barulho...
Eu achava que não havia «barulho», depois achava que ia haver «barulho», e agora acho que vai haver «muito barulho». Os portugueses que interpretem o que quiserem... Quando sobe a linha de desenvolvimento da União Europeia sobe a linha de Portugal. Por conseguinte
quando os Governos dizem que estão a fazer coisas e que a economia está a responder, é mentira! Portanto, nós na conjuntura de médio prazo e curto prazo não fazemos coisa nenhuma. Os governos não fazem nada que seja útil ou que seja excessivamente útil. É só conversa e portanto, não acreditem...

No longo prazo, também não fizemos nada para o resolver e esta é que é a angústia da economia portuguesa. "Tudo se resume a sacar dinheiro de qualquer sítio. Esta interpenetração do político com o económico, das empresas que vão buscar os políticos, dos políticos que vão buscar as empresas...Isto não é um problema de regras, é um problema das pessoas em si...Porque é que se vai buscar políticos para as empresas?
É o sistema, é a (des)educação que a gente tem para a vida política...

Um político é um político e um empresário é um empresário. Não deve haver confusões entre uma coisa e outra. Cada um no seu sítio. Esta coisa de ser político, depois ministro, depois sai, vai para ali, tira-se de acolá, volta-se para ministro...é tudo uma sujeira que não dá saúde nenhuma à sociedade. Este país não vai de habilidades nem de espectáculos.
Este país vai de seriedade. Enquanto tivermos ministros a verificar preços e a distribuir computadores, eles não são ministros. São propagandistas ! Eles não são pagos nem escolhidos para isso! Eles têm outras competências e têm que perceber quais os grandes problemas do país! Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os vossos comentadores dizem «este tipo é chato, é pessimista»...
Se vem aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito.. Vocês têm que arranjar um programa onde as pessoas venham à vontade, sem estarem a ser pressionadas, sossegadamente dizer aquilo que pensam. E os portugueses se quiserem ouvir, ouvem. E eles vão ouvir, porque no dia em que começarem a ouvir gente séria e que não diz aldrabices, param para ouvir. O Português está farto de ser enganado! Todos os dias tem a sensação que é enganado!
(In: sic noticias)

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terça-feira, 6 de abril de 2010

Vale a pena pensar nisto...

As águas de um rio correm livres no seu curso, não se retraem por não saberem o que está para lá da linha de horizonte. Ignoram se a mão do Homem alterou a sua rota e quando chegam constroiem novo ponto de passagem. Quando sentem que lhes foi tirado mais do que queriam dar, irrompem na força das águas e reconquistam o seu espaço. As águas de um rio não reclamam, amuam ou fazem greve quando o seu leito é danificado, expropriado ou alterado. Quando a maré sobe e não há espaço para se espreguiçarem, alagam o que está à sua volta, no entanto, nunca o fazem sem avisos prévios. O Homem na sua soberba de sabedoria inquestionável ignora os alertas que a Natureza lhe envia e quando esta não se consegue controlar inunda territórios que outrora lhe serviram de almofadas. O Homem esmorece, reclama e maldiz o poder das águas, não lembrando que foi ele que conquistou e se apoderou do que não lhe pertencia.
Somos injustos e sentimos sempre que o maior mal é nosso, temos memória curta e rapidamente esquecemos a dor infligida a outrem, ou nem sequer a consideramos porque a necessidade maior é a nossa: o bem estar a qualquer preço. Quando por alguma razão a vida vem recolher o que é seu, porque ela não esquece, amaldiçoamos o Mundo, o Céu e a Terra. Procuramos culpas e culpados, tentamos alvitrar hipóteses e justificações, vimos perseguição e cabala nos gestos e olhares dos outros e por uma qualquer razão, nunca nos vem à lembrança os nossos actos e atitudes possíveis de estarem na base do que agora nos faz doer. Nós, Humanos, temos uma capacidade fantástica de ver a culpa nos outros, de nos desresponsabilizarmos de tudo, apesar de também termos sido intervenientes de papel principal. Uma vã tentativa de nos aliviarmos das decisões e escolhas que um dia fizemos. No entanto, por mais autista que seja a nossa atitude, por maior mágoa que exiba o nosso comportamento a vida não esquece, nem perdoa e mais cedo ou mais tarde vem cobrar o que é seu.
Acredito no efeito boomerang das nossas acções, Acredito na Teoria da Co-responsabilidade e Acredito que tudo vai...mas volta...e o retorno é sempre mais violento, porque a queda é mais dolorosa que a subida...
...Vale a pena pensar nisto e pensarmos ao agir, o que queremos receber de volta.

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domingo, 4 de abril de 2010

Músicas que lembram algo (2)

This song reminds me of V.P. Decorria o ano de 1989...

"Oh, can't you see

You belong to me?

How my poor heart aches

With every step you take

Every move you make

Every vow you break

Every smile you fake, every claim you stake

I'll be watching you

Every move you make, every step you take

I'll be watching you

I'll be watching you"

O primeiro ano do secundário...escola nova...pessoas novas...e nós...e depois...o eu e o tu...Fica na memória...Pedaços de história...da minha história.

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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Músicas que lembram algo (1)

Try to Love Again...

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sábado, 27 de março de 2010

Dia Mundial Do Teatro

Porque faz parte de mim, porque é um pedaço da minha alma. Porque todos quantos se inebriam pela adrenalina do abrir dos panos,de pisar um palco, sabem do que falo. Porque uma plateia é um juiz exigente e os aplausos a glorificação ou a condenação. Porque um actor tem o poder de gerir as emoções que esses mesmos juízes vão experenciar,partilha com eles o que de melhor tem e consegue. Porque respirar uma sala de teatro é mágico, porque as bocas de cena são místicas e as pancadas de Molière lembram o início e o fim do sonho,que ali se transmite e mais: que ali se vive. Todas as emoções, o suor frio e os arrepios, a alegria de sabor agridoce, o medo de falhar são coisas intransmissiveis por palavras, porque simplesmente são paixão e vida. Todos aqueles que já o sentiram sabem do que falo e a todos nós um Grande Dia Mundial do Teatro!

"O teatro é a poesia que sai do livro e se faz humana."

(Federico García Lorca)

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(Des)conversa 20

T - L.K. de onde são os realistas?
L.K. - Os realistas? Não sei, talvez da realidade.
T - Não, 'tás a ver aquele país muçulmano que é católico e está em guerra à anos por causa disso?
L.K. - Não sei...essa é difícil...talvez Israel?!
T - É isso! Como é que se diz o nome deles?
R - São os realistas (risos) e então de onde são os surrealistas T. ?
T - Ohhh...do sul de Israel, claro.

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domingo, 21 de março de 2010

Hoje Lembrei-me.

Não sei porquê mas hoje lembrei.me. Ao ouvir uma música recordei uma pessoa que um dia cruzou o meu caminho. Estávamos no secundário e nesse ano fez parte da minha turma. Era uma rapariga bonita, com um corpo bonito que não via nada disso em si. O seu sorriso era constante mas povoado de tristeza e no seu olhar pairavam nuvens que tapavam o sol. Vestia-se de lenhador e chocava tudo e todos pelo comportamento erróneo, o que os fazia afastarem-se ou não fosse a adolescência a época de todos os preconceitos e verdades absolutas. Hoje lembrei-me que escrevia a letra desta música em todos os seus cadernos e em alguns meus. Dava-me bem com ela, não éramos amigas mas colegas. Lembro-me que ela tinha grandes planos para si, dizia inúmeras vezes que era mais do que aquilo, do que aquelas pessoas com as quais não se identificava. Queria estudar em Coimbra e por lá ficar. Fumava SG filtro e bebia médias, na altura com 16 anos já tinha um namorado de 35, um tipo que cheguei a conhecer e me assustava, mas que levava de carro à escola. Era a mais nova de uma fratria de três: um irmão mais velho que traficava e consumia drogas leves e uma irmã também mais velha, que se vestia de menina e já namorava desde o nono ano e sonhava acabar o 12º ano para se casar e constituir família. Não se dava bem com nenhum deles: criticava-os a ambos e eles faziam-lhe o mesmo. Era uma inadaptada, contrariava tudo o que era socialmente correcto, ou pelo menos, aceite. O comum na adolescência.
A vida seguiu o seu curso e nunca mais nos cruzamos. Anos mais tarde involuntariamente soube dela: nunca foi para a faculdade, nunca viveu em Coimbra, casou e teve filhos e casou e teve filhos e casou e teve filhos...hoje não sei como está mas espero e desejo que finalmente tenha encontrado o seu caminho e que esteja e seja FELIZ.

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